domingo, 31 de maio de 2009

Discurso de Camille Flammarion proferido no túmulo de Allan Kardec

Depois que o Sr. Vice-Presidente da Sociedade, na tumba do mestre, fez a prece pelos mortos e, em nome da Sociedade testemunhou os sentimentos de pesar que acompanham o Sr. Allan Kardec à sua partida desta vida, o Sr. Camille Flammarion pronunciou o discurso que vamos reproduzir em parte. De pé numa elevação, de onde dominava a assembléia, o Sr. Flammarion foi ouvido por todos e afirmou publicamente a realidade dos fatos espíritas, seu interesse geral na Ciência e sua importância futura. Esse discurso não é apenas um esboço do caráter do Sr. Allan Kardec e do papel de seus trabalhos no movimento contemporâneo, mas ainda, e, sobretudo, uma exposição da situação atual das Ciências Físicas, do ponto de vista do mundo in­visível, das forças naturais desconhecidas, da existência da alma e de sua indestrutibilidade.

Senhores,

"Submetendo-me, com deferência, no convite simpático dos amigos do pensador laborioso, cujo corpo terreno jaz agora aos nossos pés, lembro-me de um dia sombrio de dezembro de 1865. Eu pronunciava então as supremas palavras de adeus sobre o túmulo do fundador da Livraria Acadêmica, o honrado Didier, que foi, como editor, o colaborador convicto de Allan Kardec na publicação das obras fundamentais de uma doutrina que lhe era cara, e que morreu também subitamente, como se o céu tivesse querido poupar a esses dois espíritos íntegros o embaraço filosófico de sair desta vida por um caminho diferente do comum. A mesma reflexão se aplica a morte do nosso antigo colega Jobard, de Bruxelas.

"Hoje minha tarefa é ainda maior, porque eu desejaria poder representar ao pensamento dos que me escutam, e ao de milhões de homens que, na Europa inteira e no novo mundo, se ocuparam do problema ainda misterioso dos fenômenos ditos espíritas; desejaria, digo eu, poder representar-lhes o interesse científico e o futuro filosófico do estudo desses fenômenos (a que se entregaram, como ninguém ignora, homens eminentes entre os contemporâneos). Gostaria de lhes fazer entrever que horizontes desconhecidos verá o pensamento humano abrir-se à sua frente, à medida que estender o seu conhecimento positivo das forças naturais em ação em torno de nós; mostrar-lhes que tais constatações são o antídoto mais eficaz da lepra do ateísmo, que parece atacar particularmente a nossa época de transição, e, enfim, aqui testemunhar publicamente o eminente serviço que o autor do Livro dos Espíritos prestou à Filosofia, chamando a atenção e a discussão para fatos que, até agora, pertenciam ao domínio mórbido e funesto das superstições religiosas.

"Com efeito, seria um ato importante aqui estabelecer, diante deste túmulo eloqüente, que o exame metódico dos fenômenos, erradamente chamados sobrenaturais, longe de renovar o espírito supersticioso e de enfraquecer a energia da razão, ao contrário, afasta os erros e as ilusões da ignorância e serve melhor ao progresso que a negação ilegítima dos que não se querem dar ao trabalho de ver.

Mas não é aqui o lugar para abrir a arena à discussão irreverente. Deixemos apenas descer de nossos pensamentos, sobre a face impassível do homem deitado à nossa frente, testemunhos de afeição e sentimentos de pesar, que fiquem, em sua volta e à volta do seu túmulo como um bálsamo do coração! E desde que sabemos que sua alma eterna sobrevive a esses despojos mortais, como lhes preexistiu; desde que sabemos que laços indestrutíveis ligam nosso mundo visível ao mundo invisível; desde que esta alma existe hoje tão bem como há três dias, e que não é impossível achar-se atualmente à minha frente, digamos-lhe que não quisemos ver apagar-se a sua imagem corporal e encerrá-la em seu sepulcro, sem honrar unanimemente os seus trabalhos e a sua memória, sem pagar um tributo de reconhecimento à sua encarnação terrestre, tão utilmente e tão dignamente realizada.

"De início, traçarei em rápido esboço as linhas principais de sua carreira literária.

"Morto aos sessenta e cinco anos, Allan Kardec havia consagrado a primeira parte de sua vida a escrever obras clássicas, destinadas sobretudo ao uso dos instrutores da mocidade. Quando, lá por 1850, as manifestações, em aparência novas, das mesas girantes, das batidas sem causa ostensiva, dos movimentos insólitos de objetos e de móveis, começaram a atrair a atenção pública e, mesmo, provocaram em imaginações aventurosas uma espécie de febre, devida à novidade dessas experiências, Allan Kardec, estudando ao mesmo tempo o magnetismo e seus estranhos efeitos, seguiu com a maior paciência e uma judiciosa clarividência as experiências e as tentativas tão numerosas, então feitas em Paris. Recolheu e pôs em ordem os resultados obtidos nessa longa observação, e com eles compôs o corpo de doutrina publicado em 1857, na primeira edição do Livro dos Espíritos. Todos sabeis que sucesso acolheu esta obra, na França e no estrangeiro.

"Atingindo hoje sua décima-sexta edição, ele espalhou em todas as classes esse corpo de doutrina elementar, que não é novo em sua essência, de vez que a escola de Pitágoras, na Grécia, e a dos Druidas, em nossa própria Gália, ensinavam os seus princípios, mas que revestia uma verdadeira forma de atualidade, por sua correspondência com os fenômenos.

"Depois desta primeira obra apareceram, sucessivamente: o Livro dos Médiuns, ou Espiritismo Experimental; Que é o Espiritismo? resumo sob a forma de perguntas e respostas; O Evangelho Segundo o Espiritismo; O Céu e o Inferno; A Gênese; e a morte veio surpreendê-lo no momento em que, em sua atividade infatigável, trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo.

"Pela Revista Espírita e a Sociedade de Paris, da qual era presidente, ele se havia, de certo modo, constituído em centro para onde tudo convergia, o traço de união de todos os investigadores. Há alguns meses, sentindo próximo o seu fim, preparou as condições de vitalidade desses mesmos estudos após a sua morte, e estabeleceu a Comissão Central que o sucede.

"Despertou rivalidades; fez escola sob uma forma um tanto pessoal; existe ainda alguma divisão entre os "espiritualistas" e os "espíritas". De agora em diante, senhores (tal é, pelo menos, o voto dos amigos da verdade), devemos estar todos reunidos por uma solidariedade confraternal, pelos mesmos esforços para a elucidação do problema, pelo desejo geral e impessoal da verdade e do bem.

"Quantos corações foram consolados, de início, por esta crença religiosa! Quantas lágrimas foram enxutas! Quantas consciências abertas aos raios da beleza espiritual! Nem todos são felizes aqui na Terra. Muitas afeições foram destruídas! Mui­tas almas foram adormecidas pelo ceticismo. Não será nada haver trazido ao Espiritualismo tantos seres que flutuavam na dúvida e que não mais amavam a vida física nem a intelectual?

"Allan Kardec era o que eu chamarei simplesmente "o bom senso encarnado." Raciocínio reto e judicioso, aplicava, sem esquecer, à sua obra permanente as indicações íntimas do senso comum. Aí não estava uma qualidade menor, na ordem das coisas que nos ocupam. Era - pode-se afirmar - a primeira de todas e a mais preciosa, sem a qual a obra não poderia tornar-se popular, nem lançar no mundo as suas raízes imensas.

Em maioria, aqueles que se entregaram a esses estudos lembraram-se de ter sido, na mocidade ou em certas circunstâncias especiais, testemunhas de manifestações inexplicadas; há poucas famílias que não tenham observado em sua história aconteci­mentos desta ordem. O primeiro ponto era aplicar a esses fatos o raciocínio firme do simples bom-senso e examina-los segundo os princípios de método positivo.

"Como o próprio organizador deste estudo demorado e difícil previra, esta doutrina, até então filosófica, deve entrar ago­ra em seu período científico. Os fenômenos físicos, sobre os quais não se insistiu de começo, devem tornar-se objeto da crítica experimental, sem a qual nenhuma constatação séria é possível. Este método experimental, ao qual devemos a glória do progresso moderno e as maravilhas da eletricidade e do vapor, deve colher os fenômenos de ordem ainda misteriosa, a que assistimos, dissecá-los, medi-los, defini-los.

"Porque, senhores, o Espiritismo não é uma religião, mas uma ciência, da qual apenas conhecemos o abecê. O tempo dos dogmas terminou. A Natureza abarca o Universo. O próprio Deus, que outrora foi feito à imagem do homem, não pode ser considerado pela Metafísica moderna senão como um espírito na Natureza. O sobrenatural não existe. As manifestações obtidas através dos médiuns, como as do magnetismo e do sonambulismo. são de ordem natural e devem ser severamente submetidas ao controle da experiência. Não há mais milagres. Assistimos à aurora de uma Ciência desconhecida. Quem poderá prever a que conseqüências conduzirá, no mundo do pensamento, o estudo positivo desta Psicologia nova?

