domingo, 3 de abril de 2016

Oração pelo Brasil


Senhor!
Tu nos deste o Brasil por pátria de luz para o trabalho!
Ajuda-nos a viver de modo a nos transformarmos nos teus braços no mundo.
Contudo, nesta hora grave, pela qual passa o povo brasileiro, faze com que o Espiritismo nos permita contribuir de forma lúcida e competente.
Então, Senhor, concede-nos o momento para pedirmos por esta nação e, sobretudo, por nossa gente:
- Que nenhum brasileiro seja o símbolo da guerra;
- Que nenhum de nós fomente a discórdia e a desunião;
- Que nas lutas da vida nossas armas sejam a honestidade, a bondade, a dignidade e a força irrefreável do labor;
- Que nossas críticas ferinas sejam transmutadas no apoio moral e na ordem que do alto emana: Pacificai!
- Que as disputas no cenário político sejam um convite à reflexão; e que o refletir traduza a necessidade da ação por meio da disciplina e da democracia conscientes!
Irmãos!
Amemos o Brasil!
Confiemos nas milícias celestes que guiadas pelo Cristo nos inspiram força e coragem!
O poder no mundo é uma experiência na qual poucos triunfam.
Confiemos na bondade mesmo quando os homens dela se esquecerem!
Os espíritos do Senhor nos pedem:
- Amemos a Pátria do Cruzeiro!
Ao soldado importa a batalha.
Somos soldados do Cristo!
Nosso exército, porém, é de luz.
Então, irmãos, ouvi a nossa voz:
- Jovens, levantai e estudai! Usai a vossa inteligência e aplicai a vossa cultura consolando e alterando o panorama social.
- Pais, educai os vossos filhos! Não no consumo que domina, não na permissividade que os transforma em pequenos tiranos, mas na disciplina, no afeto, na negativa e na correção, firme ou fraterna, ajudando-os no rumo certo;
- Professores, assumi as vossas funções e educai;
- Advogados, honrai a vossa tradição e representai a justiça;
- Juízes, agi com probidade fazendo com que os brasileiros confiem em vosso juízo;
- Espíritas, tendes o Evangelho por pérola poderosa; tendes os ensinos de Jesus por fanal portentoso a vos iluminar. Segui confiantes, cooperando com o vosso esforço iluminando o planeta com o vosso exemplo!
Mas, se o Sol for, momentaneamente, obumbrado pelas densas nuvens do testemunho, coragem!
E enquanto vossas lutas purificam a vossa alma, continuai confiantes!
Tendes certeza: por mais trevosa que seja a noite as estrelas mais tênues fazem lume!
Quando em vossas horas de angústia sabei: dos páramos de luz e glória, espíritos celestes, a todos amando, bradam altissonantes:
- Confiai em Jesus!
Eurípedes Barsanulfo 

(Mensagem psicografada pelo médium Emanuel Cristiano em 19/12/2015 durante a Vibração de Natal do Centro Espírita “Allan Kardec” de Campinas/SP).
Emanuel Cristiano é bacharel em Filosofia formado pela PUC-Campinas, onde também concluiu seu mestrado em Ética. Atualmente, trabalha como professor universitário.
Médium desde a infância, educou suas capacidades mediúnicas ainda na adolescência. Desde então, trabalha na seara espírita, realizando palestras no Brasil e no exterior desde 1993.
É fundador e presidente do Centro de Estudos Espíritas Nosso Lar em Campinas, mas mantém vínculos de afeto e trabalho com o Centro Espírita “Allan Kardec”, onde iniciou seus estudos sistematizados da doutrina.
Na literatura, como médium, assinou Aconteceu na Casa Espírita e Bastidores da Mediunidade (do Espírito Nora), e Cartas ao Moço Espírita (do Espírito Wilson Ferreira de Mello), Memórias e Confissões - A Saga de um Espírito Convertido (do Espírito Pietro Augustus), todos da Editora Allan Kardec. É fundador e editor da revista Fidelidade Espírita.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A Força está na Filosofia...

Viana de Carvalho declarou através da psicografia de Divaldo Franco que o movimento espírita cresce, mas que a doutrina permanece esquecida, quando não mutilada em muitos de seus aspectos.

O movimento espírita tem crescido. Segundo a Encyclopaedia Britannica, em 2005 estimava-se a existência de 10 milhões de espíritas no mundo inteiro. Os dados do IBGE, conforme o censo brasileiro de 2000, apontam para 2.262.401 de espíritas em um total de 169.872.856 brasileiros. Ou seja, 1,33% da população brasileira declara-se espírita.

O Brasil é o país com maior número de profitentes da Doutrina Espírita. O movimento espírita brasileiro, com seus esforços de estudo e divulgação, tem conseguido resultados muito eficientes quanto à aceitação do Espiritismo como religião. A este respeito deve-se considerar as informações do relatório do censo, conforme o sítio do próprio IBGE:

“Segundo a publicação, entre as religiões mais numerosas, os espíritas apresentaram os melhores indicadores, tanto de escolaridade (98,1% são pessoas de 15 anos ou mais de idade alfabetizadas), como de rendimento: 8,4% deles ganhavam mais de 20 salários mínimos, enquanto para o total da população, apenas 2,7% tinham esse rendimento. Entre aqueles que ganhavam até 1 salário mínimo, os espíritas tinham a menor proporção (7,9%).”

Vê-se que o Espiritismo tem alcançado com mais intensidade as camadas mais esclarecidas da sociedade.

O movimento espírita, como esforço humano para o estudo, a vivência e a divulgação do Espiritismo, tem contribuído para estes resultados. Entretanto devemos considerar os resultados efetivos destes números para a verdadeira contribuição que o Espiritismo deve desempenhar na Terra. Segundo Allan Kardec, o codificador, “pelo Espiritismo a humanidade deve entrar numa nova era de progresso moral, que lhe é conseqüência inevitável” – declara ele na conclusão de O Livro dos Espíritos. E consoante este propósito, é justo perguntar:

Como está o entendimento e a vivência do Espiritismo?

