segunda-feira, 22 de junho de 2015

Encontro Estadual de Evangelizadores e Monitores da Área de Estudos - dias 4 e 5 de julho de 2015 - no Centro Espírita Caminheiros de Jesus, Chácara Estrela do Sul - Campo Grande-MS

A Federação Espírita de Mato Grosso do Sul -  FEMS, realizará nos dias 4 e 5 de julho de 2015,  o Encontro Estadual de Evangelizadores e Monitores da Área de Estudos.
O evento, que será desenvolvido por Sandra Borba Pereira e Miriam Dusi em forma de seminário, acontecerá no Centro Espírita Caminheiros  de Jesus, Chácara Estrela do Sul, com início no sábado às 8h30 e término no domingo às 11h30.

Contamos com a presença de todos para que, juntos, possamos aprimorar e fortalecer a tarefa de evangelização espírita de crianças, jovens e adultos em nosso Estado.
As vagas são limitadas e a inscrição terá um custo de R$ 20,00. A ficha de inscrição poderá ser solicitada via e-mail: fems@fems.org.br

Sandra Borba Pereira é Professora Doutora em Fundamentos da Educação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Presta sua colaboração ao Quadro de Voluntários da Federação Espírita Brasileira, em cursos de formação, sobretudo, na área da evangelização espírita infanto-juvenil. Pela Federação Espírita do Paraná, lançou três livros: Reflexões pedagógicas à luz do Evangelho, em 2009; Saberes necessários à Evangelização Infanto-Juvenil (esse em coautoria com Cláudia Farache) e Cotidiano em reflexões espíritas, em 2014. Articulista, expositora e evangelizadora espírita, é atualmente diretora do Departamento de Infância e Juventude da Federação Espírita do Rio Grande do Norte e assessora da área de Evangelização Infantil da Região Nordeste, junto à Federação Espírita Brasileira.

Miriam Dusi atua junto à evangelização de crianças e jovens e entende o livro espírita como precioso tesouro para esclarecer os corações e as mentes infantojuvenis. É psicóloga com especialização em psicopedagogia e mestrado na área de desenvolvimento humano. Autora da obra: A Grande Viagem, publicada pela Edicei Editora, e coordenadora de Sublime Sementeira: a evangelização infantojuvenil, publicada pela FEB Editora.

sábado, 20 de junho de 2015

Como manter o Espiritismo

"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios." 
Bezerra de Menezes, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Essa mensagem não é recente, mas é sempre atual e leva-nos a reflexões importantes. Abaixo a mensagem completa recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião da Comunhão Espírita Cristã, em 20 de abril de 1963, em Uberaba, MG, transcrita na revista Reformador, da Federação Espírita Brasileira, de dezembro de 1975 e republicada na Reformador de agosto de 2011, sob o título Unificação.