"De agora em diante a Ciência rege o mundo. E, senhores, não será estranho a este discurso fúnebre notar sua obra atual e as induções novas que ela nos descobre, precisamente do ponto de vista de nossas pesquisas."

Aqui o sr. Flammarion entra na parte científica de seu discurso. Expõe o estado atual da Astronomia e o da Física, desenvolvendo particularmente as descobertas relativas à recente análise do espectro solar. Destas descobertas resulta que não vemos quase nada do que se passa em torno de nós na Natureza. Os raios caloríficos que evaporam a água formam as nuvens, causam os ventos, as correntes, organizam a vida do globo, são invisíveis para a nossa retina. Os raios químicos que regem os movimentos das plantas e as transformações químicas do mundo inorgânico são igualmente invisíveis. A Ciência contemporânea autoriza, pois, os pontos de vista revelados pelo Espiritismo e nos abre, por sua vez, um mundo invisível real, cujo conhecimento só pode esclarecer-nos quanto ao modo de produção dos fenômenos espíritas.

A seguir, o jovem astrônomo apresentou o quadro das metamorfoses, do qual resulta que a existência e a Imortalidade da alma se revelam pelas mesmas leis da vida.

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Após a exposição científica, assim terminou ele:

"Aquele cuja visão é limitada pelo orgulho ou pelo preconceito e não compreendem esses desejos ansiosos de nossos pensamentos, ávidos de conhecimentos, que atirem sobre tal gênero de estudos o sarcasmo ou o anátema! Nós erguemos mais alto as nossas contemplações!... Tu foste o primeiro, ó mestre e amigo! tu foste o primeiro que, desde o começo de minha carreira astronômica, testemunhou uma viva simpatia por minhas deduções relativas à existência das Humanidades Celestes; porque, tomando nas mãos o livro Pluralidade dos mundos habitados, puseste-o a seguir na base do edifício doutrinário que sonhaste. Muitas vezes nos entretínhamos, juntos, sobre esta vida celeste tão misteriosa. Agora, ó alma! sabes por uma visão direta em que consiste essa vida espiritual, à qual todos retornaremos, e que esquecemos durante esta existência.

"Agora voltaste a esse mundo de onde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrenos. Teu invólucro dorme aos nossos pés, teu cérebro está extinto, teus olhos estão fechados para não mais se abrirem, tua palavra não mais será ouvida!... Sabemos que todos nós chegaremos a esse último sono, à mesma inércia, à mesma poeira. Mas não é neste envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. O corpo cai, a alma fica e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor. E, no céu imenso, onde se exercitarão as nossas mais poderosas faculdades, continuaremos os estudos que na Terra dispunham de local muito acanhado para os conter. Preferimos saber esta verdade, a crer que jazes por inteiro neste cadáver, e que tua alma tenha sido destruída pela cessação do jogo de um órgão. A imortalidade é a luz da vida, como este sol brilhante é a luz da Natureza.

"Até logo, meu caro Allan Kardec, até logo."

fonte

Ovóides

Ovóides - estágio de degradação a que chegam certos espíritos sofredores-obsessores. O espírito, ligado ao obsediado, de maneira intrínseca no seu afã de prejudicar, adquire uma forma ovóide, assemelhando-se á um ovo de consistência indefinida que se "cola" no corpo de seu alvo distorcendo-lhe pensamentos, opiniões e agindo incessantemente para lhe proporcionar toda sorte de infortúnios. A ligação de um obsessor-obsediado no nível de ovóide, apesar de não muito freqüente, acontece mais do que se imagina. Ela ocorre quando há uma ligação cármica de dois espíritos em um nível avançadíssimo. Sob vidência, um indivíduo sofrendo a ação de um ovóide aparece com uma "massa" humana colada ao corpo, geralmente nas costas ou na região do abdômen. Um ovóide, além da obsessão psicológica propiamente dita, age, drenando as forças do obsidiado a nível de levá-lo á morte. No trabalho de desobsessão se faz possível subtrair um ovóide de uma pessoa, apesar da grande dificuldade e das inúmeras sessões a serem realizadas, mas há casos de fracasso ao término de anos de sessões. O que mostra o nível de ligação entre perseguidor e perseguido.
fonte: Portal do Espírito

Leitura básica:
1. Evolução em dois mundos, psicografado pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira e ditado pelo espírito André Luiz;
2. ver também Vampirismo.

O talento de Susan Boyle

I Dreamed a Dream
Eu Sonhei Um Sonho

Eu sonhei um sonho num tempo que já se foi
Quando esperanças eram elevadas e valia a pena viver
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus estaria perdoando

Então eu era jovem e destemida
Quando sonhos eram feitos e usados e desperdiçados
Não havia nenhum resgate a ser pago
Nenhuma canção não cantada, nenhum vinho intocado

Mas os tigres vêm à noite
Com suas vozes suaves como trovão
Como eles despedaçam sua esperança
Transformando seus sonhos em vergonha

E ainda sim sonhei que ele veio até mim
E que viveríamos os anos juntos
Mas há sonhos que não podem ser
E há tempestades que não podemos prever

Eu tive um sonho que minha vida seria
Tão diferente deste inferno que estou vivendo
Tão diferente daquilo que parecia
Agora a vida matou o sonho que sonhei

A canção faz parte do musical Les Misérables, baseado na obra de Victor Hugo. O musical estreou em Londres em 1985 e em Nova York em 1987, ganhando inúmeros prêmios. Você pode ouvir aqui a versão da produção.
Les misérables (Os Miseráveis) é uma das principais obras escritas pelo escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862 simultaneamente em Leipzig, Bruxelas, Budapeste, Milão, Roterdã, Varsóvia, Rio de Janeiro e Paris, nesta última cidade foram vendidos 7 mil exemplares em 24 horas. Victor Hugo é também autor de Os Trabalhadores do Mar e O Corcunda de Notre Dame, entre outras obras.



O romance narra a situação política e social francesa no período da Insurreição Democrática ou Revolução de 1830, em 5 de junho de 1832, no reinado de Luís Filipe I de França, através da história de Jean Valjean.

A trama
Jean Valjean, orfão de pai e mãe, foi criado pela irmã mais velha. Quando o cunhado morre, assume o papel de homem da casa, cuidando da irmã e dos sete sobrinhos pequenos. Jean trabalhava como podador de árvores, fazendo outros trabalhos quando faltava-lhe este. Apesar de trabalhar muito viviam muito mal e eram extremamente pobres. Um dia, quando não há trabalho, dinheiro ou comida, jean Valjean rouba um pão em uma padaria, mas é preso. No tribunal de Faverolles, França, Jean Valjean é condenado a passar cinco anos na prisão por roubar um pão, pena agravada pelo fato de ele possuir uma arma de fogo em casa. A pena vai aumentando devido às suas repetidas tentativas de fuga, de forma que Jean Valjean acaba por passar dezenove anos na prisão. Após cumprir a pena é posto em liberdade condicional, sendo que se não se apresentar regularmente, nos termos da condicional, ficará preso por toda a vida. Por isso, Valjean sente-se marginalizado por todos que encontra, pois carrega o "passaporte amarelo" que o identifica como ex-presidiário. Valjean só é ajudado pelo bispo Benvindo, mas em vez de se mostrar grato, rouba-lhe todas as pratas. Logo é preso, pois as peças tinham o brasão do bispo. Quando Valjean é levado pelos soldados até à presença de Benvindo, este diz que lhe deu as pratas e ainda diz que se esqueceu de levar os castiçais. Esta demonstração de bondade faz Valjean voltar a crer nas pessoas. Após alguns anos, Valjean torna-se um próspero empresário, usando o nome de Monsieur Madeleine, o maire da cidade e um homem respeitado pela sua bondade e caridade. Chega a ajudar Fantine, a mãe de Cosette, que havia sido demitida de sua fábrica (por causa de intrigas de uma supervisora, que descobre que Fantine é uma mãe solteira), protegendo-a de Javert e cuidando dela. Promete no leito de morte dela, recuperar Cosette e cuidar dela. Um dia Valjean vê um aldeão preso embaixo de uma carroça pesada e, com uma força que parece ser sobre-humana, levanta-a usando as suas costas, o que permite que o homem seja salvo. O chefe de polícia do local, Javert , que cumpre a lei à letra sem a menor clemência, assiste a este feito, que o faz lembrar que um prisioneiro das galés que encontrou uma vez. Investigando o passado do prefeito, identifica-o como Jean Valjean, a verdadeira identidade de Madeleine, que é procurado pois nunca se apresentou para cumprir os termos da liberdade condicional. Porém, fica confuso quando um homem encontrado com um ramo de macieira na mão é acusado de ser Jean Valjean. Quando o julgamento estava em andamento alguns prisioneiros afirmam que ele é Valjean, mas o verdadeiro Jean Valjean, que estava no tribunal (após refletir muito no assunto, pois se outro fosse preso como Valjean, ele assumiria definitivamente a identidade de Madeleine, ficando livre do passado de Valjean. Entretando, ele decide assumir responsabilidade de seus atos, em favor da Justiça e da salvação de um inocente), diz que o acusado é inocente, pois ele é Jean Valjean e prova-o. Isto fará Javert iniciar uma caçada sem tréguas para prender Valjean, pois a lei tem de ser cumprida. Ficou preso algum tempo mas depois foi dado como morto num acontecimento durante esse período nas galés. Após a fuga bem sucedida, resgata a filha de Fantine dos Thénardiers, passando a viver escondido com Cosette, que passa a criar como uma verdadeira filha. Quando seu esconderijo é descoberto por Javert, refugia-se em um convento, sob a proteção de Fauchelevent (que havia salvo anteriormente), onde cria Cosette. Anos se passam e Cosette se casa. Após ser menosprezado pelo marido de Cosette, Jean Valjean fica deprimido e adoece. Pouco antes de sua morte, recebe o perdão de Marius e o amor de Cosette novamente. Morre como uma criança: feliz!
fonte: Wikipedia