Em diferentes localidades, temos encontrado companheiros do movimento espírita preocupados com as atitudes e posturas de muitos espíritas que – estranhamente – conflitam com os preceitos doutrinários recomendados pelo Espiritismo. São atitudes de conflito desnecessárias, posturas de absolutismo em pontos de crença, segmentação do conhecimento espírita, retirando-lhe a integridade científico-filosófico-religiosa caracterizada em seus fundamentos; desconhecimento dos fundamentos teóricos doutrinários e conseqüentes práticas mediúnicas equivocadas, etc. Atônitos ante os descalabros de ações – que mais atrapalham que auxiliam, vimos companheiros de lide espírita a se perguntar o que está ocorrendo...

Em nossa visão a resposta é clara: como movimento estamos apostando numa estratégia equivocada: Salientamos a riqueza do tesouro, mas raros sabemos do que se trata!

Novamente recuperamos a palavra de Allan Kardec:

“Falsíssima idéia formaria do Espiritismo quem julgasse que a sua força lhe vem da prática das manifestações materiais e que, portanto, obstando-se a tais manifestações, se lhe terá minado a base. Sua força está na sua filosofia, no apelo que dirige à razão, ao bom-senso.”

O Espiritismo é doutrina educativa. Nasce como esforço educacional que emana dos Espíritos e tem por propósito a renovação da cultura humana pela compreensão de que o Espírito não é uma entidade sobrenatural, mas uma das potências da natureza. A principal implicação deste fato é a revisão dos arcabouços da ciência, pela introdução de um novo conceito estrutural – a saber, o espírito como elemento inteligente do universo. Considerando a ação do espírito no Universo, a ciência renova-se em suas percepções e explicações. Daí decorre toda uma nova formulação sobre o Mundo, sobre a explicação dele. Esta formulação ocorre no entendimento humano, renovado pelo conhecimento revelado pelos Espíritos, e necessariamente ponderado pelo crivo da razão humana.

Mas como construir um novo modelo sobre o mundo sem conhecer os elementos que fundamentam tal construção? Em outras palavras: como ver o mundo através da doutrina espírita sem entender a própria doutrina espírita? Como adotar atitudes conseqüentes da fé raciocinada – aquela que pode encarar a razão face a face – sem que a razão tenha sido preparada para debruçar-se sobre as graves questões da Vida?

A força do Espiritismo está em sua filosofia... E é por isto que devemos empregar nosso tempo por estudá-lo, por refleti-lo, por meditá-lo... Sem este esforço não alcançaremos qualquer resultado efetivo.

E ante a exigüidade do tempo que a atual existência nos coloca, como alunos matriculados na escola que devem aproveitar o ano letivo, refletimos sobre a conclamação de André Luiz, em sua obra mais famosa, Nosso Lar:

“Irmãos que estais na Terra... Acendei vossas luzes antes de atravessardes o portal da Grande Sombra! Buscai a Verdade antes que ela vos surpreenda! Suai agora, para não chorardes depois...”

André Henrique de Siqueira
Brasília, outubro de 2007
André Henrique de Siqueira é Doutor em Ciência da Informação pela UnB e bacharel em Ciência da Computação pela UFRN, é especializado em Arquitetura da Informação. Em 1996 publicou um dos primeiros sites espíritas no Brasil. Desde 1979 atua como evangelizador e coordenador de grupos de estudos sistematizados do Espiritismo. Tem mantido uma agenda de palestras sobre a temática espírita por todo o país. É servidor público federal no Banco Central do Brasil, professor em diferentes cursos de Pós-Graduação Lato e Strito Senso e cooperador do Espiritismo.Net desde 2001.

Palestra - A morte do paradigma materialista: uma nova concepção espiritual proferida por André Henrique de Siqueira


A palestra será transmitida ao vivo, proferida por André Henrique de Siqueira, Doutor em Ciência da Informação pela UnB e bacharel em Ciência da Computação pela UFRN, é especializado em Arquitetura da Informação. Em 1996 publicou um dos primeiros sites espíritas no Brasil. Desde 1979 atua como evangelizador e coordenador de grupos de estudos sistematizados do Espiritismo. Tem mantido uma agenda de palestras sobre a temática espírita por todo o país. É servidor público federal no Banco Central do Brasil, professor em diferentes cursos de Pós-Graduação Lato e Strito Senso e cooperador do Espiritismo.Net desde 2001.
Data: 19/11/2015 - 4ª feira
Local: Instituto de Cultura Espírita de Mato Grosso do Sul - ICEMS
Rua 26 de agosto, 850 - Centro (em frente ao SESC Horto)
Campo Grande-MS
Realização: ABRAPE-MS e AME-MS

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Palestra: A morte na visão espírita

Palestra: A morte na visão espírita
Dia 2 de novembro de 2015 - sábado - 10 horas
No Cemitério Parque das Primaveras
Av. Senador Filinto Muller, 2.211 - Jardim Parati
Campo Grande-MS
Realização: Federação Espírita de Mato Grosso do Sul

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A Doutrina Espírita tem um caráter eminentemente pedagógico

Essa entrevista foi realizada em 2008 pelo nosso amigo Orson Peter Carrara para a revista semanal O Consolador, com o Pedagogo Walter Oliveira Alves, mas é sempre atual. Apenas atualizei os links.
Vale a pena ler.
Abraço a todos
Ronaldo


