sexta-feira, 17 de agosto de 2012

AMAI-VOS, do Grupo de Teatro “Arte Boa Nova”, dias 18 e 19 de agosto no Teatro Glauce Rocha

Com um enredo surpreendente e rico em informações espiritualistas, o Grupo de Teatro “Arte Boa Nova” apresenta aos sul mato-grossenses uma de suas mais ousadas montagens teatrais desde a fundação da Companhia em 1989. Abordando temas polêmicos como reencarnação e comunicabilidade dos espíritos, o autor traz a trajetória de seis espíritos através dos séculos, unidos por um ideal comum de resgatar pelos laços do amor e do perdão, a confiança e a amizade de um dos seus afetos mais próximos, distanciados de seus corações pelas tramas da traição e do ódio, quando ainda encarnados nos primeiros anos do Cristianismo nascente legado por Jesus, o Nazareno Crucificado.
Amai-vos, é uma obra teatral inesquecível, que vem nos tempos de agora resgatar o prazer cultural de reunir a família de todas as crenças num mesmo espaço e juntos, de forma ecumênica e fraterna, festejar o amor, a diversão, a cultura e o aprendizado num espetáculo dinâmico, inovador e inesquecível.

AMAI-VOS!  -  Concepção de Texto e direção:  Nelson Peixoto.
Teatro Glauce Rocha – 18 e 19 de agosto 2012 em Campo Grande-MS
VENDAS DE INGRESSOS: Arte e Técnica 3042-5907 e online através do site:  www.arteboanova.com.br

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Richard Simonetti em Campo Grande-MS dias 24, 25 e 26 de agosto de 2012

O Grupo Espírita José de Anchieta convida os irmãos de ideal espírita a participarem da 7ª atividade em comemoração aos 40 anos de sua fundação. Nos dias 24, 25 e 26 de agosto de 2012, o expositor Richard Simonetti, autor de diversas obras literárias espíritas, realizará nas dependências do GEJA, três palestras e um “pinga-fogo”, abordando temas importantes como o trabalho, a felicidade e o medo da morte. Para participar, faça sua inscrição antecipadamente na secretaria do GEJA, ou mande-nos e-mail para o endereço contato@geja.org.br, ou ainda, deixe-nos uma mensagem com nome completo e atividade a que deseja participar na sessão ‘Contato’ do nosso site: www.geja.org.br. As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas, participe.

Confira abaixo a programação do evento.
24/08  sexta-feira – 19h às 20h30 -  Palestra : “Uma receita de vida”
25/08 sábado – 19h às 20h30 – Palestra: “Quem tem medo da morte”
26/08 domingo – 09h às 11h – “Pinga-Fogo”
26/08 domingo – 19h às 20h30 – Palestra: “Trabalho, Solidariedade e Tolerância”

Richard Simonetti – Dados biográficos.
Bauruense da gema, Richard nasceu em 10 de outubro de 1935, filho de duas tradicionais famílias de descendência italiana. Do lado materno, a família Marchioni. O avô, Valentim Marchioni foi conhecido comerciante na quadra 2, da Rua Batista, onde funcionava sua casa de carnes. Dentre os tios, destaque para a Nida Marchioni, emérita compositora e professora de piano. Sua mãe, Adélia, pontificou em atividades assistenciais, dirigindo por várias décadas uma oficina de costura que atende migrantes e famílias pobres.
Do lado paterno, a família Simonetti. A avó Helena, viúva, foi uma batalhadora, cuidando de 8 filhos, dentre os quais se destacariam os filhos João e Afonso Simonetti, pioneiros da radiodifusão em nossa cidade. O pai, Francisco, o saudoso Chico Simonetti foi dedicado e conhecido enfermeiro que trabalhou muitos anos com os doutores Alípio dos Santos e João Braulio Ferraz, conceituados médicos bauruenses.
Casado com Tânia Regina Simonetti, é pai de Graziela, Alexandre, Carolina e Giovana, e avô de Rafaela, primeira neta.
Foi funcionário do Banco do Brasil de 1956 a 1986, quando se aposentou. Passou, então, a dedicar-se inteiramente às atividades espíritas, particularmente no Centro Espírita Amor e Caridade, ao qual está ligado desde a infância.
O CEAC destaca-se pelo largo trabalho que desenvolve no campo social, envolvendo Albergue, Centro de Triagem de Migrantes, Atendimento à população de rua, Creche, Assistência Familiar, Cursos Profissionalizantes… A instituição beneficia perto de vinte e cinco mil pessoas, anualmente.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Passes e Curas por Divaldo Pereira Franco

Esse video faz parte do DVD "Passes e Curas", conferência proferida por Divaldo Franco no ano de 1994 em Salvador, Bahia.