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A música e a diversidade dos povos

Vi no blog do Pedro Doria esse trabalho realizado pelo projeto multimídia Playing for Change, divulgando o talento de músicos desconhecidos do grande público, mas com uma mensagem de como a música é universal, trazendo-nos a certeza e esperança de tempos melhores para a humanidade.
Do site Cifras retirei a letra em inglês e a tradução para o português da canção de John Lennon.

Um abraço a todos.
Ronaldo São Romão Sanches
Campo Grande-MS



Stand By Me
(John Lennon)

When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid
No I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me

CHORUS:
So darling, darling stand by me
Oh, stand by me, oh, stand
Stand by me, stand by me

If the sky that we look upon
Should tumble and fall
Or the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry
No I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me

CHORUS

Whenever you're in trouble
won't you stand by me
Oh, now, now, stand by me
Oh, stand by me, stand by me, stand by me

Fique Comigo (Conte Comigo) *
(John Lennon)

Quando a noite tiver chegado
E a terra estiver escura,
E a lua for a única luz que veremos,
Não, eu não terei medo
Não, eu não terei medo,
Da mesma maneira que quando você fica, fica comigo...

REFRÃO:
Então querida, querida, fique comigo
Oh, fique comigo, oh, fique
Fique comigo, fique comigo...

Se o céu que vemos lá em cima
Desabasse e caísse
Ou as montanhas desmoronassem para o mar
Eu não choraria, eu não choraria,
Não, eu não derramaria uma lágrima,
Igual quando você fica, fica comigo...

REFRÃO

A qualquer hora que você estiver com problemas,
você não contará comigo?
Oh, agora, agora, conte comigo
Oh, conte comigo, conte comigo, conte comigo

domingo, 26 de abril de 2009

Centro Espírita a ser inaugurado brevemente busca trabalhadores para suas atividades

Será inaugurado brevemente o Centro Espírita Renovando Atitudes. O Centro está localizado na Av. Centaurea, 532 - Bairro Cidade Jardim, em Campo Grande-MS, e está precisando de trabalhadores que ajudem a dinamizar as atividades da casa.
Mais informaçoes com Ricardo Goes através do e-mail: goes.correia@gmail.com e do fone (67) 9250-0828.

terça-feira, 14 de abril de 2009

CURSO DE CAPACITAÇÃO DE TRABALHADORES DA ÁREA DE ASSISTÊNCIA E PROMOCÃO SOCIAL ESPÍRITA

Data: 19 de abril de 2009 (Domingo)
Local: Sede da FEMS
Av. Calógeras, 2209 - Centro
Horário: 8h às 17h
(com almoço no local)

Informações:
Federação Espírita de Mato Grosso do Sul
fone: (67) 3324-3757
www.fems.org.br

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Entrevista: Amílcar Del Chiaro Filho (1935-2006)

Reproduzimos aqui a entrevista que o Terra Espiritual realizou com o Amilcar, que desencarnou em novembro de 2006. Ao que tudo indica deve ter sido realizada no ano de 2004. Achamos importante pela visão que ele tinha da vida, da Doutrina Espírita e pelo trabalho que desenvolveu, sempre de forma incansável e com muito otimismo. Com certeza excelentes exemplos.

Ronaldo São Romão Sanches
Espiritismo-MS


Escritor, estudioso, médium, palestrante e divulgador da Doutrina Espírita, Amílcar Del Chiaro Filho é um trabalhador incansável do Espiritismo. Apesar das várias adversidades que enfrentou na vida desde a infância, sempre seguiu em frente em busca da construção de um futuro melhor.

Além de todas essas atividades Amílcar ainda encontra tempo para manter o site Amílcar Website (www.guarulhos.tur.br/sol), onde através de vasto conteúdo fornece informações e esclarecimentos sobre o Espiritismo.
Esta semana a equipe Terra Espiritual teve a oportunidade de entrevistá-lo e reproduz abaixo o teor da entrevista.

TE - Como foi que o senhor se tornou espírita?
ACF - Meu pai foi espírita e desde pequeno ouvi alguma referência sobre reencarnação e manifestações de espíritos, mas não foi este o fator determinante, porque saí de casa muito cedo, aos sete anos, para ser internado num Asilo Colônia para hansenianos, onde fiquei até os 16 anos. O Espiritismo aconteceu em minha vida já em São Paulo, atendendo o convite de uma irmã, Norma Del Chiaro. Isto foi ali por 1954. Na segunda semana que fui ao Centro Espírita inscrevi-me como sócio, retirei O Livro dos Espíritos emprestado da Biblioteca do Centro, e nunca mais parei de estudar. Logicamente precisei de alguns anos para que o conhecimento se sedimentasse em meu íntimo.

TE - Quais foram seus primeiros obstáculos, ao seguir o Espiritismo, e como senhor os superou?
ACF - Não tive grandes obstáculos, inclusive porque foi uma época em que morei sozinho, às vezes em pensões e às vezes no próprio local de trabalho. Nesta fase da minha vida era metalúrgico, trabalhava em "torno de repuxo" numa pequena metalúrgica, e à noite armava minha cama no salão da metalúrgica e dormia. A princípio eu era muito crédulo em relação ao Espiritismo, acreditando em tudo que via ou ouvia, me encantava com livros que só alguns anos depois percebi que não tinha nenhuma qualidade. Encantava-me com oradores, mas pouco a pouco fui desenvolvendo o meu senso crítico. Logicamente continuo admirando autores e oradores, mas sempre usando o bom senso.

TE - Quando e como o senhor descobriu a sua mediunidade?
ACF - Na primeira fase no Espiritismo, embora estudasse bastante, mas sem participar nenhum curso, e sim como autodidata, eu apenas freqüentava o Centro sem me empenhar ou me compromissar. Em 1958 casei-me e vim morar em Guarulhos e participar de um grupo familiar de Espiritismo. Na época Guarulhos tinha um único Centro Espírita organizado, com estatuto e registrado em cartório, mas o Centro ficava no interior do antigo Sanatório Padre Bento, que abrigava hansenianos. A cidade tinha alguns grupos familiares que depois vieram se transformar em Centros Espíritas. Foi nesta época que comecei a sentir os primeiros sinais de mediunidade e me dediquei a educá-la, aprimorá-la. Nesta época o Sanatório Padre Bento passou por grandes transformações, ficando liberada a entrada e saída pela portaria. O Centro Espírita, que existe até hoje e se chama Discípulos do Evangelho, estava passando por uma crise forte porque seus dirigentes já idosos não tinham condições de manter o Centro. Algumas pessoas receberam alta e mudaram-se para outros locais e alguns desencarnaram. Esses acontecimentos me levaram a assumir a direção do Centro, e juntamente com um irmão, hoje desencarnado, mantivemos o Centro aberto. Nesta fase minha mediunidade tomou contornos claros e me ajudou muito, mas nos momentos que estava dirigindo reuniões, separava completamente a minha responsabilidade pessoal da mediunidade.

TE - Que recomendações o senhor daria aos médiuns iniciantes para que possam utilizar adequadamente este talento?
ACF - Em primeiro lugar muito estudo. Conhecer profundamente a obra kardequiana é de vital importância. Lembrar sempre que desenvolver mediunidade é desenvolver sentimentos. Outra coisa importante é saber que o Espiritismo não lhe exige nenhuma santidade, mas apenas honestidade, lealdade e conhecimento. Allan Kardec afirmou na Revista Espírita que, em Espiritismo, antes de crer é preciso compreender. Confiar nos espíritos protetores, porém, compreender que eles são limitados, não sabem tudo e podem se enganar. Não ter receio de questionar autores consagrados, expositores, dirigentes ou médiuns, quando não compreender ou não aceitar determinadas coisas. Mas, acima de tudo amar muito. O amor é a grande energia que pode mudar o mundo.

