domingo, 5 de fevereiro de 2012

Entendendo as influências espirituais

O pensamento é a segunda maior força no Universo, depois do poder de Deus.
Quando desejamos assistir uma emissora de rádio ou TV, temos de usar o botão de sintonia, é exatamente assim que funcionam as ondas mentais, uma questão de sintonia, apesar de o rádio receber todos os tipos de irradiação proveniente das diversas emissoras, somente ouviremos aquela que foi sintonizada. O mesmo acontece com o nosso pensamento quando recebemos influencias dos espíritos que se sintonizam pelo “endereço vibracional” de nossa mente, que é regido pela Lei da afinidade.
Sabemos que em determinadas pessoas esse poder é extraordinário, ao passo que, em outras, mal se nota esse efeito. Todavia, podemos desenvolver esta percepção com exercício contínuo, aumentando assim seu potencial.
Para melhor fixarmos isso, é importante salientar que: pensamento gera sentimento, que gera comportamento.
Tudo está ligado às forças da mente e essa força depende do nosso pensamento.
Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, na pergunta 459 lemos: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? "Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem". Quando nos encolerizamos com algum problema, baixamos o padrão de frequência mental e entramos nas zonas vibratórias de cor laranja ou roxa, facilitando as influências das entidades que ali se encontram. Com isso podemos receber sugestivamente “ordens” dos espíritos inferiores, achando que tudo o que estamos pensando naquela hora seja fruto da nossa própria concepção..
Mas como perceber se estamos sendo influenciados por um mau espírito? Lembremo-nos de educar o nosso pensamento. Ora, se estamos em discussão com alguém, toda a ideia que seja ruim, nociva, e que venha a destratar e agredir a outrem, não pode ser proveniente de uma entidade superior, portanto temos de manter a calma para não sermos influenciados por essas entidades. Mas se a ideia vier com uma vontade de harmonizar, de unir, de apascentar, podemos estar recebendo influência de um bom espírito. Mas não são somente os desencarnados que fazem este tipo de emissão. Quando sentimos inveja, orgulho ou tendência ao mal, nossa mente emite as mesmas formas de energias negativas.

Nunca estamos sozinhos

Os padrões vibratórios são sutis, mas, se conseguirmos exercitar essa percepção, teremos plena condição de sentir essas emanações. Você, leitor, já se deparou com pessoas e lugares onde não se sentiu bem? Conversando com alguém, já não percebeu que a pessoa transmite uma sensação ruim? É exatamente esse tipo de sensação que devemos observar, mas não é por causa disso que devemos achar que a outra pessoa seja ruim, apenas ela pode estar passando por problemas espirituais ou estar com alguma doença física e transmite essa sensação.
O fato é que, de alguma forma, ela está com o padrão vibratório alterado e você poderá ajudá-la a se reerguer, com a percepção aguçada e o devido conhecimento doutrinário, deverá fazer a sua parte orientando-a para que não se abata pelo desânimo.
Quando estamos alegres, de bem com a vida, nos sentimos inspirados, é justamente nesse momento que estamos vibrando a nossa frequência mental nos padrões acima da linha verde e entrando ou chegando perto da linha azul, justamente onde vibram os espíritos de luz que nos incentivam à prática do bem e dos bons sentimentos, tanto no trabalho quanto em casa, nos estudos e nas relações sociais, e até os animais sentem esta vibração, pois eles também possuem essa percepção.
Portanto, quando começamos a entender como funciona a nossa mente, fica mais fácil identificarmos as influências externas, controlando o nosso padrão mental, não deixando chegar abaixo da linha verde, como citado.
Tudo isso na teoria é fácil, mas sabemos que na prática existe muita dificuldade. Todavia, com esses pequenos esclarecimentos, podemos aprender a nos policiar constantemente, para que não percamos a paciência e entremos nos padrões vibratórios inferiores que nos deixarão em situações difíceis devido à nossa própria invigilância.
A prática do pensar, está ligada diretamente à Lei de afinidade.

Fonte: O livro dos Espíritos – Allan Kardec
formatação: MILTER- 29-01-2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A gratidão em nossas vidas - Seminário de Divaldo em Campo Grande

Divaldo Franco em Campo Grande dias 5 e 6 de fevereiro para seminário e palestra.

Divaldo Pereira Franco estará em Campo Grande-MS, nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2012.
Dia 5 de fevereiro de 2012, às 14h30 acontecerá o Seminário “A gratidão em nossas vidas” que terá uma taxa de adesão de R$ 30,00.
No dia 6 de fevereiro, às 19h30 haverá uma palestra pública, com entrada franca. O local dos eventos será o Rádio Clube Campo, que fica na Av. Interlagos, 477 – Vila Morumbi.
A Federação Espírita de MS - FEMS é a realizadora do evento. Inscrições antecipadas na FEMS. Mais informações pelos fones 3324-8322 e 3382-5571.