A Doutrina Espírita tem um caráter eminentemente pedagógico
Uma visão da educação por parte de um pedagogo espírita,
que diz ser urgente investir na Casa Espírita auxiliando
o preparo psicopedagógico dos trabalhadores da
área infanto-juvenil e das demais áreas
Formado em Pedagogia, Filosofia e História da Educação e Psicologia da Educação e Didática, Walter Oliveira Alves é diretor do IDE – Instituto de Difusão Espírita, de Araras (SP), cidade onde nasceu e reside.
Espírita há 35 anos, palestrante e escritor, são de sua autoria os seguintes livros, todos publicados pelo IDE: Deus, Nosso Pai (voltado para a criança), Educação do EspíritoIntrodução ao Estudo da Pedagogia EspíritaPrática Pedagógica na Evangelização (vols. I, II e III) e O Teatro na Educação do Espírito.
De sua dedicação à educação, nasceram o conhecido      Encontro      Anual         de
Evangelização, os dinâmicos sites de pedagogia e a Revista Pedagógica Espírita, assuntos sobre os quais Walter concedeu-nos a seguinte entrevista:


O Consolador: De onde seu interesse pela Pedagogia? E como entender a Pedagogia Espírita?

Meu interesse pela pedagogia vem desde criança. Sempre quis ser professor. Mas o interesse aumentou quando do meu contato com a Doutrina Espírita. Entendemos por Pedagogia em geral, e especialmente por Pedagogia Espírita, a ciência e a arte da educação, o processo através do qual se desenvolve o "germe" da perfeição no íntimo de cada um, Espíritos imortais que somos, filhos e herdeiros de Deus. É o desenvolvimento gradual e progressivo das potências da alma, através do exercício do amor e do conhecimento da verdade, verdade relativa ao nosso estado evolutivo, ou seja, das leis que regem nossas vidas e principalmente do  "conhecimento de si mesmo". A Pedagogia Espírita representa o retorno do AMOR e da VERDADE UNIVERSAL ao cenário pedagógico da humanidade através da coragem de expressar essa verdade sem preconceitos, sem meias verdades, como fez Eurípedes Barsanulfo.

O Consolador: Foi a experiência com os Encontros Anuais para formação de Evangelizadores, em Araras, que culminou com o lançamento da Revista Pedagógica Espírita?
A idéia de criar a Revista Pedagógica Espírita, bem como o site http://www.pedagogiaespirita.net.br/,  nasceu em Nova York, por ocasião de nossa viagem aos Estados Unidos, num ciclo de seminários e palestras sobre Educação Espírita. Por isso, o site ou portal Pedagogia Espírita tem caráter internacional. Hoje, a Revista Pedagógica Espírita conta com colaboradores de várias partes do mundo, Estados Unidos, Brasil e vários países da Europa.

O Consolador: De onde surgiu a iniciativa dos já tradicionais Encontros de Evangelizadores, em Araras, sempre realizados durante os feriados de carnaval?
O Encontro no período do carnaval começou há 23 anos, devido a necessidade de preparar evangelizadores em nossa região. Nos primeiros anos atendia apenas a região de São Paulo, depois estendeu-se a todo o Brasil e a alguns confrades de outros países.

O Consolador: Os sites vinculados à publicação que estréia já estão ativos? Cite-os por favor e apresente um resumo deles.
Nascido em Nova York, o site http://www.pedagogiaespirita.net.br/  tem o objetivo de auxiliar os educadores espíritas, em especial os evangelizadores. Consta de vários itens como: 1. Revista Pedagógica Espírita; 2. Escola Virtual, com cursos on-line gratuitos; 3. Evangelização, com link para o site abaixo; 4. Escola Espírita, correspondendo a estudos sobre a aplicação pedagógica em uma escola genuinamente espírita e 5. TV Educar - uma TV pela internet voltada para a educação que deverá ser ativada apenas em meados deste ano. O site http://www.pedagogiaespirita.net.br/ é voltado para auxiliar o trabalho do evangelizador espírita.

O Consolador: Como são organizados os encontros anuais em Araras? Qual o critério e quais as didáticas aplicados?
Os encontros são organizados por uma equipe pedagógica e visa oferecer embasamento teórico e subsídios para a prática pedagógica na Evangelização, bem como oficinas de artes: música, teatro, dança, artes plásticas e literatura infantil.

O Consolador: Como você tem visto pelo país a aplicação da pedagogia espírita nas instituições?
A nosso ver, a Doutrina Espírita tem um caráter eminentemente pedagógico. Ao apresentar o homem como um Espírito em um processo evolutivo, num constante "vir-a-ser", desenvolvendo gradualmente as potências da alma, o "germe da perfeição" ou o Reino a que se referiu Jesus, a Doutrina Espírita se torna um roteiro pedagógico para toda a humanidade. Faz renascer o Evangelho de Jesus em toda a sua pureza primitiva, como bem citado por Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo, e, ao mesmo tempo, oferece novos conhecimentos que Jesus, como Mestre por excelência, não poderia naquela ocasião ensinar, devido ao grau evolutivo dos "alunos" da época. Nesse sentido, a Pedagogia Espírita está presente hoje na mente e no coração dos educadores espíritas, sejam professores, evangelizadores ou pais. Está presente nos jovens e adultos que labutam na evangelização infanto-juvenil, que palestram nas Casas Espíritas, que participam dos grupos de estudos, nas atividades assistenciais exercitando e exemplificando o amor ao próximo.   

O Consolador: Uma das grandes dificuldades do movimento espírita tem sido o preparo – ou o despreparo – de trabalhadores nessa área (infância e mocidade), especialmente o desinteresse de muitos dirigentes para a essencial questão. Como vencer isso?
O progresso se faz lentamente, mas está ocorrendo. Exatamente por não ser elitista, a pedagogia espírita amplia seus estudos em todos os campos do saber humano. Mas hoje é urgente investir na Casa Espírita, auxiliando o preparo psicopedagógico dos trabalhadores, não só da infância e juventude, mas de todas as áreas.  A Casa Espírita representa hoje a Escola Espírita em toda a sua simplicidade, beleza e dinamismo, oferecendo as bases para a construção do conhecimento dentro de cada um, da divulgação da VERDADE UNIVERSAL, ou seja, desse conhecimento que liberta a alma de preconceitos e dogmas e, ao mesmo tempo, incentiva a prática do AMOR.  