TE - E para os médiuns que não desejam trabalhar sua mediunidade o que o senhor recomendaria?
ACF - Existem muitos médiuns que nem mesmo sabem que são médiuns. Não podemos encarar a mediunidade como punição, nem problema, porque na maioria das vezes é solução. As pessoas que não querem cultivar a mediunidade deveriam compreender que eles queiram ou não, são médiuns, pois esta é uma faculdade natural do ser humano. Conhecendo a mediunidade pode-se ter controle sobre ela. Repudiando-a, somos dominados por ela. Mais do que ser médium é preciso ser bom, honesto, leal, capaz de amar até mesmo quando não se é amado.

TE - Qual deve ser o comportamento dos pais ao descobrirem que seus filhos, já na infância, possuem mediunidade?
ACF - Os pais devem encarar o fato com naturalidade. Logicamente a criança não tem condições de exercer a mediunidade em plenitude, por isso é preciso controlar a faculdade mediúnica com passes, ambiente sadio no lar. É preciso que se trate com a máxima naturalidade a mediunidade para que a criança perceba que não é nada de excepcional. Mas é preciso, também, tomar cuidado para não se bajular a criança por causa da mediunidade, para que ela não a utilize como instrumento de opressão sobre os pais e familiares.

TE - O que o senhor acha da opinião de alguns estudiosos que acreditam que todos os fenômenos mediúnicos são resultados do inconsciente coletivo?
ACF - Os que falam isto tentam explicar sem explicar. A mediunidade está plenamente comprovada e somente os negadores sistemáticos e os que tenham interesse em negá-la se apegam a qualquer explicação que deixe de fora os espíritos. Desde Pierre Janet até os dias de hoje, muita água já passou por baixo da ponte, mas alguns psiquistas e alguns parapsicólogos continuam com suas idéias cristalizadas como se estivessem ainda no século XIX-.

TE - Que mudanças o Espiritismo trouxe para sua vida?
ACF - O Espiritismo mais do que trazer mudanças na minha, me deu a vida de presente. Minha vida sempre foi muito sofrida, especialmente a partir do três anos de idade. Pobreza, doenças, sofrimentos físicos e morais de grande intensidade. Separação da família, discriminação, preconceitos. Nada disto me levou à revolta ou descrença, mas a uma certa indiferença pela vida e pelos valores estabelecidos. Havia sempre uma indagação: por quê? O Espiritismo foi como a luz do sol na manhã nublada da minha vida. Antes eu apenas vivia. Hoje eu existo e sei que posso mudar a minha vida.

TE - Nas suas obras literárias, notamos que a valorização da vida e a superação das adversidades são temas de destaque. O senhor acha que as pessoas, atualmente, estão sem fé na vida?
ACF - Esta é uma questão em que não se pode generalizar. Muitas pessoas estão à deriva na vida, mas muitas outras são exemplos de dignidade e fé. Os meus livros procuram despertar a fé, o entusiasmo pela vida. Entusiasmo tem em si a raiz grega THEOS, que significa Deus. Quem vive com entusiasmo tem Deus dentro de si. A valorização da vida é muito importante. Eu faço uma palestra sobre a valorização da vida que começa com uma citação de Léo Buscáglia: “A vida é um presente que Deus nos deu. A forma como vivemos é o nosso presente a Deus. Que sua vida seja maravilhosa, emocionante”.

TE - Como surgiu a idéia de criar seu próprio site na Internet?
ACF - Foi a bondade de um amigo. Eu tenho um amigo que se chama Ronaldo Viegas que tem uma empresa que cria HP comerciais. Ele é espírita e um dia estávamos conversando na secretaria do Centro Espírita e ele disse: Vamos criar um site na Internet para você? A princípio relutei, mas acabei aderindo. Esta Página ele não cobra nada, e juntamente com os seus funcionários se dedicam a fazê-la bonita e eficiente. Ela me dá muito trabalho para estar sempre atualizada, mas vale a pena.

TE - Além dos livros e da Internet, que outras atividades o senhor desenvolve dentro do movimento espírita?
ACF - Sou articulista e já escrevi para vários jornais e revistas espíritas. Atualmente não tenho escrito muito para a imprensa escrita, mas pretendo fazê-lo novamente. Mantive colunas em jornais da grande imprensa da nossa cidade. Num deles por dez anos e outro por seis anos. Sou radialista da Rede Boa Nova de Rádio há 27 anos. No momento faço a produção e apresentação dos programas Sol Nas Almas e Gente Como A Gente. Este último é sobre o mundo da pessoa portadora de deficiências. Participo da equipe do Diálogos Espíritas, com o Éder Fávaro, e do Conversa Amiga Com Você e Ação Dois Mil, também com o Éder. Sou produtor do Quem Pergunta Quer Saber e Campanha Boa Nova Pela Paz. Escrevo radionovelas e tenho algumas aparições em televisão. Sou delegado da CEPA 0 - Confederação Espírita Panamericana, para Guarulhos. Sou presidente do Grupo de Estudos e Pesquisas Espíritas Herculano Pires, da cidade de Guarulhos e faço palestras. No ano de 2003 fiz em média 10 palestras por mês, fora do Grupo que participo.

TE - Como o senhor vê o movimento espírita atualmente no Brasil?
ACF - Está muito dividido. Em alguns setores há um certo engessamento, e Espiritismo é liberdade. Ele deveria ser o maior movimento democrático do mundo, mas não é. Infelizmente quando se pensa diferente separa-se, mas não deveríamos nos separar pelas poucas coisas que pensamos diferentes, e sim nos unir por tudo aquilo que pensamos iguais. Eu tenho um imenso amor ao Espiritismo, mas não o julgo como o melhor caminho, o único ou o mais perfeito. Ele é para mim um excelente caminho porque o escolhi, mas tenho sempre em mente que o caminho é extático e o caminhante tem que ser dinâmico.

TE - Na sua visão, porque o Espiritismo ainda não conseguiu se expandir muito em outros países?
ACF - São vários os motivos: tradição, intelectualidade exacerbada, descrença, orgulho. A Europa sofreu duas guerras mundiais que arrefeceu a fé, dando oportunidade à criação da teologia radical da morte de Deus. Além disso, a situação religiosa é ainda parecida com a do tempo do Padre Alta, em Paris, que escreveu um livro intitulado: O Cristianismo do Cristo e o dos Seus Vigários. Contudo, se o Espiritismo não se expandiu nesses países, as idéias espíritas tem tomado conta das conversas, da literatura, do cinema, do teatro e até da imprensa.

TE - Este ano estamos celebrando o bicentenário de Kardec. O senhor acha que ele ainda continua atual?
ACF - Extraordinariamente atual. Os novidadeiros, os reformadores que pensam que conhecem Kardec, porém mal leram as suas obras... É verdade que algumas coisas, especialmente ligados às ciências, pois a ciência do século XIX era muito atrasada em comparação com a atualidade, mas nas questões doutrinárias, os alicerces não podem e não precisam de atualização. Para os novidadeiros só há um remédio: Kardec neles!

TE - Quais são seus projetos atuais?
ACF - Na minha idade os projetos são para os dias próximos. Mas com certeza quero continuar estudando. Estou com mais um livro no prelo, completando o 8º e um que acabei de escrever e que uma amiga minha está revisando, será o 9º - Temos um projeto para o programa Sol Nas Almas. Criei com a minha equipe um Simpósio Sol Nas Almas, para atender instituições espíritas que queiram. Tenho o projeto de continuar vivo, ou encarnado, porque tenho muitas coisas a fazer.

TE - Gostaríamos que o senhor deixasse sua mensagem aos leitores da Terra Espiritual.
ACF - Com muita prazer. — A vida é uma sonata de amor escrita por Deus na pauta do arco-íris – O sol faz a regência – A lua tange a harpa – As estrelas formam o coral – Vocês fazem o contracanto. — Muito obrigado pela oportunidade

TE - Obrigado

Visão Espírita da Páscoa

O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e também não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.

Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas no Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.

O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs. Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdalena e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito. Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física. Jesus de Nazaré não precisou derrogar as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário. A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer milagre, até mesmo a ressurreição.

Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo. A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. Jesus de Nazaré demonstrou que pode-se Executar homens, mas não se consegue matar as grandes idéias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.

Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida. Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.