Médico em psiquiatria defendeu sua tese de doutorado sobre médiuns espíritas


Alexander Moreira de Almeida é médico e doutor em psiquiatria pela USP – Universidade de São Paulo, coordenador do NEPER – Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e diretor técnico e clínico do HOJE – Hospital João Evangelista. O fato de registro, é que o doutor Alexander de Almeida defendeu sua Tese de Doutorado sobre “Fenomenologia das experiências mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns espíritas" recorrendo a dezenas de médiuns espíritas e a varias associações espíritas de São Paulo, onde concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal de Espiritismo.

Como médico psiquiatra, o que o levou a escolher tal Tese de trabalho, para o seu doutoramento: “Fenomenologia das experiências mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns espíritas"?
Alexander Moreira de Almeida – A importância que as vivências mediúnicas tiveram e ainda têm nas diversas civilizações e, mesmo assim, serem praticamente inexploradas no meio acadêmico.

Como os seus examinadores e a própria Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, viram a sua Tese de Doutorado?
AMA – Muito bem. Sempre recebi todo o apoio do Departamento de Psiquiatria da USP, da FAPESP (Fundação de Amparo Á Pesquisa do Estado de São Paulo), bem como a banca teve uma postura muito científica: - rigorosa, mas aberta.

E o orientador da Tese de Doutorado? Quem foi?
AMA – Francisco Lotufo Neto, professor livre-docente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Quem foram seus examinadores?
AMA – Prof. Dr.. Paulo Dalgalarrondo, Doutor pela Universidade de Heildelberg (Alemanha), livre-docente em Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); Prof. Dr. Leonardo Caixeta, psiquiatra, doutor em Neurologia pela Universidade de São Paulo, professor da UFG (Universidade Federal de Goiás); Prof. Homero Vallada, livre-docente, Professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e da Universidade de Londres, maior especialista em genética psiquiátrica no Brasil e pelo Prof. Dr. Paulo Rossi Menezes, psiquiatra e epidemiologista, doutor pela London Universisty, livre-docente da faculdade de Medicina da USP.

Existiu algum critério específico para a composição da Banca Examinadora?
AMA – Que fossem pesquisadores destacados e que estudassem áreas relacionadas ao tema da tese.

Durante seu estudo, verificou por certo o grau de escolaridade dos médiuns espíritas. São eles incultos e ignorantes como se diz?
AMA – 46,5% dos médiuns tinham escolaridade superior ou superior com pós-graduação. O Censo Brasileiro de 2000 mostrou que o Espiritismo é a única religião em que a proporção de adeptos aumenta quanto maior o nível educacional do segmento estudado.

Os médiuns espíritas sofrem de transtornos dissociativos, psicóticos ou transtornos de personalidade múltipla?
AMA – Eles também podem apresentar estes e outros transtornos mentais, como qualquer indivíduo, no entanto, a prevalência de problemas psiquiátricos entre os médiuns estudados foi menor que o encontrado na população geral.

Então os médiuns espíritas não são esquizofrênicos?
AMA – Não, eles são até mais saudáveis que a população geral. Isto, apesar de terem muitas vivências alucinatórias e de influência que normalmente são consideradas como sintomas clássicos de esquizofrenia.

Como a mediunidade é vista pela medicina?
A.M.A – Como a expressão de uma manifestação cultural, religiosa, que não necessariamente é patológica. Sobre a explicação de sua origem, habitualmente é considerada como um fenômeno dissociativo em que se manifestam conteúdos do inconsciente do indivíduo. No entanto, estas ideias são baseadas em muitas opiniões e poucas pesquisas.

A mediunidade é causa de doenças mentais?
AMA – Apesar de, historicamente, nos últimos 150 anos ter se acreditado nisto, não há evidências a este respeito.

Quais os possíveis mecanismos neurofisiológicos da mediunidade?
AMA – Desconheço estudos a este respeito, tudo que eu dissesse seria meramente especulativo.

Alguns colegas defendem que a glândula pineal é o órgão sensorial da mediunidade. Sabemos que essa hipótese não é nova. O espírito de André Luiz através do respeitado médium Francisco Cândido Xavier trouxe de novo a “lume”. Qual a sua opinião?
AMA – Há uma longa história de associação da pineal com o Espírito, isto vem desde Descartes. Do ponto de vista científico, desconheço qualquer estudo trazendo evidências da pineal se relacionar com mediunidade. Entretanto, sem dúvida é uma interessante hipótese a ser testada.