O Consolador: Qual a melhor dica para prender a atenção da criança e transmitir o ensino espírita?
A educação, em seu aspecto global, não se limita ao ensino espírita. O conhecimento é necessário e indispensável, mas não suficiente. A Educação do Espírito tem como objetivo o desenvolvimento integral do Espírito, as potências da alma, em todos os aspectos,  intelectual (aspecto cognitivo),  moral e afetivo (aspecto afetivo) e na vontade (aspecto volitivo). O próprio conhecimento que a Doutrina Espírita oferece, de forma clara, dentro da estrutura deixada por Allan Kardec, a partir de O Livro dos Espíritos, é tremendamente atrativo para as crianças e especialmente para os jovens. Temas como reencarnação, imortalidade da alma, lei de causa e efeito, pululam por toda parte, nos filmes, documentários e até mesmo nas novelas da televisão. 
A Casa Espírita tem, pois, o objetivo de esclarecer, de tirar dúvidas e oferecer esse conhecimento de forma autêntica e profunda, através das obras de Kardec e demais obras espíritas, psicografadas ou não. Mas a criança, o jovem e todos nós aprendemos vivenciando, em seu aspecto intelectual, afetivo e volitivo. Deve-se trabalhar o "querer", o sentimento e o intelecto, de forma integrada. Vemos isso em Pestalozzi quando afirma que a criança deve ser estimulada na inteligência, no sentimento e nos sentidos (método intuitivo). Alias, é de Pestalozzi a melhor definição de educação, que pode muito bem ser utilizada por todos nós:  a educação é "o desenvolvimento natural, progressivo e harmonioso de todos os poderes e faculdades do ser".

O Consolador: Qual a importância da arte (música, teatro, dança, artes plásticas e atividades pedagógicas) na educação do Espírito?
A arte exerce enorme influência tanto no aspecto afetivo como no aspecto volitivo. Como atividade criadora por excelência, vem ao encontro das necessidades de movimento, expansão e ação das crianças, jovens e adultos. Não apenas ação motora, mas os movimentos intensos da própria alma na expansão profunda do sentir e do querer. À Educação Espírita cabe a tarefa de conduzir essa criatividade para os canais superiores da vida.

O Consolador: Para quem está distante e não tem oportunidade ou recurso para participar de eventos de preparo e reciclagem como os realizados em Araras, mas possui dentro de si muito amor e boa vontade, que recursos você indica para tornar as aulas agradáveis e atraentes?
Sugerimos acessar o site http://www.pedagogiaespirita.net.br/, no qual são ministrados alguns cursos gratuitamente. O participante poderá também participar da lista pedagogia espírita, ampliando assim, através de trocas de idéias, estudos e prática, a sua visão da educação em seu aspecto integral: a educação do Espírito.

O Consolador: Para quem quiser assinar a revista, quais os contatos? Ela é uma publicação voltada para a prática pedagógica, como indica seu título?
Ela é voltada tanto para a teoria como para a prática. A assinatura poderá ser feita no site http://www.pedagogiaespirita.net.br/

Comemoração ao Mês de Kardec 2015 com Ana Jaicy Guimarães em Campo Grande-MS - Palestra: Perturbações do cotidiano e Seminário: Penas e recompensas

Programação:


31/10/2015 - sábado - 19h30m
Palestra: Perturbações do cotidiano

01/11/2015 - domingo - 8h30m
Seminário: Penas e recompensas

Local:

na Câmara Municipal de Campo Grande
Av. Ricardo Brandão, 1600 - Jatiúca Park
Campo Grande-MS

Palestrante:

Ana Jaicy Guimarães é Professora, médium e oradora espírita há mais de 30 anos, tendo realizado palestras, seminários e conferências em todo Brasil, Índia e Estados Unidos. É Diretora do Centro Espírita Caminho da Esperança, no Rio de Janeiro-RJ.

Realização:

Os eventos são uma realização do Instituto de Cultura Espírita de Mato Grosso do Sul com apoio da Federação Espírita de Mato Grosso do Sul.

Os eventos são gratuitos e públicos.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Palestra: Penas Eternas ou Penas Duráveis - Dia 04/07/2015 - 19:30hs Local: Centro Espírita Discípulos de Jesus


Dia 04/07/2015 - 19:30hs
Local: Centro Espírita Discípulos de Jesus
Rua Maracaju, 244 - Centro
Campo Grande - MS
Telefone: (67) 3321-9554
Sandra Borba Pereira é Professora Doutora em Fundamentos da Educação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Presta sua colaboração ao Quadro de Voluntários da Federação Espírita Brasileira, em cursos de formação, sobretudo, na área da evangelização espírita infanto-juvenil. Pela Federação Espírita do Paraná, lançou três livros: Reflexões pedagógicas à luz do Evangelho, em 2009; Saberes necessários à Evangelização Infanto-Juvenil (esse em coautoria com Cláudia Farache) e Cotidiano em reflexões espíritas, em 2014. Articulista, expositora e evangelizadora espírita, é atualmente diretora do Departamento de Infância e Juventude da Federação Espírita do Rio Grande do Norte e assessora da área de Evangelização Infantil da Região Nordeste, junto à Federação Espírita Brasileira.