Amilcar Del Chiaro Filho, radialista, escritor, palestrante e divulgador da Doutrina Espírita (1935-2006).

sábado, 28 de março de 2009

DIMENSÕES ESPIRITUAIS DO CENTRO ESPÍRITA

Parte I
Introdução:
Costumamos freqüentar o Centro Espírita durante anos sem atentarmos para aspectos mais profundos da sua importância, pois o vemos apenas como o local onde vamos buscar ajuda, consolo, amparo e esclarecimento, e onde se tem um bom ambiente espiritual, apropriado para as reuniões espíritas. Não nos damos conta de toda a complexa estrutura espiritual que mantém uma sede de atividades espíritas, no âmbito dos encarnados, para que ela possa atuar nos dois planos da vida.
Entretanto, há alguns anos, estamos sendo conscientizados, principalmente através de mensagens dos Instrutores Espirituais, do que é, na realidade, o Centro Espírita e a premente necessidade que temos de adequá-lo e preservá-lo de acordo com as diretrizes da Codificação, bem como dos cuidados com que a Espiritualidade Maior cerca e dispensa, ao longo do tempo, aos núcleos espíritas que estão incluídos entre os que são merecedores dessas providências, pelo trabalho sério, nobre e edificante que realizam.
O Espírito Manoel Philomeno de Miranda relata no capítulo 21 do livro Tramas do Destino, como são os planejamentos espirituais de um Centro Espírita, inclusive relatando os compromissos assumidos pela equipe espiritual que trabalharia diretamente com os encarnados, junto àquele que seria o seu patrono, no caso o Espírito Francisco Xavier, que foi abnegado trabalhador do Cristianismo no século XVI.1
Iremos enfocar aqui alguns desses planejamentos do plano extrafísico, e como são efetuados na prática pelos Benfeitores Espirituais, fazendo uma reflexão em torno da participação dos encarnados, enquanto tarefeiros da seara espírita.

Alicerces espirituais
O Centro Espírita é muito mais do que a casa física que lhe serve de sede. Transcende às paredes, aos muros que o circundam e ao teto que o cobre. Em verdade, o Centro Espírita é um complexo espiritual em que se labora nos dois planos da vida, a física e a extrafísica, e com as duas humanidades, a dos encarnados e a dos Espíritos desencarnados.
Em razão disso, as providências e cuidados da Espiritualidade Maior são imensos quanto ao planejamento e a organização de uma instituição espírita.
Já há muito sabemos que as planificações espirituais antecedem as dos encarnados, por isso se diz, comumente, quando se pensa e projeta uma obra espírita, que esta já estava edificada na Espiritualidade. O que é real e verdadeiro.
Os alicerces espirituais, portanto, são “levantados” bem antes, servindo de modelo para a obra que se pretende edificar no plano terreno.
O Centro Espírita não é a casa onde ele se abriga, mas, sim, o labor que ali se desenvolve, o ambiente que se cultiva e preserva, a organização intemporal que o orienta e assessora, os objetivos e finalidades que o norteiam, o ideal e o sentimento com que o conduzem. Por isso prescinde a obra espírita do luxo e do supérfluo para atender à simplicidade e ao conforto que a tornem acolhedora.
As suas bases, os seus alicerces espirituais assim argamassados farão com que a obra se erga firme na Terra e permaneça de pé vencendo as tormentas e vicissitudes humanas. É “a casa edificada sobre a rocha”, de que nos fala Jesus, capaz de resistir através dos tempos. Mas que só se materializará se a equipe encarnada colocar dia a dia os tijolos do amor e o cimento da perseverança; se os labores ali efetuados levarem o sinete da caridade e do desinteresse pessoal, transformando-se assim em templo e lar, hospital e escola.
Reafirmamos: para isto não há necessidade de que a obra seja luxuosa ou grandiosa; ela poderá ser uma casinha simples, despojada, de acordo com a realidade local, e ter uma atmosfera espiritual resplandecente, resultante do trabalho que ali se realiza, pois no dizer de Léon Denis “no mais miserável tugúrio há frestas para Deus e para o Infinito”.

A direção espiritual
Os planos iniciais para a fundação de um Centro Espírita ocorrem na Espiritualidade com antecedência de muitos anos, quando a equipe espiritual assume a responsabilidade de orientar e assessorar as futuras atividades que ali serão desenvolvidas. Isto é feito em sintonia com aqueles que irão reencarnar com tais programações. Para chegar-se a estabelecer esses compromissos são estudadas as fichas cármicas
daqueles que estarão à frente da obra no plano material, convites são feitos, planos são delineados e projetados para o futuro.
Não podemos nos esquecer que aqueles que se reúnem para um labor dessa ordem não o fazem por casualidade. Existem planificações da Espiritualidade que antecedem, portanto, à reencarnação dos que irão laborar no plano físico.
O projeto visa essencialmente a atender aos encarnados, pois através desse labor são concedidas oportunidades de crescimento espiritual, ensejos de resgate e redenção; reencontros de almas afins, de companheiros do passado ou, quem sabe, desafetos no caminho da tolerância e do perdão que a diretriz clarificadora do Espiritismo e a atmosfera balsâmica do Centro propiciarão. Para que isto seja alcançado, a Casa Espírita apresenta um leque de opções variadas de aprendizado e trabalho, onde se favorece a transformação moral, que deve ser o apanágio do verdadeiro espírita, através do exercício da caridade legítima a encarnados e desencarnados, da tolerância e da fraternidade no convívio com os companheiros – o que, em última análise, é a vivência espírita, que traz nos seus fundamentos a mensagem legada por Jesus.
Todavia, muitos desses ensejos de reconciliação, de harmonia, de progresso espiritual; muitas das esperanças e expectativas dos Benfeitores Espirituais são desdenhadas por nós, os encarnados, que esquecidos dos compromissos assumidos deixamo-nos envolver pelo personalismo, pela vaidade, pela disputa de cargos e deferências, pelo ciúme e inveja, por nos acreditarmos melhor que os outros, que somente nós sabemos e somos espíritas de verdade, que temos missão especial, quando não enveredamos por esse novo prisma de considerarmos a Casa Espírita como uma empresa, que deve ser dirigida friamente e dar constantes lucros, não importando que a Causa seja postergada e colocada em segundo plano para que tais resultados sejam alcançados, enfim, todos esses desvios de curso, todas essas idiossincrasias que abrem campo às dissidências e à sintonia com espíritos interessados em retardar a marcha do bem quanto a de nós próprios.
Quando, porém, sentimos e vivemos as diretrizes espíritas, é mais fácil compreender o nosso companheiro difícil e com ele conviver, aprendendo a estimá-lo realmente. Porque é mais fácil amar aquele que vem pedir socorro e que nos estende a mão do que o companheiro ao nosso lado, investido, muita vez, da posição de “fiscal” de nossas atitudes. Os Amigos Espirituais muito esperam de nós nesse campo da rearmonização com o nosso passado, porque, talvez, pela primeira vez já sabemos quanto às implicações do passado e responsabilidades no presente.
Por isto é essencial que nos esforcemos para viver as diretrizes espíritas, a fim de que honremos o Espiritismo não somente “com os lábios”, mas essencialmente com o coração, com o melhor de nós mesmos.

Os recursos magnéticos de defesa
Vejamos como Manoel Philomeno de Miranda explica quais as providências adotadas com relação à fundação do Centro Espírita Francisco Xavier:
“(...) antes mesmo que se definissem os planos da edificação material da Casa, foram tomadas medidas no que dizia respeito aos contingentes magnéticos no local e outras providências especiais.
Ergueu-se, posteriormente, o Núcleo, em cuja construção se observaram os cuidados de zelar pela aeração, conforto sem excesso, preservando-se a simplicidade e a total ausência de objetos e enfeites que não os mínimos indispensáveis móveis e utensílios para o seu funcionamento...
Todavia, nos respectivos departamentos reservados à câmara de passes, recinto mediúnico e sala de exposições doutrinárias, foram providenciadas aparelhagens complexas e com finalidades específicas, para cada mister apropriadas, no plano espiritual.” 2
Esses recursos magnéticos que constituem as defesas espirituais de um Centro Espírita fiel aos princípios da Codificação Kardequiana, conforme as circunstâncias o exigem, podem ser intensificados tal como é relatado no notável livro da querida médium Yvonne Pereira, Memórias de um Suicida, quando é mencionada a instituição na qual seriam realizadas algumas sessões mediúnicas especiais para atendimento de um grupo de suicidas.