Curso de Formação de Evangelizadores - dias 11 e 12 de fevereiro de 2012, em Campo Grande-MS.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Almoço beneficente promovido pela Cruzada dos Militares Espíritas-MT/MS dia 06/11/2011

A Cruzada dos Militares Espíritas-MT/MS convida para almoço promocional, com renda destinada a mobiliar o Educandário Lar de Ruy Kremer. Se você for no almoço, estará colaborando para in~icio das atividades e aulas a partir de fevereiro de 2012.

dia 06 de novembro - domingo -12:00h às 13:30h
Rua Jaborandi, 80 - Jardim Aeroporto
Campo Grande-MS
cardápio: pernil ao molho de maracujá, arroz, salada tropical, cremes ecológicos e prato surpresa. 
Investimento: R$ 15,00 (isento criança até 07 anos) - não serão servidos: marmitex e marmita
levar pratos e talheres
# vetado o uso de bebidas alcoólicas e tabaco
Participe do Seminário das 10 às 11:45h – adesão gratuita
Temas:
1) Recursos materiais: o supérfluo e o necessário
2) Família
3) Importância do perdão
4) Dependência química
5) O que é espiritismo

Palestra: "Valorização da vida: uma visão espírita sobre a morte", dia 02/11/2011 - 10 horas

A Federação Espírita de Mato Grosso do Sul convida a todos para a tradicional palestra a ser realizada no Dia de Finados, a convite da administração do Cemitério Parque das Primaveras.
A palestra será proferida por Luciano Montalli, Vice-diretor Administrativo da Federação Espírita de Mato Grosso do Sul - FEMS.
Data: 2 de novembro de 2011
Horário: 10 horas
Local: Cemitério Parque das Primaveras
Av. Senador Filinto Müller, 777 – V. Ipiranga
Campo Grande-MS

domingo, 30 de outubro de 2011

Finados na visão espírita

Dia dois de novembro é marcado pelo dia de finados, um feriado relacionado a morte.
A Doutrina Espírita nos mostra que somos Espíritos eternos e imortais. Quando encarnados, temos o corpo físico, o corpo espiritual (o perispírito) e o Espírito. Quando desencarnados, nos desligamos de nosso corpo físico. A vontade, a inteligência, as emoções, tudo está no Espírito.
Portanto, logo percebemos que a morte como conhecemos não existe. Ninguém morre, no sentido de acabar. O espírito é eterno e imortal. A morte então é uma passagem do plano físico para o plano espiritual. Isso se dá para que desenvolvamos nossas qualidades morais.
E embora tenhamos um grande desenvolvimento intelectual, a morte ainda não é bem entendida para a maioria de nós, mesmo os espiritualistas e até os espíritas, se tocarmos no sentido do apego. Embora o entendimento esteja na mente, o coração responde diferente.
Não é à toa que uma enorme quantidade de espíritos desencarnados expressarem suas dificuldades na vida de além túmulo, com relação as saudades de seus entes queridos, e vice-versa. E é este excesso de apego que cria situações extremamente desconfortantes, onde entramos em grande desequilíbrio nos momentos de separação mais brusca.
Mesmo quem entende a morte, sofre a dor da separação. Porém, é preciso modificar a nossa ideia acerca da vida, que não se resume a vida material, mas essencialmente a vida espiritual.
Nossos entes queridos são empréstimos de Deus para que possamos nos desenvolver cada vez mais. Mas que amor é esse, que desenvolvemos por eles, que em vez de pacificar nossa evolução, que em vez de fazer o bem, acaba prejudicando com o peso da saudade?
O dia de finados deve ser visto então como mais um dia em que devemos elevar nosso pensamento a Deus, orando fervorosamente por aqueles que já partiram, para que esta prece, feita sempre de coração, seja um alívio para aqueles que nós amamos e já partiram para a pátria espiritual.
A prece está entre os maiores bens que podemos fazer em benefício daqueles que já partiram, mas não é estagnada a apenas uma data no ano. Se quem partiu está na condição de sofrimento ou de perturbação, a prece será de grande benefício.
Se quem partiu está consciente, lúcido de sua realidade espiritual, da mesma forma, a prece chegará como um bálsamo ao coração de quem amou, pela lembrança e pelo carinho.
Vejamos o que nos dizem os Espíritos, através de Kardec em
"O Livro dos Espíritos":
321. O dia da comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos?
“Os Espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes dirigem seus pensamentos, como o fazem noutro dia qualquer.”
a) - Mas o de finados é, para eles, um dia especial de reunião junto de suas sepulturas?
“Nesse dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento.
323. A visita de uma pessoa a um túmulo causa maior contentamento ao Espírito, cujos despojos corporais aí se encontrem, do que a prece que por ele faça essa pessoa em sua casa?
“Aquele que visita um túmulo apenas manifesta, por essa forma, que pensa no Espírito ausente. A visita é a representação exterior de um fato íntimo. Já dissemos que a prece é que santifica o ato da rememoração. Nada importa o lugar, desde que é feita com o coração.” 

fonte: Mensagem da Associação de Divulgação da Doutrina Espírita-ADDE

sábado, 29 de outubro de 2011

Palestras e seminário com Haroldo Dutra em Campo Grande-MS, dias 29 e 30 de outubro de 2011