Encontro Estadual de Evangelizadores e Monitores da Área de Estudos - dias 4 e 5 de julho de 2015 - no Centro Espírita Caminheiros de Jesus, Chácara Estrela do Sul - Campo Grande-MS

A Federação Espírita de Mato Grosso do Sul -  FEMS, realizará nos dias 4 e 5 de julho de 2015,  o Encontro Estadual de Evangelizadores e Monitores da Área de Estudos.
O evento, que será desenvolvido por Sandra Borba Pereira e Miriam Dusi em forma de seminário, acontecerá no Centro Espírita Caminheiros  de Jesus, Chácara Estrela do Sul, com início no sábado às 8h30 e término no domingo às 11h30.

Contamos com a presença de todos para que, juntos, possamos aprimorar e fortalecer a tarefa de evangelização espírita de crianças, jovens e adultos em nosso Estado.
As vagas são limitadas e a inscrição terá um custo de R$ 20,00. A ficha de inscrição poderá ser solicitada via e-mail: fems@fems.org.br

Sandra Borba Pereira é Professora Doutora em Fundamentos da Educação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Presta sua colaboração ao Quadro de Voluntários da Federação Espírita Brasileira, em cursos de formação, sobretudo, na área da evangelização espírita infanto-juvenil. Pela Federação Espírita do Paraná, lançou três livros: Reflexões pedagógicas à luz do Evangelho, em 2009; Saberes necessários à Evangelização Infanto-Juvenil (esse em coautoria com Cláudia Farache) e Cotidiano em reflexões espíritas, em 2014. Articulista, expositora e evangelizadora espírita, é atualmente diretora do Departamento de Infância e Juventude da Federação Espírita do Rio Grande do Norte e assessora da área de Evangelização Infantil da Região Nordeste, junto à Federação Espírita Brasileira.

Miriam Dusi atua junto à evangelização de crianças e jovens e entende o livro espírita como precioso tesouro para esclarecer os corações e as mentes infantojuvenis. É psicóloga com especialização em psicopedagogia e mestrado na área de desenvolvimento humano. Autora da obra: A Grande Viagem, publicada pela Edicei Editora, e coordenadora de Sublime Sementeira: a evangelização infantojuvenil, publicada pela FEB Editora.

sábado, 20 de junho de 2015

Como manter o Espiritismo

"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios." 
Bezerra de Menezes, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Essa mensagem não é recente, mas é sempre atual e leva-nos a reflexões importantes. Abaixo a mensagem completa recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião da Comunhão Espírita Cristã, em 20 de abril de 1963, em Uberaba, MG, transcrita na revista Reformador, da Federação Espírita Brasileira, de dezembro de 1975 e republicada na Reformador de agosto de 2011, sob o título Unificação.

Unificação
O serviço da unificação em nossas fileiras é urgente mas não apressado. Uma afirmativa parece destruir a outra. Mas não é assim. É urgente porque define objetivo a que devemos todos visar; mas não apressado, porquanto não nos compete violentar consciência alguma. Mantenhamos o propósito de irmanar, aproximar, confraternizar e compreender, e, se possível, estabeleçamos em cada lugar, onde o nome do Espiritismo apareça por legenda de luz, um grupo de estudo, ainda que reduzido, da Obra Kardequiana, à luz do Cristo de Deus.
Nós que nos empenhamos carinhosamente a todos os tipos de realização respeitável que os nossos princípios nos oferecem, não podemos esquecer o trabalho do raciocínio claro para que a vida se nos povoe de estradas menos sombrias.
Comparemos a nossa Doutrina Redentora a uma cidade metropolitana, com todas as exigências de conforto e progresso, paz e ordem. Indispensável a diligência no pão e no vestuário, na moradia e na defesa de todos; entretanto,
não se pode olvidar o problema da luz. A luz foi sempre uma preocupação do homem, desde a hora da furna primeira. Antes de tudo, o fogo obtido por atrito, a lareira doméstica, a tocha, os lumes vinculados às resinas, a candeia e, nos tempos modernos, a força elétrica transformada em clarão.
A Doutrina Espírita possui os seus aspectos essenciais em configuração tríplice. Que ninguém seja cerceado em seus anseios de construção e produção. Quem se afeiçoe à ciência que a cultive em sua dignidade, quem se devote à filosofia
que lhe engrandeça os postulados e quem se consagre à religião que lhe divinize as aspirações, mas que a base kardequiana permaneça em tudo e todos, para que não venhamos a perder o equilíbrio sobre os alicerces em que se nos levanta a organização.
Nenhuma hostilidade recíproca, nenhum desapreço a quem quer que seja. Acontece, porém, que temos necessidade de preservar os fundamentos espíritas, honrá-los e sublimá-los, senão acabaremos estranhos uns aos outros, ou então cadaverizados em arregimentações que nos mutilarão os melhores anseios, convertendo-nos o movimento e libertação numa seita estanque, encarcerada em novas interpretações e teologias, que nos acomodariam nas conveniências do plano inferior e nos afastariam da Verdade.
Allan Kardec, nos estudos, nas cogitações, nas atividades, nas obras, a fim de que a nossa fé não se faça hipnose, pela qual o domínio da sombra se estabelece sobre as mentes mais fracas, acorrentando-as a séculos de ilusão e sofrimento.
Libertação da palavra divina é desentranhar o ensinamento do Cristo de todos os cárceres a que foi algemado e, na atualidade, sem querer qualquer privilégio para nós, apenas o Espiritismo retém bastante força moral para se não
prender a interesses subalternos e efetuar a recuperação da luz que se derrama
do verbo cristalino do Mestre, dessedentando e orientando as almas. Seja Allan Kardec, não apenas crido ou sentido, apregoado ou manifestado, a nossa bandeira, mas suficientemente vivido, sofrido, chorado e realizado em nossas próprias vidas. Sem essa base é difícil forjar o caráter espírita-cristão que o mundo conturbado espera de nós pela unificação.
Ensinar, mas fazer; crer, mas estudar; aconselhar, mas exemplificar; reunir, mas alimentar. Falamos em provações e sofrimentos, mas não dispomos de outros veículos para assegurar a vitória da verdade e do amor sobre a Terra. Ninguém edifica sem amor, ninguém ama sem lágrimas.
Somente aqui, na vida espiritual, vim aprender que a cruz de Cristo era uma estaca que Ele, o Mestre, fincava no chão para levantar o mundo novo. E para dizer-nos em todos os tempos que nada se faz de útil e bom sem sacrifíciosmorreu nela. Espezinhado, batido, enterrou-a no solo, revelando-nos que esse é o nosso caminho – o caminho de quem constrói para Cima, de quem mira os continentes do Alto.
É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios.
Respeito a todas as criaturas, apreço a todas as autoridades, devotamento ao bem comum e instrução do povo, em todas as direções, sobre as Verdades do espírito, imutáveis, eternas.
Nada que lembre castas, discriminações, evidências individuais injustificáveis, privilégios, imunidades, prioridades.
Amor de Jesus sobre todos, verdade de Kardec para todos.
Em cada templo, o mais forte deve ser escudo para o mais fraco, o mais esclarecido a luz para o menos esclarecido, e sempre e sempre seja o sofredor o mais protegido e o mais auxiliado, como entre os que menos sofram seja o maior aquele que se fizer o servidor de todos, conforme a observação do Mestre Divino.
Sigamos para a frente, buscando a inspiração do Senhor.
BEZERRA
(Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião da Comunhão Espírita Cristã, em 20-4-1963, em Uberaba, MG, transcrita de Reformador de dezembro de 1975, p. 275.)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Palestra e noite de autógrafos com Wellerson Santos - Livro: Sob a Luz do Evangelho, no auditório do Sebrae, Campo Grande-MS, dia 30/01 - 19:30hs