Unificação
O serviço da unificação em nossas fileiras é urgente mas não apressado. Uma afirmativa parece destruir a outra. Mas não é assim. É urgente porque define objetivo a que devemos todos visar; mas não apressado, porquanto não nos compete violentar consciência alguma. Mantenhamos o propósito de irmanar, aproximar, confraternizar e compreender, e, se possível, estabeleçamos em cada lugar, onde o nome do Espiritismo apareça por legenda de luz, um grupo de estudo, ainda que reduzido, da Obra Kardequiana, à luz do Cristo de Deus.
Nós que nos empenhamos carinhosamente a todos os tipos de realização respeitável que os nossos princípios nos oferecem, não podemos esquecer o trabalho do raciocínio claro para que a vida se nos povoe de estradas menos sombrias.
Comparemos a nossa Doutrina Redentora a uma cidade metropolitana, com todas as exigências de conforto e progresso, paz e ordem. Indispensável a diligência no pão e no vestuário, na moradia e na defesa de todos; entretanto,
não se pode olvidar o problema da luz. A luz foi sempre uma preocupação do homem, desde a hora da furna primeira. Antes de tudo, o fogo obtido por atrito, a lareira doméstica, a tocha, os lumes vinculados às resinas, a candeia e, nos tempos modernos, a força elétrica transformada em clarão.
A Doutrina Espírita possui os seus aspectos essenciais em configuração tríplice. Que ninguém seja cerceado em seus anseios de construção e produção. Quem se afeiçoe à ciência que a cultive em sua dignidade, quem se devote à filosofia
que lhe engrandeça os postulados e quem se consagre à religião que lhe divinize as aspirações, mas que a base kardequiana permaneça em tudo e todos, para que não venhamos a perder o equilíbrio sobre os alicerces em que se nos levanta a organização.
Nenhuma hostilidade recíproca, nenhum desapreço a quem quer que seja. Acontece, porém, que temos necessidade de preservar os fundamentos espíritas, honrá-los e sublimá-los, senão acabaremos estranhos uns aos outros, ou então cadaverizados em arregimentações que nos mutilarão os melhores anseios, convertendo-nos o movimento e libertação numa seita estanque, encarcerada em novas interpretações e teologias, que nos acomodariam nas conveniências do plano inferior e nos afastariam da Verdade.
Allan Kardec, nos estudos, nas cogitações, nas atividades, nas obras, a fim de que a nossa fé não se faça hipnose, pela qual o domínio da sombra se estabelece sobre as mentes mais fracas, acorrentando-as a séculos de ilusão e sofrimento.
Libertação da palavra divina é desentranhar o ensinamento do Cristo de todos os cárceres a que foi algemado e, na atualidade, sem querer qualquer privilégio para nós, apenas o Espiritismo retém bastante força moral para se não
prender a interesses subalternos e efetuar a recuperação da luz que se derrama
do verbo cristalino do Mestre, dessedentando e orientando as almas. Seja Allan Kardec, não apenas crido ou sentido, apregoado ou manifestado, a nossa bandeira, mas suficientemente vivido, sofrido, chorado e realizado em nossas próprias vidas. Sem essa base é difícil forjar o caráter espírita-cristão que o mundo conturbado espera de nós pela unificação.
Ensinar, mas fazer; crer, mas estudar; aconselhar, mas exemplificar; reunir, mas alimentar. Falamos em provações e sofrimentos, mas não dispomos de outros veículos para assegurar a vitória da verdade e do amor sobre a Terra. Ninguém edifica sem amor, ninguém ama sem lágrimas.
Somente aqui, na vida espiritual, vim aprender que a cruz de Cristo era uma estaca que Ele, o Mestre, fincava no chão para levantar o mundo novo. E para dizer-nos em todos os tempos que nada se faz de útil e bom sem sacrifíciosmorreu nela. Espezinhado, batido, enterrou-a no solo, revelando-nos que esse é o nosso caminho – o caminho de quem constrói para Cima, de quem mira os continentes do Alto.
É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios.
Respeito a todas as criaturas, apreço a todas as autoridades, devotamento ao bem comum e instrução do povo, em todas as direções, sobre as Verdades do espírito, imutáveis, eternas.
Nada que lembre castas, discriminações, evidências individuais injustificáveis, privilégios, imunidades, prioridades.
Amor de Jesus sobre todos, verdade de Kardec para todos.
Em cada templo, o mais forte deve ser escudo para o mais fraco, o mais esclarecido a luz para o menos esclarecido, e sempre e sempre seja o sofredor o mais protegido e o mais auxiliado, como entre os que menos sofram seja o maior aquele que se fizer o servidor de todos, conforme a observação do Mestre Divino.
Sigamos para a frente, buscando a inspiração do Senhor.
BEZERRA
(Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião da Comunhão Espírita Cristã, em 20-4-1963, em Uberaba, MG, transcrita de Reformador de dezembro de 1975, p. 275.)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Palestra e noite de autógrafos com Wellerson Santos - Livro: Sob a Luz do Evangelho, no auditório do Sebrae, Campo Grande-MS, dia 30/01 - 19:30hs

Será uma noite de confraternização, arte e cultura espírita!
Além do lançamento do livro Sob a Luz do Evangelho, haverá a apresentação de gala do Coral Espírita Irmã Scheilla, de Belo Horizonte, com participação do Coral Espírita Scheilla, de Campo Grande. A renda do livro será revertida para a Fraternidade Sem Fronteiras.
A ONG está atendendo mais de 1000 crianças órfãs em Moçambique, África.