A viagem


Quando vai realizar uma simples viagem a um país estrangeiro, uma pessoa dotada de um mínimo de ordem e previdência tomará algumas medidas e precauções para evitar contratempos e dissabores. Assim, após providenciar o passaporte e o necessário visto de entrada naquela nação, ela vai procurar saber qual a estação do ano e a temperatura reinante, a língua ali falada, a moeda circulante e outras informações dessa natureza.
De posse desses dados, ela cuidará das passagens, da sua bagagem e de deixar todos os compromissos na pátria de origem devidamente organizados, para que os seus parentes e amigos não sejam perturbados por credores e outras contrariedades.
Tudo isso ela fará sem ter certeza de que concretizará a viagem, porquanto um obstáculo imprevisível poderá impedi-la de viajar.
Entretanto, para a grande viagem, a viagem que todos faremos, ou seja, para a morte, poucas pessoas estão preparadas, raras são as que procuram saber as condições de tempo e de espaço, o clima, a língua, a moeda, os meios de transporte, a alfândega e todos aqueles detalhes necessários para a viagem ao mundo espírita, ou mundo dos Espíritos, de onde viemos e para onde vamos retornar a qualquer momento.
Foi pensando nisso que resolvemos convidar o leitor para uma viagem imaginária ao mundo espírita, fazendo uma analogia com uma viagem aqui no mundo físico. Vamos nessa?
Os preparativos
Antes de mais nada, convém não esquecer que essa viagem terá início sem aviso prévio, de modo que a bagagem deverá estar sempre pronta, porquanto quando nascemos já recebemos a passagem de volta. Assim, é bom deixar todos os nossos papéis, contas e demais compromissos em ordem, para não amolar os que não irão conosco.
A moeda circulante no mundo espiritual é constituída pela inteligência, pelos conhecimentos e pelas qualidades morais, de acordo com o Espírito Pascal ("O Evangelho segundo o Espiritismo", Cap. XVI, Item 9). Serão estes recursos que nos garantirão um alojamento em um hotel de cinco, quatro, três, duas, ou apenas de uma estrela, ou um aposento de péssima categoria, ou, o que é ainda pior, o abandono pelas ruas, debaixo de pontes e entre malfeitores.
Esta será também a nossa única bagagem, pois de nada mais iremos precisar no nosso destino. Desse modo, cada um levará o que possuir daqueles valores.
Como os Espíritos se utilizam do pensamento para a comunicação, será ótimo que desenvolvamos o hábito de pensar muito, não esquecendo que desde já os nossos pensamentos são lidos pelas entidades desencarnadas, que são atraídas de acordo com a qualidade desses pensamentos. Serão estes Espíritos, afinizados conosco, que estarão nos esperando na chegada ao mundo espiritual. Como será ela? Vejamos a seguir. 
A chegada
Vamos comparar a nossa chegada no mundo dos Espíritos a uma chegada em um movimentado terminal aqui da Terra, seja ele uma estação rodoviária, ferroviária, do metrô ou ainda um aeroporto; as circunstâncias em todos eles são muito semelhantes. Com efeito, quando vamos embarcar ou quando acabamos de desembarcar em uma grande cidade, na qual estivemos apenas uma vez ainda na infância, se não tivermos alguém à espera e que conheça o local, vamos ter muitas dificuldades com as informações sobre os meios de transportes, hotéis, e se for em um país estranho, teremos ainda as complicações decorrentes da linguagem e da utilização da moeda.
Algo análogo acontece nessa nossa viagem. Neste exato momento (olhe o seu relógio), milhões de pessoas estão desencarnando, isto é, estão desembarcando no mundo dos Espíritos, e ali estamos nós, na nossa viagem imaginária. Olhamos para cá e para lá: ninguém conhecido se aproxima... Espíritos em tudo semelhantes a pessoas encarnadas, usando a roupagem perispiritual, circulam, passam por nós, afastam-se, cada um cuidando de sua própria vida. Ah! Por que não nos preparamos melhor para a viagem? Onde está o balcão de informações? Lá vem agora o oficial da alfândega! Certamente vai nos perguntar quem somos, de onde viemos e o que estamos fazendo aqui! E agora?
Nesse exato momento se aproxima uma pessoa gentil, que se oferece para nos ajudar e se identifica. É o nosso anjo guardião, aquele mesmo de quem tantas vezes ouvimos falar e a quem pouco valor demos. Mas ele não parece importar-se com a nossa ingratidão. Conversa com o oficial alfandegário, que se afasta meio desconfiado. Agora o guardião fica a sós conosco e tenta nos acalmar.
Ele tem enorme dificuldade para nos explicar que já estamos no plano espiritual, que atravessamos a "fronteira de cinzas" e que deveremos nos ambientar na nova vida. Diante da nossa perplexidade, ele nos toma pelo braço, a fim de nos afastarmos do ponto de chegada, onde vários Espíritos já nos olham com curiosidade. Eles sabem que somos recém-chegados! O que vai nos acontecer em seguida? 
Como é a vida no mundo espiritual
Os Espíritos dizem que, para nos informarem acerca das condições de vida no mundo em que estão, encontram o obstáculo de um indígena que, tendo realizado uma visita à civilização, tenta, ao retornar à tribo, explicar aos seus parentes e amigos as conquistas que viu, como, por exemplo, a televisão, o telefone, o fax, etc. Ou, ainda, de algo semelhante a descrever a um cego de nascença a luz e as cores.
Não obstante, temos que aguçar a nossa imaginação, porque já estamos, em nossa viagem, no mundo espírita. Aqui as condições ambientais não dependem da atmosfera ou do heliotropismo, mas do fluido cósmico universal. É ele que, por exemplo, serve de veículo ao pensamento, como o ar conduz o som na Terra. As trevas existem apenas para os Espíritos a elas condenados, que pensam inexistir a luz. A poluição reinante decorre dos maus pensamentos, assim como o saneamento depende da sua elevação.
A duração do tempo também é relativa à posição individual, pois para este Espírito um século pode parecer um segundo nosso, enquanto que para aquele o contrário é que se dá.
Existem praças, avenidas, ruas, casas, escolas, hospitais, Prefeitura, Cadeia, Fórum e outras repartições, com profissionais e servidores semelhantes aos nossos. Os meios de transporte são velozes e silenciosos, posto que os Espíritos possam locomover-se usando apenas o pensamento.
Por falar nisso, eis que se aproxima um agente oficial, querendo saber do nosso destino. O guardião já nos alertara de que isso aconteceria a qualquer momento. Esse agente é a nossa consciência, que, a partir de agora, passa a rebobinar o filme de nossa vida. Lances dela que já havíamos esquecido, ou que deixáramos para um exame futuro, chamam-nos para o ajuste de contas tantas vezes adiado, perante uma Justiça cuja balança é mais precisa do que a dos laboratórios científicos. Neste tribunal não adianta ajustar advogado de fora; seremos nós mesmos os nossos próprios juízes, proferindo a sentença relativa ao nosso modo de viver na Terra, e na decisão as circunstâncias atenuantes e agravantes serão consideradas nos mínimos detalhes, a ponto de qualquer delas, ainda que do peso de uma asa de colibri, influir no julgamento.
Quando a sentença transitar em julgado e dela não couber mais nenhum recurso, vamos ser levados para o local que merecermos, em perfeita consonância com aqueles valores já antes mencionados: a inteligência, os nossos conhecimentos e, sobretudo, as nossas qualidades morais. Somos ricos ou pobres deles? Cada um sabe exatamente a sua situação, bastando para isso uma profunda reflexão acerca do modo pelo qual vem rolando a sua vida. Mas, que tal voltamos rapidamente à Terra para essa reflexão? 
Era tudo um sonho!
Você acordou! Tudo não passou de imaginação, de um sonho. Mas de um sonho que se tornará realidade a qualquer instante. Com efeito, já compramos realmente o bilhete de volta no avião para o Além, de sorte que convém deixar a viagem preparada.
Eis aqui algumas sugestões para o grande retorno: uma leitura da segunda parte do livro "O Céu e o Inferno''", de Allan Kardec, onde estão 67 depoimentos de Espíritos nas mais diversas condições no mundo espiritual, sendo que uma delas será, sem nenhuma dúvida, a nossa, dependendo da semelhança com o modo de vida que o Espírito em comparação teve aqui na Terra; do Capítulo 3, do livro "Cartas e Crônicas", do Espírito Irmão X, pela psicografia do querido Chico Xavier, intitulada Treino para a morte, que nos dará muita informação sobre a vida de lá; do já mencionado Item 9, do Capítulo XVI, de "O Evangelho segundo o Espiritismo", para conhecermos a verdadeira propriedade, valendo para o mundo físico e para o mundo espiritual. E muita caridade, pois fora dela não há salvação.
Depois, é só apertar o cinto e boa viagem!
Eliseu Florentino da Mota Junior, revista Reformador, da FEB, de dezembro de 1994