Será uma noite de confraternização, arte e cultura espírita!
Além do lançamento do livro Sob a Luz do Evangelho, haverá a apresentação de gala do Coral Espírita Irmã Scheilla, de Belo Horizonte, com participação do Coral Espírita Scheilla, de Campo Grande. A renda do livro será revertida para a Fraternidade Sem Fronteiras.
A ONG está atendendo mais de 1000 crianças órfãs em Moçambique, África.

Palestra com Décio Iandoli Jr em Campo Grande, dia 31/01, sábado, 18:30hs - Centro Espírita Casa do Caminho


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Aíla Luzia Pinheiro de Andrade faz palestras em Campo Grande nesse final de semana

Aíla Luzia Pinheiro de Andrade possui graduação em Licenciatura em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (1998), graduação em Bacharelado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2000), mestrado (2003) e doutorado (2008) em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Carta Aos Hebreus, atuando principalmente nos seguintes temas: Messianismo, Philon de Alexandria, Flávio Josefo, Judaísmo, Targum, Midrash, Talmud.
É professora na Universidade Católica de Fortaleza e pesquisa muito sobre o Egito, Mesopotâmia e Israel. 
Para ver a programação clique na imagem abaixo.


sábado, 25 de outubro de 2014

Convite da FEMS para Palestra e Seminários do Dr. Alberto Almeida, dias 1º e 2 de novembro em Campo Grande-MS

Alberto Almeida nasceu em Belém (PA).
É médico homeopata e terapeuta com formação em Psicologia Transpessoal, Terapia Sistêmica Familiar e Terapia Regressiva a Vivências Passadas.
É um dos oradores espíritas mais requisitados nas conferências que são realizadas por todo o território nacional.

Não estrague o seu dia


sábado, 27 de setembro de 2014

As novas formações familiares

Há cerca de 20 anos, ocorreu numa casa espírita fluminense o seguinte episódio: um expositor fazia uma palestra sobre família. Em dado momento, ele disse que se há só a mãe e o filho, não é uma família. Faltava um elemento: o pai. Por isso, mãe e filho não bastavam para formar uma família. No momento em que ele dizia isso, uma moça, mãe solteira que ia a um centro espírita pela primeira vez, entrava para assistir à palestra e ficou em pé, olhando para ele, extremamente incomodada com o que ouvira. E com toda razão. Afinal, ela e o filho, se não eram uma família, seriam o que, então? 

Semanas depois, num treinamento interno, esse e todos os outros expositores foram devidamente orientados a não fazer esse tipo de comentário. Afinal, a ausência da figura paterna não desqualifica uma família. O tempo passou, e pesquisas recentes traduzem em dados o que todos já sabem: o perfil da família mudou. 

O educador e expositor espírita Álvaro Chrispino, em um seminário intitulado “O Espírita do século 21”, chama atenção, entre outros tópicos, para a necessidade de o espírita estar cada vez mais preparado para receber famílias comandadas por mães solteiras e pais solteiros, crianças criadas por avós, casais homossexuais que levam uma vida digna e resolveram adotar uma criança... 

Durante muito tempo, nos acostumamos a crer que família são pai, mãe, filhos e demais parentes. Quando muitos casais começaram a se separar e outras tantas pessoas (mulheres e homens) optaram por ter filhos sozinhas, pensou-se: – Meu Deus, a família acabou! Ledo engano. O conceito de família é que está se ampliando. 

A “Revista O Globo”, de 12 de outubro de 2008, traz, em reportagem de capa, a história do médico Sérgio D’Agostini, um bem-sucedido homem solteiro de 43 anos, morador da Zona Sul carioca. Sérgio adotou um menino recém-nascido, filho de uma moradora de rua, portador de várias doenças herdadas dos pais. Em três tempos, pôs a vida do garoto em dia, mas pôs a sua de cabeça para baixo e descobriu a saudável rotina de ser pai solteiro. A reportagem cita, ainda, que já havia 80 homens solteiros na fila da adoção. Homens que têm todo o direito de serem chamados de família quando estiverem cuidando de seus filhos adotivos. 