Sendo médico e doutor em psiquiatria, o que é a mediunidade?
AMA – Penso que a mediunidade é uma manifestação de uma habilidade humana que tem estado presente na maioria das civilizações ao longo da história. A origem destas vivências em muitos casos, acredito, pode estar realmente no inconsciente dos médiuns. Entretanto, há um considerável número de casos em que esta explicação é insuficiente, apontando para alguma fonte externa ao médium.

Como relaciona psiquiatria, espiritualidade e mediunidade?
AMA – A psiquiatria deve estar interessada numa visão abrangente e multifacetada do ser humana, assim a espiritualidade deve ser levada em conta, como todas as demais dimensões da existência humana. Por fim, a mediunidade é uma vivência que pode nos revelar muito sobre o funcionamento da mente e sua relação com o corpo. Muitos de nossos trabalhos na área podem ser acessados na página www.hojenet.org no item “teses & artigos”.

Como distingue em seus pacientes “mediunidade” com distúrbios meramente neuropsicológicos?
AMA – Esta pergunta não admite uma resposta simples. Faz-se necessária uma avaliação cuidadosa e ampla da pessoa, o que ela tem vivenciado, suas crenças e seu contexto social e cultural. Em linhas gerais, para uma certa vivência ser considerada indicativa de um transtorno mental, deve estar associada a sofrimento, falta de controle sobre sua ocorrência, gerar incapacitação, coexistir com outros sintomas de transtornos mentais e não ser aceita pelo grupo cultural ao qual pertence o indivíduo.

Ao receber um paciente portador de faculdade mediúnica, como conduz o caso?
AMA – Trato o transtorno mental existente além de recomendar que o paciente continue com suas práticas religiosas. No entanto, se ele estiver com desequilíbrios mais graves, inicio o tratamento farmacológico e psicoterápico e solicito o afastamento das atividades mediúnicas. No entanto, recomendo que continue participando das demais atividades religiosas (palestras, orações, cultos, passes...).

O seu estudo reuniu a maior amostra de médiuns espíritas alguma vez investigada na área médica no mundo. A sua tese já teve repercussões no meio médico ou em algum centro de investigação universitário? Quais?
AMA – Tenho apresentado os resultados da tese em congressos científicos no Brasil e nos EUA, como por exemplo o Congresso Brasileiro de Psiquiatria e International Conference on Mediumship promovido pela Parapsychology Foundation

Nesses congressos científicos, como os investigadores brasileiros e norte-americanos reagiram à sua investigação?
AMA – Muito bem, demonstrando bastante interesse.

Como vê a doutrina espírita, codificada por Allan Kardec?
AMA – Como uma proposta bem fundamentada de se fazer uma investigação científica e com bases empíricas de fenômenos antes considerados metafísicos e fora do alcance da ciência.

O que é o NEPER – Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo?
AMA – É um grupo de estudos interdisciplinar das relações entre religiosidade saúde. É composto por psiquiatras, neurologistas, historiadores, psicólogos, antropólogos, filósofos. Não está vinculado a nenhuma religião, se prende apenas à rigorosa investigação científica nesta área.

Que mensagem gostaria de deixar aos médicos europeus?
AMA – Na Europa já existem iniciativas muito interessantes na área da espiritualidade, como a Fundação BIAL em Portugal, a Society for Psychical Research e muitos médicos britânicos que investigam o tema, bem como a disciplina de parapsicologia da Universidade de Edimburgo, além de iniciativas das Associações Médico-Espíritas. Que continuem se interessando e investigando cada vez mais as desafiadoras e fascinantes relações entre espiritualidade e ciência.

DADOS DA INVESTIGAÇÃO

Total: 115 médiuns espíritas
Mulheres: 76,5%
Média de Idade: 48 anos
Desemprego: 2,7%
Curso superior: 46,5%
Média de anos no espiritismo: 16 anos
Possuíam mais de 3 tipos de mediunidade;
Incorporação: 72%
Psicofonia: 66%
Vidência: 63%
Audiência: 32%
Psicografia: 23%
Exerciam a mediunidade por semana: 7 a 14 vezes

PRINCIPAIS CONCLUSÕES

1- Os médiuns espíritas diferiam das características de portadores de transtornos de personalidade múltipla e possuíam uma alta média de sintomas de primeira ordem para esquizofrenia, mas estes não se relacionavam aos escores de outros sintomas psiquiátricos e não se relacionavam a problemas no trabalho, família ou estudos.

2- A maioria teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância e estas, atualmente, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias que não necessariamente implicam num diagnóstico de esquizofrenia.

3- A mediunidade provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de personalidade múltipla.