Visão espírita da morte


Neste mês, em que os homens instituíram uma data para reverenciar os mortos, vale a pena rememorar o que ensina a Doutrina Espírita a respeito do que representa a morte.
O fenômeno da morte é visto sob múltiplas formas, dependendo da crença, da descrença ou da certeza que cada criatura humana constrói para si mesma.
Vale dizer que o materialista, o espiritualista e o espiritista têm concepções muito diferentes sobre a vida e sobre a morte.
Para o materialista puro, para quem a vida está inteiramente voltada aos bens e gozos materiais, o corpo físico, enquanto vivo, representa tudo. Morto o corpo, tudo se dissolve no nada.
Os espiritualistas em geral admitem a existência de algo além da expressão física - a alma - que sobrevive após a morte.
A destinação da alma, para as correntes espiritualistas, varia muito, de conformidade com suas doutrinas.
A Doutrina dos Espíritos, essa bênção da Espiritualidade Superior em favor de toda a Humanidade, o Consolador prometido e enviado pelo Cristo de Deus, veio aclarar a tormentosa questão da vida, da morte, da existência e da sobrevivência do Espírito.
Para a Doutrina Espírita, o que se denomina morte - o problema maior que tem ocupado o pensamento humano em todos os tempos - faz parte das leis naturais ou divinas, assim como o nascimento.
Nascimento, morte, renascimento são transformações naturais da própria Vida do Espírito imortal, sujeito à evolução natural.
Morte é transformação, não fim.
Por isso, para desmitificar a palavra morte, com sua conotação de fim, desaparecimento total, termo, destruição, conotações milenárias que causam tantos sofrimentos, o Espiritismo prefere substituí-la por desencarnação, que é justamente a separação do Espírito de seu suporte físico de carne.
Mas como a vida do Ser continua, morrer é renascer, é a volta do Espírito à sua pátria verdadeira.
Morrer, pois, é prosseguir vivendo em outra dimensão vibratória, com os sentimentos adquiridos, com a visão espiritual ampliada, com os amores, as alegrias e saudades do ser, mas também com as imperfeições que não conseguiu superar.
Morte não é o sono eterno, mas, sim, a libertação do Espírito, enquanto não retorna à carne, em nova e laboriosa existência.
Para a Nova Luz, a morte, longe de ser a porta para o nada, é a continuação da vida eterna. Em lugar dos fantasmas teológicos, dos dogmas e dos suplícios infernais, ela acena com a esperança, que todos pode­mos cultivar sem medos.
Fonte: Editorial da revista Reformador, da FEB, de novembro de 1999