A sala de exposição doutrinária
Toda Casa Espírita tem o seu espaço destinado à realização de reuniões públicas, de portas abertas, onde os expositores abordam estudos e palestras doutrinárias, especialmente das obras que constituem a Codificação Kardequiana.
Este recinto recebe da Espiritualidade o cuidado compatível com a importância das tarefas ali desenvolvidas. Espíritos especializados magnetizam o ambiente e o preservam e renovam constantemente, propiciando uma psicosfera salutar, consoante informa Manoel Philomeno de Miranda.
São instaladas defesas magnéticas que impedem a entrada de entidades desencarnadas hostis e malfeitoras, assim, só entram aqueles que obtêm permissão.
Tais cuidados são imprescindíveis em razão da natureza do trabalho que os Centros realizam. Sendo um local para onde convergem pessoas portadoras de mediunidade em fase inicial ou em desequilíbrio ou, ainda, obsidiados de todos os matizes, é fácil concluir que se não houvesse tais cautelas do Plano Espiritual, principalmente, graves problemas poderiam surgir decorrentes do ambiente espiritual e da presença de sensitivos não equilibrados.
Imaginemos, por um instante, a ambiência desta sala, relativamente aos encarnados presentes. A grande maioria dos que comparecem ao Centro o faz impelida pelos problemas e sofrimentos que os aguilhoam. Quando chegam estão aflitos, cansados, desesperados e, não raro, com idéias de suicídio ou outros tipos de pensamentos extremamente negativos. Recorrem ao Espiritismo na condição de náufragos de tormentas morais que se agarrassem a uma tábua salvadora. Trazem o pensamento enrodilhado no drama em que vivem e que é como um clichê estampado na própria aura. Vibrando em enarmonia a quase totalidade dessas criaturas estão imantadas a desafetos do passado ou a entidades outras, igualmente em desequilíbrio, que por sua vez, as envolvem em fluidos perniciosos. Várias são portadoras de monodeísmo, isto é, trazem o pensamento fixo em determinada idéia negativa, como por exemplo, no suicídio, no remorso de ato cometido, etc. Diversas estão magoadas, sofridas, ulceradas interiormente e com as forças deperecidas. Outras estão perdidas em si mesmas, sem saber qual o sentido da vida e que rumo tomar. Muitas esperam milagres que as libertem de imediato de seus problemas e umas poucas chegam por curiosidade ou desejosas de conhecer melhor o que é o Espiritismo. Mas todas essas pessoas têm um denominador comum: a esperança.
Esse conjunto de vibrações desarmônicas e a malta de desencarnados que gravitam ao seu redor – todos interessados em obstar tudo aquilo que pode significar libertação para suas vítimas, no caso a palavra esclarecedora da Doutrina – por certo afetariam os médiuns presentes ainda não equilibrados, não fossem os cuidados e vigilância dos Benfeitores Espirituais.
Há ainda outro ponto a considerar: é que sendo um local de tratamento das almas enfermas, que somos quase todos nós, é imprescindível que os recursos do “laboratório do mundo invisível” sejam mobilizados e acionados para o atendimento espiritual. Os Espíritos especializados fazem, portanto, a triagem dos desencarnados que irão entrar, sempre visando os que estão em condições de ser beneficiados, mas outros são momentaneamente afastados de suas vítimas enquanto estas permanecem no Centro. Em decorrência, grande é o número de entidades que ficam postadas do lado de fora da Casa, como que aguardando permissão para entrar ou interessados em achar alguma brecha nas defesas magnéticas com o intuito de causarem perturbações. Mesmo estes não ficam sem a ajuda do Alto, pois aparelhagem especial transmite a palavra dos expositores amplificando-lhes a voz.
No transcurso da exposição doutrinária grande amparo é prestado ao público. Equipes especializadas atendem aos que apresentarem condições espirituais-mentais favoráveis, receptivas, medicando-os e, até mesmo, realizando cirurgias espirituais.
Por outro lado, a aproximação de entidades benfeitoras junto aos encarnados torna-se mais fácil pela natureza do ambiente e por estarem estes com o pensamento voltado para os ensinos clarificadores da Doutrina, o que lhes modifica, temporariamente, os panoramas mentais, favorecendo o otimismo e a renovação interior. Concomitantemente, os “espíritos arquitetos”, muitas vezes, utilizam dos recursos dos painéis fluídicos que “dão vida” aos comentários do expositor, favorecendo o entendimento dos desencarnados presentes. Isto, aliás, acontece em palestras sempre que o ambiente favoreça.
Toda essa programação, todavia, só se realizará se o Centro Espírita tiver o seu ambiente preservado de quaisquer frivolidades e mercantilismo; de intrigas e personalismo; se ali se cultivar a conversação sadia e edificante; se naquele local se praticar a verdadeira caridade e o estudo sério, e onde as principais metas sejam esclarecer, aliviar e consolar as almas que por ali aportarem, colocando-se assim à altura da proteção dos Espíritos Superiores.

Parte II
O ambiente espiritual da reunião mediúnica
Os cuidados dos Espíritos que se dedicam à preservação do ambiente espiritual da sala onde são realizados os trabalhos mediúnicos são constantes e intensos, pois nada pode ser negligenciado, sob pena de comprometer-se o êxito da reunião.
O local destinado à sessão mediúnica tem, por assim dizer, uma fiscalização permanente, pois, principalmente no caso do recinto consagrado às sessões de desobsessão, muitos Espíritos necessitados e sofredores ficam aí alojados, em regime de tratamento para seu refazimento e reequilíbrio.
No dia da reunião o recinto passa por rigorosa assepsia a fim de livrá-lo e preservá-lo de larvas psíquicas (que são criadas por mentes viciosas de encarnados ou desencarnados); de ideoplastias perniciosas (formas-pensamento, clichês mentais); de vibrações deprimentes, constituindo tudo isso os “invasores microbicidas das regiões inferiores”, conforme esclarece João Cleofas.3
Importante ressaltar que tais “invasores microbicidas” contaminam o homem invigilante que apresente, por sua vez, pensamentos doentios, descontrolados, que são verdadeiras brechas ao assédio inferior, resultando daí a parasitose mental, ou vampirismo.
João Cleofas elucida que a sala mediúnica é o “ambiente cirúrgico para realizações de longo curso no cerne do perispírito dos encarnados como dos desencarnados”, como também local onde “se anulam fixações mentais que produzem danos profundos nas tecelagens sensíveis do espírito.” Além disso, há necessidade de se isolar e defender o recinto das investidas de Espíritos inferiores, o que leva os Benfeitores Espirituais a cercá-lo por meio de faixas fluídicas visando impedir a entrada de tais entidades. Assim, só entrarão no ambiente aqueles que tiverem permissão dos dirigentes espirituais.
A sala mediúnica, conquanto seja limitada no seu espaço físico, no outro plano apresenta-se adimensional, já que se amplia de acordo com a necessidade, permitindo abrigar um número muito grande de desencarnados que são trazidos para tratamento, para esclarecimento, para aprendizagem, etc. Tem ainda mobiliário próprio e aparelhagens instaladas pela equipe espiritual. Esta equipe conta com elementos especializados nesses trabalhos, inclusive aqueles denominados por Efigênio Vítor de “arquitetos espirituais”4, que têm a seu encargo a tarefa complexa de criar os quadros fluídicos indispensáveis ao tratamento ou esclarecimento das entidades comunicantes. Esses quadros fluídicos não são criados ao sabor do acaso mas obedecem a uma programação e à pesquisa sobre o passado dos que precisem desse recurso. Tais painéis fluídicos são tão perfeitos que possuem “vida” momentânea, com movimentos, cor, como se fossem uma tela cinematográfica na qual as personagens são pessoas ligadas ao manifestante, ou ele mesmo se vê vivendo cenas importantes em sua existência de Espírito imortal.
Tudo isso nos dá uma pálida idéia do grandioso trabalho do mundo espiritual; é “o laboratório do mundo invisível”, citado por Kardec, que esclarece: “(...) Os objetos que o Espírito forma, têm existência temporária, subordinada à sua vontade, ou a uma necessidade que ele experimenta. Pode fazê-los e desfazê-los livremente.” 5
E dizer que com a nossa invigilância podemos prejudicar num relance toda essa estrutura! Isto acontece quando comparecemos despreparados para a reunião, trazendo vibrações negativas, desequilibrantes; quando trazemos o pensamento viciado e contaminamos o recinto cuidadosamente preparado. Nesta hora, os tarefeiros da Espiritualidade usam recursos de emergência, isolando o faltoso, para que a maioria não seja prejudicada. Em caso mais grave, porém, poderá ocorrer um desequilíbrio nos circuitos vibratórios que defendem a sessão, o que possibilitará a entrada de Espíritos perturbadores e conseqüente prejuízo para os trabalhos e os participantes.
Como vemos, integrar uma equipe mediúnica é um encargo de grande responsabilidade. Importa considerar que somente as reuniões mediúnicas sérias merecerão dos Benfeitores Espirituais todo esse cuidadoso preparo mencionado.
Se os encarnados corresponderem, o grupo mediúnico crescerá em produtividade sob a chancela de Espíritos bondosos. Em caso oposto, a reunião nada produzirá de positivo, tornando-se presa fácil paras Espíritos inferiores.
A opção é nossa, dos encarnados. Os Amigos Espirituais estão sempre dispostos a secundar os nossos melhores esforços. São eles que traçam as diretrizes dos trabalhos mediúnicos; que na realidade dirigem as atividades, mas ficam na dependência de nossa cooperação, pois uma sessão para a prática da mediunidade somente existe com o concurso dos dois planos da vida. Se estivermos receptivos às orientações e apresentarmos por nosso lado um esforço de iniciativas identificadas com os seus propósitos, as duas equipes – a espiritual e a dos encarnados – tornar-se-ão homogêneas e o grupo vibrando no mesmo diapasão de Amor atenderá com sucesso aos irmãos que ainda jazem na ignorância e no mal.