Texto: Luís de Almeida

Fonte: Entrevista publicada dia 05/12/2011 no site: Espiritualidade e Sociedade.

Palestra e confraternização no Centro Espírita Ismael, de Campo Grande-MS

Data: 05/05/2012 (primeiro sábado do mês de maio)
Horário: 19 horas
Local: C.E.Ismael - Rua Dr. Arlindo de Andrade, 169 - Centro
Palestra: O Papel da mãe espírita na evangelização de seus filhos
Palestrante: Irany Franco - primeira diretora do DIJ da FEMS
Eventos Culturais: Apresentação do Coral do INSS e do Professor de Música Nola Pompeo e seu aluno Henrique Valle

sábado, 28 de abril de 2012

Anete Guimarães faz duas palestras em Campo Grande-MS

Hoje a noite, a partir das 19:30hs, na Câmara Municipal de Campo Grande (Rua Ricardo Brandão, 1.600 - Jatiuka Park, próximo ao Shopping Campo Grande), haverá uma palestra com o tema Reencarnação: Um estudo sobre sua mecânica e aplicação.
Amanhã, domingo, dia 29/04, às 8:30hs, no Centro Espírita Caminheiros de Jesus o tema da palestra será Mediunidade: Mitos e Verdades. As palestras são públicas. O Centro fica na Chácara Estrela do Sul (veja sua localização).
Anete Guimarães é Psicóloga, pesquisadora e oradora, reside no Rio de Janeiro-RJ.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Anencefalia

* Joanna de Ângelis

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.
De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.
O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.
Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.
Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.
Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.
Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.
Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.
Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.
Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...
Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.
Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...
Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.
É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.
Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.
Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.
Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…
Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.
Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...
Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.
Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.
Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.
Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.
... E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.
Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...
A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.
As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.
Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?
O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…
Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.
Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?
Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.
Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.

*Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 11 de abril de 2011, quando o Supremo Tribunal de Justiça, estudava a questão do aborto do anencéfalo, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia

sexta-feira, 30 de março de 2012

I Encontro de Comunicação Social Espírita da URE Metropolitana Oeste da Federação Espírita do Paraná

Recebemos do Hendrio Belfort, agradecemos e divulgamos o convite do evento e links do Grupo Espírita Caminho da Fé, de Araucária-PR e da URE Metropolitana Oeste da  Federação Espírita do Paraná.
Obrigado e grande abraço
Ronaldo

Objetivo: intercâmbio de ideias e boas práticas em Comunicação Social Espírita (CSE).
Público-alvo: todos os Espíritas, pois todos fazemos Comunicação Social Espírita.
Entrada franca.
Data: 21 de abril de 2012 (sábado).
Horário: das 15h às 18h.
Local: Centro Espírita Fé, Amor e Caridade.
Endereço: Rua Guararapes, 1210 — Bairro Vila Izabel — Curitiba
mapa de localização
Coordenação: URE Oeste da FEP e Casas Espíritas.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Experiências Difíceis

A beleza física pode provocar tragédias imprevisíveis para a alma, se esta não possui discernimento.
*


Excessivo dinheiro é porta para a indigência, se o detentor da fortuna não consolidou o próprio equilíbrio.
*


Demasiado conforto é desvantagem, se a criatura não aprendeu a arte de desprender-se.
*


Muito destaque é introdução a queda espetacular, se o homem não amadureceu o raciocínio.
*


Considerável autoridade estraga a alegria de viver, se a mente ainda não cultiva o senso das proporções.
*


Grande carga de responsabilidade extermina a existência daquele que ainda não ultrapassou a compreensão comum.
*


Enorme cabedal de conhecimento, em meio de inúmeras pessoas ignorantes, vulgares ou insensatas, é fruto venenoso e amargo, se o espírito ainda não se resignou à solidão.


Texto do livro “Agenda Cristã”, ditado pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, editado pela Federação Espírita Brasileira, http://www.febnet.org.br/

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Entendendo as influências espirituais