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Receba essas lindas rosas no seu coração.

Um bloco com algumas mensagens simples, de rápida leitura (os grifos em negrito são meus), mas de grande importância para que possamos viver bem, para conseguirmos sobreviver a situações que fazem parte de nosso cotidiano, seja nos nossos lares, no trabalho, como em qualquer lugar que estivermos.
Muitas vezes nós achamos que a vida em comum com alguem ao nosso redor está difícil, mas se a gente prestar atenção nos nossos atos, vamos ver que podemos fazer "aquele algo a mais", que vai resultar numa grande diferença nos relacionamentos, seja entre cônjuges, irmãos, pais e filhos, amigos, clientes, pacientes, etc.
Faça uma reflexão você também. Será que em suas relações não está faltando uma boa dose de brandura?
Na minha está, e vou tentar corrigir-me.
Receba essas lindas rosas no seu coração.
Grande abraço para todos.
Ronaldo São Romão Sanches

Insuperável brandura
Quando você for defrontado por alguém violento, que o agrida verbalmente ou o ameace fisicamente, recorde-se de que ele é muito infeliz.
Todo aquele que não recebeu amor na infância ou foi vítima de insucessos emocionais, sempre perde o endereço de si mesmo e se torna inimigo dos outros.
Conceda-lhe a graciosa dádiva da bondade que não o torna mais desventurado. Não há quem resista a um indisfarçável gesto de benevolência.
***
Surpreendido pela astúcia dos perversos, sempre hábeis na arte de infligir sofrimentos aos outros, tenha em mente que eles são também impiedosos para consigo mesmos.
A sua desorientação provém de experiências amargas, nas quais sofreram crueldades e abandono.
Proporcione-lhes o ensejo de despertar, dando-lhes compreensão. Ninguém recusa amor, mesmo que, aparentemente reaja com aspereza, o que é falta de hábito em recebê-lo.
***
No pandemônio da revolta que grassa violenta em toda parte, anunciando desastres morais e conjunturas físicas dolorosas, reserve-se o direito de permanecer em paz.
O aturdimento que procede de alguns poucos, facilmente contamina o grupo social que se perturba. O agitador, é alguém que se sentiu desrespeitado nos seus direitos de criança e, na ocasião, não soube administrar a ira nem a frustração, agora tornadas bandeiras de comportamento doentio.
Seja amistoso para com ele, apresentando-lhe o outro lado da existência humana. O ser carente vive armado contra tudo e todos, até o momento em que se sente rociado pela presença da brandura.
***
No crepitar das labaredas das acusações e calúnias contra alguém, gerando situações asfixiantes e más, continue portador de generosidade para com a vítima.
Quem delinqüe, perde-se no labirinto de terríveis alucinações morais.
Não fustigue mais o desditoso, antes aplique temperança para com ele. O solo que arde, não pode receber mais calor, e sim, água refrescante que lhe diminua e aplaque a temperatura elevada.
Todos somos sensíveis à compreensão de alguém para conosco.
Perseguido pela inveja ou malsinado pela insensatez daquele que não gosta de você, resguarde-se na compaixão para com ele.
A insegurança que o leva a afligi-lo é resultado da família com a qual viveu e de quem somente recebeu lições de impiedade e malquerença.
Ele gostaria, por certo, de ser como você, e, na impossibilidade de que se dá conta, tenta amargurá-lo.
Ofereça-lhe o silêncio em resposta de brandura, que o alcançará inexoravelmente, alterando-lhe a atitude interior. Nada pode detê-la, e quem a recebe jamais prossegue como antes.
***
Na raiz de muitos males, que afligem e desconcertam a criatura, o desamor de que foi objeto, na atual ou em anterior reencarnação, é o responsável pelo seu transtorno.
Naturalmente, quem lhe experimenta o aguilhão impiedoso deseja libertar-se, defendendo-se e acusando, reagindo.
Não existe, porém, defesa real quando se agride nem se conquista harmonia quando se entra em debates de violência.
Nunca aceite as injunções do mal nem as arruaças dos desordeiros, simplesmente deixando de conceder-lhes consideração.
Você cresce na vertical do amor, tendo por dever levantar caídos e nunca torná-los mais vulneráveis ao mal que neles reside.
Viva com brandura e esparza-a, tornando o mundo melhor e as criaturas menos desesperadas.
Somente quem ama e se reveste de bondade pode resistir aos conflitos e desafios perturbadores da sociedade agressiva que prefere ignorar o Bem.
(Divaldo Pereira Franco por Marco Prisco. In: Luzes do alvorecer)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Encontro e desencontro de casais é tema de seminário