A sala de passes
O recinto destinado aos passes apresenta características próprias, em virtude do trabalho ali realizado. Sendo local de atendimento ao público é natural que este interfira na ambiência. Entretanto, como se pode deduzir, a grande maioria das pessoas que buscam o socorro do passe o fazem imbuídas dos melhores sentimentos, é o que informa Áulus, instrutor espiritual de André Luiz. Referindo-se à sala de passes, esclarece estarem ali reunidas “(...) sublimadas emanações mentais da maioria de quantos se valem do socorro magnético, tomados de amor e confiança”. Estas vibrações permanecem no ambiente e se acumulam, a tal ponto que, no dizer de Áulus, criam uma atmosfera especial formada “(...) pelos pensamentos, preces e aspirações de quantos nos procuram trazendo o melhor de si mesmos”. Esse conjunto vibratório surpreendeu André Luiz, quando este observou uma sala de passes, pelo “ambiente balsâmico e luminoso” que apresentava.6
Tal como acontece com a sala mediúnica, o recinto destinado a essa atividade recebe dos Espíritos especializados a assepsia e as defesas magnéticas imprescindíveis à manutenção e preservação do ambiente. Quanto ao atendimento aos enfermos, o autor espiritual explica que há um “quadro de auxiliares, de acordo com a organização estabelecida pelos mentores da Esfera Superior”, enfatizando que para o bom êxito do labor de passes há que se observar: experiência, horário, segurança e responsabilidade daquele que serve.
No momento dos passes é possível a alguns médiuns videntes divisarem a intensa movimentação dos Benfeitores, que se utilizam de aparelhagens especiais adequadas aos enfermos presentes.
A organização do Mundo Espiritual é, pois, exemplar. Não obstante, nós, os encarnados, deixamos muito a desejar com as nossas falhas costumeiras, que vão desde a invigilância em nosso cotidiano até a freqüência irregular, o que por certo prejudica os trabalhos.
É fundamental, portanto, que haja uma conscientização, de nossa parte, da grandeza e complexidade dos labores espirituais, a fim de participarmos de modo mais eficiente e produtivo. Que isso não seja, porém, um fator que leve ao misticismo (mas sim à responsabilidade) e que venha a influir ou modificar a nossa conduta no instante do passe ou no ministério mediúnico. Embora o trabalho que se desenvolve “do outro lado” seja complexo, a nossa participação deve ser a mais simples possível, permeada, contudo, do mais acendrado sentimento de amor ao próximo.
Que nos lembremos sempre que para exercermos tais atividades a nossa preparação é toda, principalmente, interior. É no nosso mundo íntimo que devemos laborar. É a nossa transformação para melhor a cada momento.
Assim, não é a cor do vestuário nosso ou do paciente, a nossa gesticulação ou a sala ser azul ou branca que irão influir na qualidade da transmissão energética no instante dos passes, mas sim, a nossa mente impulsionando e direcionando essas energias fluídicas, o nosso desejo de servir, a nossa capacidade de ser solidário com aquele que ali está e de amá-lo como a um irmão. Por isso, a simplicidade deve ser a tônica no momento do passe, já que este é, essencialmente, um ato de amor. E o amor é simples, desataviado e puro, tal como exemplificou Jesus.

CONCLUINDO, registramos, para nossa reflexão, a palavra de Emmanuel que enaltece a magna finalidade da Doutrina dos Espíritos:
“Ao Espiritismo cristão cabe, atualmente, no mundo, grandiosa e sublime tarefa.
Não basta definir-lhe as características veneráveis de Consolador da Humanidade, é preciso também revelar-lhe a feição de movimento libertador de consciências e corações.” 7
É fundamental estarmos cônscios da imensa responsabilidade que assumimos quando da fundação de uma instituição espírita; não podemos esquecer que responderemos por tudo o que fizermos perante Jesus e a Espiritualidade Maior e, sobretudo, diante de nossa consciência. Jesus vem e nos convida, novamente. Quais os frutos que podemos oferecer? Nossos celeiros ainda estão vazios?
Para encerrar, nada melhor do que o notável texto de Bezerra de Menezes, que reúne todas as diretrizes e, em simultâneo, também as advertências, imprescindíveis, a fim de que se preserve e mantenha a ambiência espiritual do Centro Espírita, fazendo jus, assim, aos cuidados e empenho dos Benfeitores Espirituais que o edificaram no plano extrafísico, para que ali sejam efetuadas as curas das almas, esclarecendo e confortando os corações e, sobretudo, libertando consciências:
“As vibrações disseminadas pelos ambientes de um Centro Espírita, pelos cuidados dos seus tutelares invisíveis; os fluidos úteis, necessários aos variados quão delicados trabalhos que ali se devem processar, desde a cura de enfermos até a conversão de entidades desencarnadas sofredoras e até mesmo a oratória inspirada pelos instrutores espirituais, são elementos essenciais, mesmo indispensáveis a certa série de exposições movidas pelos obreiros da Imortalidade a serviço da Terceira Revelação. Essas vibrações, esses fluidos especializados, muito sutis e sensíveis, hão de conservar-se imaculados, portando, intactas, as virtudes que lhe são naturais e indispensáveis ao desenrolar dos trabalhos, porque, assim não sendo, se mesclarão de impurezas prejudiciais aos mesmos trabalhos, por anularem as suas profundas possibilidades. Daí porque a Espiritualidade esclarecida recomenda, aos adeptos da Grande Doutrina, o máximo respeito nas assembléias espíritas, onde jamais deverão penetrar a frivolidade e a inconseqüência, a maledicência e a intriga, o mercantilismo e o mundanismo, o ruído e as atitudes menos graves, visto que estas são manifestações inferiores do caráter e da inconseqüência humana, cujo magnetismo, para tais assembléias e, portanto, para a agremiação que tais coisas permite, atrairá bandos de entidades hostis e malfeitoras do invisível, que virão a influir nos trabalhos posteriores, a tal ponto que poderão adulterá-los ou impossibilitá-los, uma vez que tais ambientes se tornarão incompatíveis com a Espiritualidade iluminada e benfazeja.
Um Centro Espírita onde as vibrações dos seus freqüentadores, encarnados ou desencarnados, irradiem de mentes respeitosas, de corações fervorosos, de aspirações elevadas; onde a palavra emitida jamais se desloque para futilidades e depreciações; onde em vez do gargalhar divertido, se pratique a prece; em vez do estrépito de aclamações e louvores indébitos se emitam forças telepáticas à procura de inspirações felizes; e ainda onde, em vez de cerimônias ou passatempos mundanos, cogite o adepto da comunhão mental com os seus mortos amados ou os seus guias espirituais, um Centro assim, fiel observador dos dispositivos recomendados de início pelos organizadores da filosofia espírita, será detentor da confiança da Espiritualidade esclarecida, a qual o elevará à dependência de organizações modelares do Espaço, realizando-se então, em seus recintos, sublimes empreendimentos, que honrarão os seus dirigentes dos dois planos da Vida. Somente esses, portanto, serão registrados no Além-Túmulo como casas beneficentes, ou templos do Amor e da Fraternidade, abalizados para as melindrosas experiências espíritas, porque os demais, ou seja, aqueles que se desviam para normas ou práticas extravagantes ou inapropriadas, serão, no Espaço, considerados meros clubes onde se aglomeram aprendizes do Espiritismo em horas de lazer.” 8

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. FRANCO, Divaldo P. Tramas do Destino, pelo Espírito Manoel P. de Miranda. 7. ed., Rio de Janeiro: FEB, 2000, cap. 21, p. 196.
2. Idem, ibidem, p. 200.
3. FRANCO, Divaldo P. Depoimentos Vivos. Diversos Autores Espirituais, João Cleofas.
4. XAVIER, Francisco C. Instruções Psicofônicas, pelo Espírito Efigênio Vítor. 7. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1995, cap. 44.
5. KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. 70. ed., Rio de Janeiro: FEB, 2002, cap. VIII, item 129.
6. XAVIER, Francisco C. Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz. 29. ed., Rio de Janeiro: FEB, 2002, cap. 17, p. 161-162.
7. XAVIER, Francisco C. Missionários da Luz, pelo Espírito André Luiz. 36. ed., Rio de Janeiro: FEB, 2001, “Ante os tempos novos”, p. 8.
8. PEREIRA, Yvonne A. Dramas da Obsessão, pelo Espírito Bezerra de Menezes. 9. ed., Rio de Janeiro: FEB, 2001, Conclusão, item III, p. 145, 146 e 147.

Autora: Suely Caldas Schubert
Fonte: revista Reformador, da FEB, de fevereiro e março de 2004

sexta-feira, 27 de março de 2009

Palestra com Francisco Atílio Arcoleze no ICEMS, em Campo Grande-MS, dia 28/03

Será realizada no ICEMS - Instituto de Cultura Espírita de MS palestra com o Sr. Francisco Atílio Arcoleze, com o tema: O apóstolo Pedro.

Dia 28/03/09, sábado, às 19:30 hs.