O pensamento é a segunda maior força no Universo, depois do poder de Deus.
Quando desejamos assistir uma emissora de rádio ou TV, temos de usar o botão de sintonia, é exatamente assim que funcionam as ondas mentais, uma questão de sintonia, apesar de o rádio receber todos os tipos de irradiação proveniente das diversas emissoras, somente ouviremos aquela que foi sintonizada. O mesmo acontece com o nosso pensamento quando recebemos influencias dos espíritos que se sintonizam pelo “endereço vibracional” de nossa mente, que é regido pela Lei da afinidade.
Sabemos que em determinadas pessoas esse poder é extraordinário, ao passo que, em outras, mal se nota esse efeito. Todavia, podemos desenvolver esta percepção com exercício contínuo, aumentando assim seu potencial.
Para melhor fixarmos isso, é importante salientar que: pensamento gera sentimento, que gera comportamento.
Tudo está ligado às forças da mente e essa força depende do nosso pensamento.
Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, na pergunta 459 lemos: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? "Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem". Quando nos encolerizamos com algum problema, baixamos o padrão de frequência mental e entramos nas zonas vibratórias de cor laranja ou roxa, facilitando as influências das entidades que ali se encontram. Com isso podemos receber sugestivamente “ordens” dos espíritos inferiores, achando que tudo o que estamos pensando naquela hora seja fruto da nossa própria concepção..
Mas como perceber se estamos sendo influenciados por um mau espírito? Lembremo-nos de educar o nosso pensamento. Ora, se estamos em discussão com alguém, toda a ideia que seja ruim, nociva, e que venha a destratar e agredir a outrem, não pode ser proveniente de uma entidade superior, portanto temos de manter a calma para não sermos influenciados por essas entidades. Mas se a ideia vier com uma vontade de harmonizar, de unir, de apascentar, podemos estar recebendo influência de um bom espírito. Mas não são somente os desencarnados que fazem este tipo de emissão. Quando sentimos inveja, orgulho ou tendência ao mal, nossa mente emite as mesmas formas de energias negativas.

Nunca estamos sozinhos

Os padrões vibratórios são sutis, mas, se conseguirmos exercitar essa percepção, teremos plena condição de sentir essas emanações. Você, leitor, já se deparou com pessoas e lugares onde não se sentiu bem? Conversando com alguém, já não percebeu que a pessoa transmite uma sensação ruim? É exatamente esse tipo de sensação que devemos observar, mas não é por causa disso que devemos achar que a outra pessoa seja ruim, apenas ela pode estar passando por problemas espirituais ou estar com alguma doença física e transmite essa sensação.
O fato é que, de alguma forma, ela está com o padrão vibratório alterado e você poderá ajudá-la a se reerguer, com a percepção aguçada e o devido conhecimento doutrinário, deverá fazer a sua parte orientando-a para que não se abata pelo desânimo.
Quando estamos alegres, de bem com a vida, nos sentimos inspirados, é justamente nesse momento que estamos vibrando a nossa frequência mental nos padrões acima da linha verde e entrando ou chegando perto da linha azul, justamente onde vibram os espíritos de luz que nos incentivam à prática do bem e dos bons sentimentos, tanto no trabalho quanto em casa, nos estudos e nas relações sociais, e até os animais sentem esta vibração, pois eles também possuem essa percepção.
Portanto, quando começamos a entender como funciona a nossa mente, fica mais fácil identificarmos as influências externas, controlando o nosso padrão mental, não deixando chegar abaixo da linha verde, como citado.
Tudo isso na teoria é fácil, mas sabemos que na prática existe muita dificuldade. Todavia, com esses pequenos esclarecimentos, podemos aprender a nos policiar constantemente, para que não percamos a paciência e entremos nos padrões vibratórios inferiores que nos deixarão em situações difíceis devido à nossa própria invigilância.
A prática do pensar, está ligada diretamente à Lei de afinidade.

Fonte: O livro dos Espíritos – Allan Kardec
formatação: MILTER- 29-01-2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A gratidão em nossas vidas - Seminário de Divaldo em Campo Grande

Divaldo Franco em Campo Grande dias 5 e 6 de fevereiro para seminário e palestra.

Divaldo Pereira Franco estará em Campo Grande-MS, nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2012.
Dia 5 de fevereiro de 2012, às 14h30 acontecerá o Seminário “A gratidão em nossas vidas” que terá uma taxa de adesão de R$ 30,00.
No dia 6 de fevereiro, às 19h30 haverá uma palestra pública, com entrada franca. O local dos eventos será o Rádio Clube Campo, que fica na Av. Interlagos, 477 – Vila Morumbi.
A Federação Espírita de MS - FEMS é a realizadora do evento. Inscrições antecipadas na FEMS. Mais informações pelos fones 3324-8322 e 3382-5571.