A Sociedade  Espírita Castro Alves vem convidar a todos para o seminário com o tema: Encontro e desencontro de casais.
Será no dia 22 de outubro, sábado, às 15:00 horas.
Expositor: Pedro Lobo
Local: Rua Alexandre Farah, 255 -  Bairro Amambai
Campo Grande-MS
Apoio: Instituto de Cultura Espírita de MS e Cruzada dos Militares Espíritas de MT / MS.

No  Mês de outubro comemoramos Kardec, seu nascimento e sua obra

Arte Boa Nova apresenta "Além da vida física, prepondera o nosso Amor - Depoimentos

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Juiz reto

Ao tribunal de Eliaquim Bem Jefté, juiz respeitável e sábio, compareceu o negociante Jonatan Bem Cafar arrastando Zorobabel, miserável mendigo.
- Este homem – clamou o comerciante, furioso – impingiu-me um logro de vastas proporções! Vendeu-me um colar de pérolas falsas, por cinco peças de ouro, asseverando que valiam cinco mil. Comprei as jóias, crendo haver realizado excelente negócio, descobrindo, afinal, que o preço delas é inferior a dois ovos cozidos. Reclamei diretamente contra o mistificador, mas este vagabundo já me gastou o rico dinheiro. Exijo para ele as penas da justiça! É ladrão reles e condenável!
O magistrado, porém, que cultuava a Justiça Suprema, recomendou que o acusado se pronunciasse por sua vez:
- Grande juiz – disse ele, timidamente -, reconheço haver transgredido os regulamentos que nos regem. Entretanto, tenho meus dois filhos estirados na cama e debalde procuro trabalho digno, pois mo recusam sempre, a pretexto de minha idade e de minha pobre apresentação. Realmente, enganei o meu próximo e sou criminoso, mas prometo resgatar meu débito logo que puder.
O juiz meditou longamente e sentenciou:
- Para Zorobabel, o mendigo, cinco bastonadas entre quatro paredes, a fim de que aprenda a sofrer honestamente, sem assalto à bolsa dos semelhantes, e, para Jonatan, o mercador, vinte bastonadas, na praça pública, de modo a não mais abusar dos humildes.
O negociante protestou, revoltado:
- Que ouço?! Sou vítima de um ladrão e devo pagar por faltas que não cometi? Iniquidade! Iniquidade!
O magistrado, todavia, bateu forte com um martelo sobre a mesa, chamando a atenção dos presentes, e esclareceu em voz alta:
- Jonatan bem Cafar, a justiça verdadeira não reside na Terra para examinar as aparências. Zorobabel, o vagabundo, chefe de uma família infeliz, furtou-te cinco peças de ouro, no propósito de socorrer os filhos desventurados, porém, tu, por tua vez, tentaste roubar dele, valendo-te do infortúnio que o persegue, apoderando-te de um objeto que acreditaste valer cinco mil peças de ouro ao preço irrisório de cinco. Quem é mais nocivo à sociedade, perante Deus: o mísero esfomeado que rouba um pão, a fim de matar a fome dos filhos, ou o homem já atendido pela Bondade do Eterno, com os dons da fortuna e da habilidade, que absorve para si uma padaria inteira, a fim de abusar, calculadamente, da alheia inteligência? Quem furta por necessidade pode ser um louco, mas quem acumula riquezas, indefinidamente, sem movimentá-las no trabalho construtivo ou na prática do bem, com absoluta despreocupação pelas angústias dos pobres, muita vez passará por inteligente e sagaz, aos olhos daqueles que, no mundo, adormeceram no egoísmo e na ambição desmedida, mas é malfeitor diante do Todo Poderoso que nos julgará a todos, no momento oportuno.
E, sob a vigilância de guardas robustos, Zorobabel tomou cinco bastonadas em sala de portas lacradas, para aprender a sofrer sem roubar, e Jonatan apanhou vinte, na via pública, de modo a não mais explorar, sem escrúpulos, a miséria, a simplicidade e a confiança do povo.
 
Do livro "Alvorada Cristã", Neio Lúcio (Espírito), Francisco Cândido Xavier (psicografia)

domingo, 16 de outubro de 2011

Uma nova medicina para um novo milênio

Uma nova medicina para um novo milênio, leia este e outros artigos interessantes da Revista Saúde & Espiritualidade, publicada pela AME-Brasil.