Palestra com Décio Iandoli Jr em Campo Grande, dia 31/01, sábado, 18:30hs - Centro Espírita Casa do Caminho


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Aíla Luzia Pinheiro de Andrade faz palestras em Campo Grande nesse final de semana

Aíla Luzia Pinheiro de Andrade possui graduação em Licenciatura em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (1998), graduação em Bacharelado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2000), mestrado (2003) e doutorado (2008) em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Carta Aos Hebreus, atuando principalmente nos seguintes temas: Messianismo, Philon de Alexandria, Flávio Josefo, Judaísmo, Targum, Midrash, Talmud.
É professora na Universidade Católica de Fortaleza e pesquisa muito sobre o Egito, Mesopotâmia e Israel. 
Para ver a programação clique na imagem abaixo.


sábado, 25 de outubro de 2014

Convite da FEMS para Palestra e Seminários do Dr. Alberto Almeida, dias 1º e 2 de novembro em Campo Grande-MS

Alberto Almeida nasceu em Belém (PA).
É médico homeopata e terapeuta com formação em Psicologia Transpessoal, Terapia Sistêmica Familiar e Terapia Regressiva a Vivências Passadas.
É um dos oradores espíritas mais requisitados nas conferências que são realizadas por todo o território nacional.

Não estrague o seu dia


sábado, 27 de setembro de 2014

As novas formações familiares

Há cerca de 20 anos, ocorreu numa casa espírita fluminense o seguinte episódio: um expositor fazia uma palestra sobre família. Em dado momento, ele disse que se há só a mãe e o filho, não é uma família. Faltava um elemento: o pai. Por isso, mãe e filho não bastavam para formar uma família. No momento em que ele dizia isso, uma moça, mãe solteira que ia a um centro espírita pela primeira vez, entrava para assistir à palestra e ficou em pé, olhando para ele, extremamente incomodada com o que ouvira. E com toda razão. Afinal, ela e o filho, se não eram uma família, seriam o que, então? 

Semanas depois, num treinamento interno, esse e todos os outros expositores foram devidamente orientados a não fazer esse tipo de comentário. Afinal, a ausência da figura paterna não desqualifica uma família. O tempo passou, e pesquisas recentes traduzem em dados o que todos já sabem: o perfil da família mudou. 

O educador e expositor espírita Álvaro Chrispino, em um seminário intitulado “O Espírita do século 21”, chama atenção, entre outros tópicos, para a necessidade de o espírita estar cada vez mais preparado para receber famílias comandadas por mães solteiras e pais solteiros, crianças criadas por avós, casais homossexuais que levam uma vida digna e resolveram adotar uma criança... 

Durante muito tempo, nos acostumamos a crer que família são pai, mãe, filhos e demais parentes. Quando muitos casais começaram a se separar e outras tantas pessoas (mulheres e homens) optaram por ter filhos sozinhas, pensou-se: – Meu Deus, a família acabou! Ledo engano. O conceito de família é que está se ampliando. 

A “Revista O Globo”, de 12 de outubro de 2008, traz, em reportagem de capa, a história do médico Sérgio D’Agostini, um bem-sucedido homem solteiro de 43 anos, morador da Zona Sul carioca. Sérgio adotou um menino recém-nascido, filho de uma moradora de rua, portador de várias doenças herdadas dos pais. Em três tempos, pôs a vida do garoto em dia, mas pôs a sua de cabeça para baixo e descobriu a saudável rotina de ser pai solteiro. A reportagem cita, ainda, que já havia 80 homens solteiros na fila da adoção. Homens que têm todo o direito de serem chamados de família quando estiverem cuidando de seus filhos adotivos. 