Curso de Formação de Evangelizadores - dias 11 e 12 de fevereiro de 2012, em Campo Grande-MS.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Almoço beneficente promovido pela Cruzada dos Militares Espíritas-MT/MS dia 06/11/2011

A Cruzada dos Militares Espíritas-MT/MS convida para almoço promocional, com renda destinada a mobiliar o Educandário Lar de Ruy Kremer. Se você for no almoço, estará colaborando para in~icio das atividades e aulas a partir de fevereiro de 2012.

dia 06 de novembro - domingo -12:00h às 13:30h
Rua Jaborandi, 80 - Jardim Aeroporto
Campo Grande-MS
cardápio: pernil ao molho de maracujá, arroz, salada tropical, cremes ecológicos e prato surpresa. 
Investimento: R$ 15,00 (isento criança até 07 anos) - não serão servidos: marmitex e marmita
levar pratos e talheres
# vetado o uso de bebidas alcoólicas e tabaco
Participe do Seminário das 10 às 11:45h – adesão gratuita
Temas:
1) Recursos materiais: o supérfluo e o necessário
2) Família
3) Importância do perdão
4) Dependência química
5) O que é espiritismo

Palestra: "Valorização da vida: uma visão espírita sobre a morte", dia 02/11/2011 - 10 horas

A Federação Espírita de Mato Grosso do Sul convida a todos para a tradicional palestra a ser realizada no Dia de Finados, a convite da administração do Cemitério Parque das Primaveras.
A palestra será proferida por Luciano Montalli, Vice-diretor Administrativo da Federação Espírita de Mato Grosso do Sul - FEMS.
Data: 2 de novembro de 2011
Horário: 10 horas
Local: Cemitério Parque das Primaveras
Av. Senador Filinto Müller, 777 – V. Ipiranga
Campo Grande-MS

domingo, 30 de outubro de 2011

Finados na visão espírita

Dia dois de novembro é marcado pelo dia de finados, um feriado relacionado a morte.
A Doutrina Espírita nos mostra que somos Espíritos eternos e imortais. Quando encarnados, temos o corpo físico, o corpo espiritual (o perispírito) e o Espírito. Quando desencarnados, nos desligamos de nosso corpo físico. A vontade, a inteligência, as emoções, tudo está no Espírito.
Portanto, logo percebemos que a morte como conhecemos não existe. Ninguém morre, no sentido de acabar. O espírito é eterno e imortal. A morte então é uma passagem do plano físico para o plano espiritual. Isso se dá para que desenvolvamos nossas qualidades morais.
E embora tenhamos um grande desenvolvimento intelectual, a morte ainda não é bem entendida para a maioria de nós, mesmo os espiritualistas e até os espíritas, se tocarmos no sentido do apego. Embora o entendimento esteja na mente, o coração responde diferente.
Não é à toa que uma enorme quantidade de espíritos desencarnados expressarem suas dificuldades na vida de além túmulo, com relação as saudades de seus entes queridos, e vice-versa. E é este excesso de apego que cria situações extremamente desconfortantes, onde entramos em grande desequilíbrio nos momentos de separação mais brusca.
Mesmo quem entende a morte, sofre a dor da separação. Porém, é preciso modificar a nossa ideia acerca da vida, que não se resume a vida material, mas essencialmente a vida espiritual.
Nossos entes queridos são empréstimos de Deus para que possamos nos desenvolver cada vez mais. Mas que amor é esse, que desenvolvemos por eles, que em vez de pacificar nossa evolução, que em vez de fazer o bem, acaba prejudicando com o peso da saudade?
O dia de finados deve ser visto então como mais um dia em que devemos elevar nosso pensamento a Deus, orando fervorosamente por aqueles que já partiram, para que esta prece, feita sempre de coração, seja um alívio para aqueles que nós amamos e já partiram para a pátria espiritual.
A prece está entre os maiores bens que podemos fazer em benefício daqueles que já partiram, mas não é estagnada a apenas uma data no ano. Se quem partiu está na condição de sofrimento ou de perturbação, a prece será de grande benefício.
Se quem partiu está consciente, lúcido de sua realidade espiritual, da mesma forma, a prece chegará como um bálsamo ao coração de quem amou, pela lembrança e pelo carinho.
Vejamos o que nos dizem os Espíritos, através de Kardec em
"O Livro dos Espíritos":
321. O dia da comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos?
“Os Espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes dirigem seus pensamentos, como o fazem noutro dia qualquer.”
a) - Mas o de finados é, para eles, um dia especial de reunião junto de suas sepulturas?
“Nesse dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento.
323. A visita de uma pessoa a um túmulo causa maior contentamento ao Espírito, cujos despojos corporais aí se encontrem, do que a prece que por ele faça essa pessoa em sua casa?
“Aquele que visita um túmulo apenas manifesta, por essa forma, que pensa no Espírito ausente. A visita é a representação exterior de um fato íntimo. Já dissemos que a prece é que santifica o ato da rememoração. Nada importa o lugar, desde que é feita com o coração.” 