Acontece em Paris, de 29 a 30 de outubro de 2011, o 4o. Congresso Francófono de Medicina e Espiritualidade


Interessante verificarmos a expansão irreversível dessa discussão com relação ao novo olhar da medicina em relação ao ser integral. As pesquisas médicas mais avançadas apontam nessa direção.
O convite para inscrições ao Congresso é da Presidente da AME-Internacional, Dra. Marlene Nobre.

Ronaldo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ancestrais do homem

As pesquisas sobre a evolução humana ganham novo impulso e voltam-se para além de 4 milhões de anos atrás a partir de duas descobertas recentes, examinadas cuidadosamente apenas ao longo de 2001.

Até 1999, todos os fósseis desenterrados e estudados com precisão se situavam dentro dessa faixa de tempo. No final desse ano, porém, foram achados pedaços de cinco esqueletos no Quênia, na África, que não podem sequer ser classificados entre os australopitecos – que é o nome do gênero, ou conjunto de espécies, das quais teria surgido o gênero humano (ou Homo, como denominam os paleoantropólogos). Os novos fósseis teriam pertencido a uma espécie e a um gênero inteiramente novos – trata-se do Orrorin tugenesis (a primeira palavra indica o gênero e a segunda, a espécie). De acordo com os responsáveis pela descoberta, Brigitte Senut e Martin Pickford, da Expedição Paleontológica do Quênia, esse animal teria vivido há 6 milhões de anos. Doze meses mais tarde, no final de 2000, nova descoberta no mesmo país: o pesquisador Yohannes Hailé-Selassie, da Universidade da Califórnia, EUA, encontra o Ardipithecus ramidus kaddaba, cujos restos mortais teriam entre 5,8 e 5,2 milhões de anos. Os fósseis do gênero Ardipithecus conhecidos até o final dos anos 90 eram bem mais recentes do que essa data: tinham todos aproximadamente 4 milhões de anos.

Australopitecos – Esses achados fornecem a primeira visão do período ainda nebuloso que antecedeu a chegada dos australopitecos – que aconteceu, justamente, por volta de 4 milhões de anos – e devem ajudar a decifrar sua origem e sua posterior evolução. Atualmente, discute-se que tipo de australopiteco, dos vários que se conhecem, teriam levado ao aparecimento do Homo sapiens. A disputa se concentra sobre dois fósseis encontrados em 1999. Um deles, o Australopithecus africanus, foi desenterrado pelo arqueólogo Ronald Clarke na África do Sul. O outro foi achado na Etiópia e batizado de Australopithecus garhi por seus descobridores, os paleoantropólogos Tim White, norte-americano, e Bernhane Asfaw, etíope. 
Os australopitecos formavam um grande grupo de animais parecidos com os chimpanzés. Mas, ao contrário deles, já não andavam sobre quatro patas. Possuíam características humanas, embora apresentassem um cérebro bastante pequeno. Eles também tinham os dentes e o maxilar diferentes, bem maiores e mais pesados que os dos homens. Já se conhecem oito espécies de australopitecos, que viveram entre 4 milhões e 1,5 milhão de anos atrás: além do africanus e do garhi, foram identificados os seguintes Australopithecus: anamensis, afarensis, aethiopicus, boisei, robustus e bahrelghazalli. 
A teoria por enquanto mais aceita indica como provável ancestral humano o afarensis, surgido há cerca de 4 milhões de anos e extinto há uns 2,5 milhões de anos. Além dessa hipótese, existem outras. Os descobridores do garhi acreditam que o afarensis esteja na raiz da humanidade, porém não diretamente. Um pouco antes de se extinguir, ele teria dado origem ao garhi - este, sim, ancestral direto dos homens. O sul-africano Ronald Clarke considera que o afarensis não tem ligação com os seres humanos – ele seria apenas um ramo que não evoluiu. A humanidade teria nascido do africanus.

Homo sapiens – Também é incerto o que transcorreu depois dos australopitecos, pois a paleoantropologia não afirma que eles tenham dado origem diretamente ao Homo sapiens. Antes disso, teriam existido seis espécies primitivas de homem, de crânio um pouco menor que o nosso: o Homo rudolfensis, o Homo habilis, o Homo erectus, o Homo ergaster, o Homo heidelbergensis e o Homo neandertalensis. Até a década passada, era tido como quase certo que o habilis evoluíra dos australopitecos há uns 2,5 milhões de anos, produzindo em seguida o ramo do erectus. E este, um pouco antes de se extinguir, por volta de 500 mil anos atrás, gerou duas novas espécies, o sapiens e o homem de Neandertal. 
Atualmente, essa teoria já não tem grande aceitação. Primeiro, porque os fósseis mais antigos de sapiens que se conhecem têm somente 100 mil anos. Assim, ele não poderia descender do erectus, desaparecido centenas de milhares de anos antes. Talvez tenha havido uma espécie intermediária entre o erectus e o sapiens, mas nenhum dos fósseis desse período desenterrados até agora mostra as características que se esperam encontrar nesse hipotético elo que falta. Além disso, novos estudos feitos em ossos guardados em museus mostram que o rudolfense e o ergáster também podem ser ancestrais diretos da humanidade.