O ICEMS, é localizado na Rua 26 de agosto, 850 - centro, em Campo Grande-MS, em frente ao SENAC.

Almoço Beneficente - domingo: 29/03/09 - em prol do Lar Mãe Mariana, anexo ao Centro Espírita Caminheiros de Jesus

Prezados amigos

Será realizado no próximo domingo, dia 29/03, Almoço Beneficente, muito bem organizado, churrasco excelente.
A receita será em prol do Lar Mãe Mariana, anexo ao Centro Espírita Caminheiros de Jesus, na Chácara Estrêla do Sul, próximo ao bairro Otávio Pécora.
O Lar é responsável por 110 crianças, e oferece educação do 1º grau em convênio com a Prefeitura Municipal de Campo Grande e diversas atividades esportivas, profissionalizantes e esportivas em tempo integral, bem como alimentação (almoço e merendas).

O almoço será servido das 12 as 14 horas - levar pratos e talheres.
custo: R$ 15,00 - crianças até 7 anos não pagam
Local: Loja Maçônica Ordem e Progresso
Rua Frei Henrique de Coimbra, 70 - Jardim Paulista

Campo Grande-MS
localização

mais informações: Ronaldo São Romão Sanches
cel. 9632-1291

sexta-feira, 13 de março de 2009

Seminário em Ponta Porã-MS: “Libertação do Sofrimento” com Divaldo Pereira Franco

A realização é da Federação Espírita de Mato Grosso do Sul em comemoração aos 30 anos da entidade.
Data: 4 e 5 de abril, às 14h.
Local: Loja Maçônica Aquidaban em Ponta Porã-MS.
Quem for participar das atividades com o Divaldo em Ponta Porã deve preencher uma Ficha de Inscrição. A inscrição é gratuita e servirá somente para controle da quantidade de participantes.
Mais informações através dos e-mail: fems@fems.org.br

FEMS promoverá em abril a 7ª Confraternização de Juventudes Espíritas de MS - CONJEMS

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A Federação Espírita de Mato Grosso do Sul - FEMS, irá promover dias 10 (sexta), 11 (sábado) e 12 (domingo) de abril de 2009 a 7ª Confraternização de Juventudes Espíritas de MS - CONJEMS.
O tema central será "Jovem espírita - Construtor de uma nova sociedade" e o eixo temático: "Família, Vida e Paz".
O público alvo são os jovens de 13 a 21 anos, integrantes das Juventudes Espíritas das Casas Espíritas de Mato Grosso do Sul.
As inscrições devem ser feitas na FEMS, sendo que até 25 de março o custo será de R$ 20,00 e de 26 de março a 2 de abril será R$ 35,00.
O evento será realizado na Base Aérea de Campo Grande.
Atividades para os pais:
dia 11 de abril, sábado, das 14h às 17h30 - Dinâmica de grupo, e às 19h30 - Apresentação ao público.
Mais informações pelo fone (67) 3324-8322.

Agenda do dia 14/03/09, sábado, do Espaço Chico Xavier em Campo Grande-MS

domingo, 1 de março de 2009

Divaldo Pereira Franco vem novamente a MS, nas comemorações dos 30 anos da FEMS

Dia 3 de abril de 2009, sexta-feira, às 19:30hs, realizará palestra pública no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo em Campo Grande-MS.
Em Ponta Porã, apresentará um Seminário, que será dividido em duas partes, a primeira no dia 4 de abril a partir das 14 horas e a segunda parte no domingo, 5 de abril, a partir das 8 horas. O evento será realizado na Loja Maçônica Aquidaban. No sábado, às 19:30 horas, também na Loja Maçônica Aquidaban, haverá palestra pública.

30 Anos da FEMS: Palestras e Seminário com Suely Caldas Schubert dias 27, 28 e 29 de março de 2009

Os eventos fazem parte das comemorações dos 30 anos da Federação Espírita de Mato Grosso do Sul - FEMS e serão realizadas em Campo Grande e Corumbá.
Palestra:
As cinco vertentes da mensagem de Jesus
dia 27 de março de 2009, sexta-feira, às 19:30hs
local: Câmara Municipal de Campo Grande-MS
Palestra:
A mensagem do Tabor
dia 28 de março de 2009, sábado, às 19 horas
local: Anfiteatro Dr. Salomão Baruki do Campus Pantanal da UFMS em Corumbá-MS
Seminário: Dimensões da mediunidade
dia 29 de março de 2009, domingo, às 8 horas
local: Anfiteatro Dr. Salomão Baruki do Campus Pantanal da UFMS em Corumbá-MS

Suely Caldas Schubert nasceu em Carangola-MG. Desde jovem, dedica-se às atividades espíritas, especialmente no âmbito da mediunidade e da divulgação do Espiritismo. Autora de nove livros, é também conhecida expositora, tendo realizado dezenas de palestras no Brasil e no exterior.
Pela Editora da Federação Espírita Brasileira lançou seus dois primeiros livros – Obsessão/Desobsessão: Profilaxia e Terapêutica (1981) e Testemunhos de Chico Xavier (1986). Outros livros de sua autoria são O Semeador de Estrelas (1989), Ante os Tempos Novos (1996), ambos pela Editora LEAL; Mediunidade: Caminho para ser Feliz (1999), pela Editora Didier; e Transtornos Mentais (2001), pela Minas Editora.
Em 1986, Suely fundou com um grupo de companheiros a Sociedade Espírita Joanna de Ângelis, em Juiz de Fora, da qual foi a primeira presidente e hoje exerce a vice-presidência. Tem uma atividade intensa na Aliança Municipal Espírita dessa cidade, onde reside e é diretora do Departamento de Mediunidade.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

30 Anos da FEMS: Palestras e Seminário com o Médico, Homeopata e Psicoterapeuta Alberto Almeida dias 20 e 21 de março de 2009.

Os eventos fazem parte das comemorações dos 30 anos da Federação Espírita de Mato Grosso do Sul - FEMS e serão realizadas em Campo Grande e Dourados.
Palestra: A dinâmica da relação afetiva a dois
dia 20 de março de 2009, sexta-feira, às 19:30hs
local: Câmara Municipal de Campo Grande-MS
Seminário: Aprendendo a lidar com as emoções
dia 21 de março de 2009, sábado, às 14 horas
local: Teatro Municipal de Dourados-MS
Palestra: A dinâmica da relação afetiva a dois
dia 21 de março de 2009, sábado, às 19:30hs
local: Teatro Municipal de Dourados-MS

Alberto Almeida é Médico, homeopata, psicoterapeuta, com formação em Terapia de Regressão a Vivências Passadas, expositor espírita internacional, tendo ministrado palestras e seminários no Brasil e no exterior, participando inclusive do IV Congresso Espírita Mundial em Paris. É natural de Belém-PA e atuante na Associação Médico Espírita do Pará - AME-PA.

30 Anos da FEMS: Palestras e Seminário com o Psicólogo Lacordaire Abrahão Faiad dias 6 e 7 de março de 2009.

Os eventos fazem parte das comemorações dos 30 anos da Federação Espírita de Mato Grosso do Sul - FEMS e serão realizadas em Campo Grande e Três Lagoas.

Palestra: Depressão na visão espírita
dia 6 de março de 2009, sexta-feira, às 19:30hs
local: Auditório da FECOMÉRCIO-MS, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul
Rua Almirante Barroso, 52 - Bairro Amambaí - Campo Grande-MS

Seminário: A família na visão espírita
dia 7 de março de 2009, sábado, às 14horas
local: Grupo da Fraternidade Espírita José Xavier
Rua Zuleide Peres Tabox, 751 - Três Lagoas-MS

Palestra: Depressão na visão espírita
dia 7 de março de 2009, sábado, às 19:30hs
local: Grupo da Fraternidade Espírita José Xavier
Rua Zuleide Peres Tabox, 751 - Três Lagoas-MS

Lacordaire Abrahão Faiad é Psicólogo Clínico e Organizacional, com Especialização em Psicologia e Psicoterapia Transpessoal, Master Practitioner e Trainer na arte de Programação Neurolingüística. A título de extensão e atualização fez: Neuropsicologia, Programação Neurolingüística para Psicoterapeutas, Jogos de Empresa e Elementos de Psicologia Transpessoal. Facilitador de cursos, seminários e palestras. É Diretor do Instituto Brasileiro de Plenitude Humana - IBPH.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Seminário: Falando com os Espíritos, com Américo Sucena

A TV Alvorada Espírita apresentará o Seminário "Falando com os Espíritos" , com Américo Luís Sucena.
O Seminário será apresentado em duas partes, nos seguintes horários:
dia 21/02 – sábado às 14:00 horas, e
dia 22/02 – domingo às 8:30 horas – (continuação)

Para assistir a TV Alvorada Espírita você encontrará um link no Blog Amigo Espírita (www.amigoespirita.zip.net ), do José Aparecido, de Auriflama-SP , ou então acessando diretamente http://www.tvalvoradaespirita.com.br/