fonte: Mensagem da Associação de Divulgação da Doutrina Espírita-ADDE

sábado, 29 de outubro de 2011

Palestras e seminário com Haroldo Dutra em Campo Grande-MS, dias 29 e 30 de outubro de 2011


A viagem


Quando vai realizar uma simples viagem a um país estrangeiro, uma pessoa dotada de um mínimo de ordem e previdência tomará algumas medidas e precauções para evitar contratempos e dissabores. Assim, após providenciar o passaporte e o necessário visto de entrada naquela nação, ela vai procurar saber qual a estação do ano e a temperatura reinante, a língua ali falada, a moeda circulante e outras informações dessa natureza.
De posse desses dados, ela cuidará das passagens, da sua bagagem e de deixar todos os compromissos na pátria de origem devidamente organizados, para que os seus parentes e amigos não sejam perturbados por credores e outras contrariedades.
Tudo isso ela fará sem ter certeza de que concretizará a viagem, porquanto um obstáculo imprevisível poderá impedi-la de viajar.
Entretanto, para a grande viagem, a viagem que todos faremos, ou seja, para a morte, poucas pessoas estão preparadas, raras são as que procuram saber as condições de tempo e de espaço, o clima, a língua, a moeda, os meios de transporte, a alfândega e todos aqueles detalhes necessários para a viagem ao mundo espírita, ou mundo dos Espíritos, de onde viemos e para onde vamos retornar a qualquer momento.
Foi pensando nisso que resolvemos convidar o leitor para uma viagem imaginária ao mundo espírita, fazendo uma analogia com uma viagem aqui no mundo físico. Vamos nessa?
Os preparativos
Antes de mais nada, convém não esquecer que essa viagem terá início sem aviso prévio, de modo que a bagagem deverá estar sempre pronta, porquanto quando nascemos já recebemos a passagem de volta. Assim, é bom deixar todos os nossos papéis, contas e demais compromissos em ordem, para não amolar os que não irão conosco.
A moeda circulante no mundo espiritual é constituída pela inteligência, pelos conhecimentos e pelas qualidades morais, de acordo com o Espírito Pascal ("O Evangelho segundo o Espiritismo", Cap. XVI, Item 9). Serão estes recursos que nos garantirão um alojamento em um hotel de cinco, quatro, três, duas, ou apenas de uma estrela, ou um aposento de péssima categoria, ou, o que é ainda pior, o abandono pelas ruas, debaixo de pontes e entre malfeitores.
Esta será também a nossa única bagagem, pois de nada mais iremos precisar no nosso destino. Desse modo, cada um levará o que possuir daqueles valores.
Como os Espíritos se utilizam do pensamento para a comunicação, será ótimo que desenvolvamos o hábito de pensar muito, não esquecendo que desde já os nossos pensamentos são lidos pelas entidades desencarnadas, que são atraídas de acordo com a qualidade desses pensamentos. Serão estes Espíritos, afinizados conosco, que estarão nos esperando na chegada ao mundo espiritual. Como será ela? Vejamos a seguir. 
A chegada
Vamos comparar a nossa chegada no mundo dos Espíritos a uma chegada em um movimentado terminal aqui da Terra, seja ele uma estação rodoviária, ferroviária, do metrô ou ainda um aeroporto; as circunstâncias em todos eles são muito semelhantes. Com efeito, quando vamos embarcar ou quando acabamos de desembarcar em uma grande cidade, na qual estivemos apenas uma vez ainda na infância, se não tivermos alguém à espera e que conheça o local, vamos ter muitas dificuldades com as informações sobre os meios de transportes, hotéis, e se for em um país estranho, teremos ainda as complicações decorrentes da linguagem e da utilização da moeda.
Algo análogo acontece nessa nossa viagem. Neste exato momento (olhe o seu relógio), milhões de pessoas estão desencarnando, isto é, estão desembarcando no mundo dos Espíritos, e ali estamos nós, na nossa viagem imaginária. Olhamos para cá e para lá: ninguém conhecido se aproxima... Espíritos em tudo semelhantes a pessoas encarnadas, usando a roupagem perispiritual, circulam, passam por nós, afastam-se, cada um cuidando de sua própria vida. Ah! Por que não nos preparamos melhor para a viagem? Onde está o balcão de informações? Lá vem agora o oficial da alfândega! Certamente vai nos perguntar quem somos, de onde viemos e o que estamos fazendo aqui! E agora?
Nesse exato momento se aproxima uma pessoa gentil, que se oferece para nos ajudar e se identifica. É o nosso anjo guardião, aquele mesmo de quem tantas vezes ouvimos falar e a quem pouco valor demos. Mas ele não parece importar-se com a nossa ingratidão. Conversa com o oficial alfandegário, que se afasta meio desconfiado. Agora o guardião fica a sós conosco e tenta nos acalmar.