Homem de Neandertal – Resta saber qual o papel do homem de Neandertal na evolução do homem. A tendência, até meados dos anos 90, era considerá-lo um parente afastado da humanidade, podendo ser uma subespécie dos sapiens, com os quais teria, inclusive, relacionamento sexual. Cientistas ainda estudam a possibilidade de que uma criança fóssil, encontrada em 1999 em Portugal pelo arqueólogo João Zilhão, tenha sido filha de pai neandertal e de mãe sapiens. Em 1997, porém, surgiram novas pistas, baseadas em fragmentos de genes retirados de um fóssil de um neandertal morto há 30 mil anos. Esse trabalho inédito mostrou que o neadertal apareceu muito antes do que se considerava – sua origem recuaria até 500 mil anos atrás, e não apenas há pouco mais de 100 mil anos. Além disso, sua constituição genética era bem diversa da nossa. Conclui-se daí que essa espécie certamente conviveu com os primeiros sapiens, atingindo essencialmente o mesmo nível de desenvolvimento tecnológico e cultural, mas não seria seu ancestral nem uma subespécie próxima dele.

Migrações – Em 2000, uma equipe liderada pela italiana Augusta Santachiara-Benerecetti, da Universidade de Pavia, demonstra que os primeiros grupos humanos chegaram à Europa há 1,7 milhão de anos. Eles eram da espécie Homo erectus e estabeleceram-se na Geórgia, na fronteira com a Ásia. Eles parecem ter chegado à região pouco antes de se dirigir para a Austrália. A descoberta mostra que quando o Homo neandertalensis (o homem de Neandertal) aparece na história, cerca de 500 000 anos atrás, a África já não era o único continente povoado por espécies humanas, que se encontravam espalhadas por todo o planeta.
Fonte: Mundo Físico, publicação do Centro de Ciências Tecnológicas - CCT da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Os ancestrais do homem e o Espiritismo

As últimas informações divulgadas na grande imprensa dizem que as semelhanças entre o genoma do homem e o do chimpanzé são de 96%, fato que tem levado vários cientistas à conclusão de que o homem e o chimpanzé tiveram um ancestral comum que teria vivido na Terra há 6 milhões de anos.

Ao tratar do surgimento do homem na Terra, Allan Kardec afirma em sua derradeira obra, “A Gênese”, cap. XI, que, em face da semelhança existente entre o corpo do homem e o do macaco, alguns fisiologistas concluíram que o primeiro é apenas uma transformação do segundo. “Bem pode dar-se – escreveu Kardec no capítulo mencionado – que corpos de macaco tenham servido de vestidura aos primeiros Espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal.” “Em vez de se fazer para o Espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. Vestiu-se então da pele do macaco, sem deixar de ser Espírito humano, como o homem não raro se reveste da pele de certos animais, sem deixar de ser homem.”

O codificador do Espiritismo deixou, porém, bem claro que assim escrevia por hipótese, de modo algum posta como princípio mas formulada apenas para mostrar que a origem do corpo em nada prejudica o Espírito, que é o ser principal, e que a semelhança do corpo do homem com o do macaco não implica paridade entre o seu Espírito e o do macaco.

Concluindo o pensamento, Kardec disse que é provável que os primeiros homens aparecidos na Terra pouco diferissem do macaco pela forma exterior e não muito também pela inteligência. “Em nossos dias – acrescentou – ainda há selvagens que, pelo comprimento dos braços e dos pés e pela conformação da cabeça, têm tanta parecença com o macaco, que só lhes falta ser peludos, para se tornar completa a semelhança.”

Em 1938, setenta anos depois da publicação de “A Gênese”, Emmanuel trouxe informações novas – e não apenas hipóteses – ao entendimento do assunto. Resumidamente, asseverou o mentor espiritual de Chico Xavier em seu livro “A Caminho da Luz”, pp. 30 a 32, que os primeiros antepassados do homem remontam ao período terciário, onde se encontravam, sob a orientação das esferas espirituais, algumas raças de antropóides, no Plioceno inferior.

Esses antropóides e os ascendentes dos símios tiveram a sua evolução em pontos convergentes, daí os parentescos sorológicos entre o organismo do homem moderno e o do chimpanzé. Não houve, porém, propriamente falando, uma "descida da árvore", no início da evolução humana. As forças espirituais que dirigem os fenômenos terrestres, sob a orientação de Jesus, estabeleceram uma linhagem definitiva para todas as espécies, dentro das quais o princípio espiritual encontraria o processo do seu acrisolamento, em marcha para a racionalidade.

Os antropóides das cavernas espalharam-se, aos grupos, pela superfície do globo, ao longo dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando os pródromos das raças futuras. Extraordinárias experiências foram realizadas então pelos mensageiros do invisível, até fixarem no "primata" os característicos aproximados do homem futuro.

Os séculos correram, até que um dia os Espíritos operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual preexistente dos homens primitivos, surgindo assim os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos futuros.

Estas informações trazidas por Emmanuel não fazem, evidentemente, parte do corpo doutrinário do Espiritismo, pelo simples fato de serem revelações singulares, mas é bom considerá-las com a devida atenção, em respeito ao seu autor e ao médium utilizado, cabendo, todavia, ao tempo – e somente ao tempo – confirmá-las ou desmenti-las.