A pergunta 775, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, diz: “Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?”. Resposta: “Um agravamento do egoísmo.” Veja bem, laços de família. Há mais de uma forma de dar esse laço firme. E achar que só existe um tipo de família (pai, mãe e filhos) e torcer o nariz para quem não se enquadra nesse padrão é contribuir para o agravamento do egoísmo.   
Casamentos entre homem e mulher com nascimento de filhos sempre haverá. E fazemos votos que sejam casamentos felizes. Mas o andar da carruagem humana está mostrando que há outros modelos de família. E se há, é porque pessoas que não se enquadram naquilo que se convencionou como padrão querem ser solidárias, dar amor, conduzir uma criança pela vida... 

Como fazemos parte da grande família humana, ajudemos para que essas novas formações familiares sejam bem acolhidas na casa espírita. 


Artigo publicado em O Consoladornº 131, de 10 de novembro de 2009. O autor, Marcelo Teixeira é expositor espírita, dirigente do Departamento de Divulgação da União Municipal Espírita de Petrópolis (UMEP), jornalista e publicitário.

A omissão dos bons - Falta de energia não é bondade.

Várias questões de O Livro dos Espíritos figuram entre as minhas preferidas. A 932 é uma delas.

“932. Por que, no mundo, tão amiúde a influência dos maus sobrepuja a dos bons?”
“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”

Conheço gente que pensa serem o bem e o mal duas forças antagônicas e de igual poder que vivem em eterna luta. É a visão maniqueísta, sobre a qual já falei no livro Inquietações de um espírita.

É equivocado achar que o bem e o mal têm igual potência. O mal é somente a ausência do bem. Só isso. Quando o bem chega, o mal bate em retirada. É como a escuridão: ao acendermos uma luz, um fósforo que seja, a escuridão perde a força. Se a rua está às escuras e acendemos a luz do quarto, não é a escuridão que entra pela janela, é a luz que sai por ela.

Para quem acha que estou sendo um tanto piegas, vamos a exemplos com mais sustança, como dizem os antigos.

O livro Libertação, do espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier, mostra um vasto local de baixíssima vibração espiritual comandado por uma entidade astuta, mas profundamente infeliz, porque se mostra enredada em planos de ódio e vingança. Para pô-los em prática, comanda diversos espíritos igualmente infelizes, que cumprem suas ordens, atuando sobre o psiquismo de várias criaturas encarnadas. A equipe da qual André Luiz faz parte inicia, então, com amor, coragem e paciência, uma plano que aos poucos vai conduzindo aquelas almas à redenção de si mesmas pelo trabalho de reerguimento moral. Ao final do livro, a mãe do, digamos, chefe do bando aparece, esplendorosa, nimbada de luz para buscar o filho, que não a encontrava havia muito tempo, visto que, tão logo desencarnou, se deixou levar por sentimentos inferiores. Ele, então, emocionado ante a presença da mãe, deixa cair toda a máscara de crueldade, revela-se frágil, carente, a mãe o leva embora e a luz do bem se faz presente, inundando o lugar de paz. O bem não foi tímido, foi audacioso, trabalhou de forma diligente e o mal se dissipou.

Outro ótimo exemplo está no livro Sexo e Obsessão, de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo P. Franco. No livro, o Marquês de Sade (sim, ele mesmo!), espírito altamente vinculado ao sexo vicioso – tanto que a palavra sadismo deriva de seu nome – embora séculos depois de sua morte, é também surpreendido, no plano espiritual, pela presença da mãe. E com o concurso dos amigos espirituais (sim, eles mesmos!), é iniciado um processo de redenção daquela alma, pois o bem sempre vence.

Assim também deve ser conosco. Somos de fato muito tímidos quando nos defrontamos com o mal. E não estou falando do mal enorme, simbolizando por um vampiro, uma assombração ou coisa que o valha. Tampouco estou falando do bem em grandes proporções. Aliás, precisamos parar de achar que bem e mal são coisas de grandes escalas. Também são, mas podem estar presentes igualmente nas pequenas ações do dia a dia.

É curioso esse dado do ser humano. Achar que para fazer o bem é necessária grande soma em dinheiro, feitos grandiosos etc. Conheço gente que diz ter o sonho de construir um hospital se ganhasse na loteria. De fato é um sonho louvável, mas enquanto isso, os bancos de sangue vivem vazios, suplicando por doadores, e quase ninguém aparece para doar sangue. Por essa razão, o mal, representado por doentes necessitados e por baixos estoques de sangue, prospera. E prospera por quê? Por fraqueza dos bons, traduzida em preguiça, falta de interesse, medo da agulha... E eu falo isso de cadeira, pois sou doador de sangue.

Fiz meu primeiro curso universitário à noite no Rio de Janeiro, morando em Petrópolis. À época (1988 a 1992), os ônibus Rio-Petrópolis-Rio não possuíam ar condicionado. Nos dias quentes, era necessário abrir a janela para refrescar o ambiente. Só que havia janelas que não eram janelas, eram vidros fixos. Quem viaja muito em ônibus interurbanos sabe que, dependendo da poltrona comprada, senta-se ao vidro, e não à abertura da janela. Eu, como viajava sempre, já sabia quais assentos eram janelas e quais eram vidros.

Certa vez, num dia quente de verão, cheguei cedo à Rodoviária Novo Rio e comprei janela. Fui então lanchar. Quando embarquei no ônibus, havia um homem sentado no assento de janela que eu havia comprado. Em suma, ele comprou um assento que era no vidro, e não na abertura da janela, e sentou-se no meu lugar. Ele, então, de forma autoritária, despachando-me, disse para que eu sentasse no lugar dele, que era janela também. Eu sabia que não era, mas por covardia moral sentei-me e vim emburrado para casa, julgando-me o homem mais tolo do mundo. Não havia sido corajoso para lutar pelo direito de sentar no assento que eu havia escolhido. Deixei o mal, representado por um sujeito folgado e arrogante, me vencer.