Ele tem enorme dificuldade para nos explicar que já estamos no plano espiritual, que atravessamos a "fronteira de cinzas" e que deveremos nos ambientar na nova vida. Diante da nossa perplexidade, ele nos toma pelo braço, a fim de nos afastarmos do ponto de chegada, onde vários Espíritos já nos olham com curiosidade. Eles sabem que somos recém-chegados! O que vai nos acontecer em seguida? 
Como é a vida no mundo espiritual
Os Espíritos dizem que, para nos informarem acerca das condições de vida no mundo em que estão, encontram o obstáculo de um indígena que, tendo realizado uma visita à civilização, tenta, ao retornar à tribo, explicar aos seus parentes e amigos as conquistas que viu, como, por exemplo, a televisão, o telefone, o fax, etc. Ou, ainda, de algo semelhante a descrever a um cego de nascença a luz e as cores.
Não obstante, temos que aguçar a nossa imaginação, porque já estamos, em nossa viagem, no mundo espírita. Aqui as condições ambientais não dependem da atmosfera ou do heliotropismo, mas do fluido cósmico universal. É ele que, por exemplo, serve de veículo ao pensamento, como o ar conduz o som na Terra. As trevas existem apenas para os Espíritos a elas condenados, que pensam inexistir a luz. A poluição reinante decorre dos maus pensamentos, assim como o saneamento depende da sua elevação.
A duração do tempo também é relativa à posição individual, pois para este Espírito um século pode parecer um segundo nosso, enquanto que para aquele o contrário é que se dá.
Existem praças, avenidas, ruas, casas, escolas, hospitais, Prefeitura, Cadeia, Fórum e outras repartições, com profissionais e servidores semelhantes aos nossos. Os meios de transporte são velozes e silenciosos, posto que os Espíritos possam locomover-se usando apenas o pensamento.
Por falar nisso, eis que se aproxima um agente oficial, querendo saber do nosso destino. O guardião já nos alertara de que isso aconteceria a qualquer momento. Esse agente é a nossa consciência, que, a partir de agora, passa a rebobinar o filme de nossa vida. Lances dela que já havíamos esquecido, ou que deixáramos para um exame futuro, chamam-nos para o ajuste de contas tantas vezes adiado, perante uma Justiça cuja balança é mais precisa do que a dos laboratórios científicos. Neste tribunal não adianta ajustar advogado de fora; seremos nós mesmos os nossos próprios juízes, proferindo a sentença relativa ao nosso modo de viver na Terra, e na decisão as circunstâncias atenuantes e agravantes serão consideradas nos mínimos detalhes, a ponto de qualquer delas, ainda que do peso de uma asa de colibri, influir no julgamento.
Quando a sentença transitar em julgado e dela não couber mais nenhum recurso, vamos ser levados para o local que merecermos, em perfeita consonância com aqueles valores já antes mencionados: a inteligência, os nossos conhecimentos e, sobretudo, as nossas qualidades morais. Somos ricos ou pobres deles? Cada um sabe exatamente a sua situação, bastando para isso uma profunda reflexão acerca do modo pelo qual vem rolando a sua vida. Mas, que tal voltamos rapidamente à Terra para essa reflexão? 
Era tudo um sonho!
Você acordou! Tudo não passou de imaginação, de um sonho. Mas de um sonho que se tornará realidade a qualquer instante. Com efeito, já compramos realmente o bilhete de volta no avião para o Além, de sorte que convém deixar a viagem preparada.
Eis aqui algumas sugestões para o grande retorno: uma leitura da segunda parte do livro "O Céu e o Inferno''", de Allan Kardec, onde estão 67 depoimentos de Espíritos nas mais diversas condições no mundo espiritual, sendo que uma delas será, sem nenhuma dúvida, a nossa, dependendo da semelhança com o modo de vida que o Espírito em comparação teve aqui na Terra; do Capítulo 3, do livro "Cartas e Crônicas", do Espírito Irmão X, pela psicografia do querido Chico Xavier, intitulada Treino para a morte, que nos dará muita informação sobre a vida de lá; do já mencionado Item 9, do Capítulo XVI, de "O Evangelho segundo o Espiritismo", para conhecermos a verdadeira propriedade, valendo para o mundo físico e para o mundo espiritual. E muita caridade, pois fora dela não há salvação.
Depois, é só apertar o cinto e boa viagem!
Eliseu Florentino da Mota Junior, revista Reformador, da FEB, de dezembro de 1994