O tempo passou, fui pegando idade, estudando a Doutrina Espírita e aprendendo a não ser omisso ante o mal nosso de cada dia. Por várias vezes, vi-me em situações parecidas com a que relatei e fiz, com educação e força moral, valerem os meus direitos.

Um belo exemplo aconteceu quando eu esperava para atravessar a rua na faixa de pedestres e um carro só faltou passar por cima de mim para estacionar... na faixa de pedestres! Como logo atravessei a rua, acabei não me manifestando, mas passei a ficar atento ao fato. Tempos depois, estava eu esperando para atravessar no mesmo local quando chegou um carro, encostou mais à frente e começou a dar marcha a ré para estacionar na faixa, onde eu aguardava para, no meu direito, atravessar a rua. Não arredei pé de onde estava. Fiz o motorista desistir de estacionar na faixa e sair em busca de outra vaga. Senti-me vitorioso; o mal da falta de respeito aos direitos do próximo na via pública havia sido derrotado por mim. Fiz valer o meu direito e o de muitos pedestres.

Em 2005, estava em Brasília, quando tive a oportunidade de assistir ao seminário Diretrizes para uma vida feliz, ministrado pelo médium e tribuno baiano Divaldo Pereira Franco. Foi um seminário de dois dias (sábado e domingo à tarde). No domingo de manhã, foi promovido um bate-papo de Divaldo com dirigentes dos centros espíritas da região, do qual também participei.

Uma das perguntas feitas a Divaldo versou justamente sobre se devemos ou não chamar atenção de algum companheiro de centro espírita que está fazendo algo errado. Divaldo disse que sim. Se a pessoa está errada, deve-se chamar-lhe atenção, claro que com respeito e carinho, mas precisa realmente ser advertida, a fim de não continuar cometendo o mesmo erro. – E se ela ficar chateada? – perguntou alguém. Resposta de Divaldo: – Se ela ficar chateada é problema dela. O que não podemos é deixar o mal triunfar por receio nosso.

Ele, então, aproveita a deixa e conta que, certa vez, depois de uma série de palestras, estava na fila do check in do aeroporto, a fim de voltar para Salvador, onde mora. Veio, então, um sujeito e furou a fila, postando-se à frente de Divaldo que então disse: – O senhor furou a fila. O homem retrucou: – Ah, mas eu estou com pressa. Divaldo rebateu: – As outras pessoas também. Foi por isso que elas chegaram antes do senhor. Qual é o seu destino? O homem respondeu: – Salvador. Divaldo finalizou: – O meu também. Por favor, para o fim da fila.

O homem então não teve alternativa a não ser procurar o fim da fila e lá esperar a sua vez.

Finalizando, Divaldo disse uma frase que nunca mais esquecerei e que levo comigo até hoje, a fim de fazer valer meus direitos e não ser omisso diante do mal: – Não confundam falta de energia com bondade.

Espero de coração que você, que lê estas linhas, tenha essa frase sempre em mente e não deixe prosperar o mal presente nas pequenas coisas do dia a dia.

por Marcelo Teixeira

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Construção da Saúde Integral: Amor e Ciência trabalhando juntos

Estão abertas as inscrições para o IX  Congresso Nacional dos Departamentos Acadêmicos das Associações Médico-Espírita e II Encontro das Associações Médico-Espíritas do Centro-Oeste.
Os dois eventos ocorrerão conjuntamente nos dias 01 a 03 de Maio de 2014, no Colégio Militar de Campo Grande-MS e terão como tema central: "Construção da Saúde Integral: Amor e Ciência trabalhando juntos". 
Serão três dias repletos de palestras destinadas aos profissionais da saúde, acadêmicos e público no geral, com enfoque na construção de uma Saúde ampliada, humanizada e espiritualizada. 
Confira abaixo alguns dos temas que serão debatidos do evento:
Uma nova saúde para um novo milênio
Auto-Descobrimento e Auto-Amor: movimentos de paz 
Evidências Científicas da Sobrevivência após a Morte 
O idoso e sua espiritualidade: impacto sobre diferentes aspectos do envelhecimento
Sexualidade e Desenvolvimento da Afetividade: promotores de Saúde
Oradores confirmados: 
Décio Iandoli Jr, Andrei Moreira, Irvênia Prada, Giancarlo Lucchetti, entre muitos outros!
Confira os cartazes com as informações referentes às inscrições e com a programação completa, como também no endereço: http://daame.com.br/.


Realização: Associação Médico-Espirita de Mato Grosso do Sul- AME-MS
Departamento Acadêmico da Associação Médico-Espírita do Brasil- DA-AME-BR
Associação Médico Espírita do Brasil- AME-BR

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Índice da Revista Espírita

A Federação Espírita Brasileira (FEB) disponibiliza o download de todos os exemplares da Revista Espírita, bem como do seu índice geral e um link para pesquisa online.
Veja mais no endereço:


terça-feira, 25 de junho de 2013

Clamor social: o clímax e a indiferença dos governantes

Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas...
Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.
O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.
Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.
A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.
É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.
Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.
O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas... porém, em ordem e em paz.
Divaldo Franco
Divaldo Pereira Franco é natural de Feira de Santana, Bahia, Brasil. É reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores espíritas da atualidade. 
Fundou, juntamente com seu fiel amigo Nilson de Souza Pereira, o Centro Espírita Caminho da Redenção e a Mansão do Caminho, que atendem a toda a comunidade do bairro de Pau da Lima, em Salvador, beneficiando milhares de doentes e necessitados.