A pergunta 775, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, diz: “Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?”. Resposta: “Um agravamento do egoísmo.” Veja bem, laços de família. Há mais de uma forma de dar esse laço firme. E achar que só existe um tipo de família (pai, mãe e filhos) e torcer o nariz para quem não se enquadra nesse padrão é contribuir para o agravamento do egoísmo.   
Casamentos entre homem e mulher com nascimento de filhos sempre haverá. E fazemos votos que sejam casamentos felizes. Mas o andar da carruagem humana está mostrando que há outros modelos de família. E se há, é porque pessoas que não se enquadram naquilo que se convencionou como padrão querem ser solidárias, dar amor, conduzir uma criança pela vida... 

Como fazemos parte da grande família humana, ajudemos para que essas novas formações familiares sejam bem acolhidas na casa espírita. 


Artigo publicado em O Consoladornº 131, de 10 de novembro de 2009. O autor, Marcelo Teixeira é expositor espírita, dirigente do Departamento de Divulgação da União Municipal Espírita de Petrópolis (UMEP), jornalista e publicitário.

A omissão dos bons - Falta de energia não é bondade.

Várias questões de O Livro dos Espíritos figuram entre as minhas preferidas. A 932 é uma delas.

“932. Por que, no mundo, tão amiúde a influência dos maus sobrepuja a dos bons?”
“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”

Conheço gente que pensa serem o bem e o mal duas forças antagônicas e de igual poder que vivem em eterna luta. É a visão maniqueísta, sobre a qual já falei no livro Inquietações de um espírita.

É equivocado achar que o bem e o mal têm igual potência. O mal é somente a ausência do bem. Só isso. Quando o bem chega, o mal bate em retirada. É como a escuridão: ao acendermos uma luz, um fósforo que seja, a escuridão perde a força. Se a rua está às escuras e acendemos a luz do quarto, não é a escuridão que entra pela janela, é a luz que sai por ela.

Para quem acha que estou sendo um tanto piegas, vamos a exemplos com mais sustança, como dizem os antigos.

O livro Libertação, do espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier, mostra um vasto local de baixíssima vibração espiritual comandado por uma entidade astuta, mas profundamente infeliz, porque se mostra enredada em planos de ódio e vingança. Para pô-los em prática, comanda diversos espíritos igualmente infelizes, que cumprem suas ordens, atuando sobre o psiquismo de várias criaturas encarnadas. A equipe da qual André Luiz faz parte inicia, então, com amor, coragem e paciência, uma plano que aos poucos vai conduzindo aquelas almas à redenção de si mesmas pelo trabalho de reerguimento moral. Ao final do livro, a mãe do, digamos, chefe do bando aparece, esplendorosa, nimbada de luz para buscar o filho, que não a encontrava havia muito tempo, visto que, tão logo desencarnou, se deixou levar por sentimentos inferiores. Ele, então, emocionado ante a presença da mãe, deixa cair toda a máscara de crueldade, revela-se frágil, carente, a mãe o leva embora e a luz do bem se faz presente, inundando o lugar de paz. O bem não foi tímido, foi audacioso, trabalhou de forma diligente e o mal se dissipou.

Outro ótimo exemplo está no livro Sexo e Obsessão, de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo P. Franco. No livro, o Marquês de Sade (sim, ele mesmo!), espírito altamente vinculado ao sexo vicioso – tanto que a palavra sadismo deriva de seu nome – embora séculos depois de sua morte, é também surpreendido, no plano espiritual, pela presença da mãe. E com o concurso dos amigos espirituais (sim, eles mesmos!), é iniciado um processo de redenção daquela alma, pois o bem sempre vence.

Assim também deve ser conosco. Somos de fato muito tímidos quando nos defrontamos com o mal. E não estou falando do mal enorme, simbolizando por um vampiro, uma assombração ou coisa que o valha. Tampouco estou falando do bem em grandes proporções. Aliás, precisamos parar de achar que bem e mal são coisas de grandes escalas. Também são, mas podem estar presentes igualmente nas pequenas ações do dia a dia.

É curioso esse dado do ser humano. Achar que para fazer o bem é necessária grande soma em dinheiro, feitos grandiosos etc. Conheço gente que diz ter o sonho de construir um hospital se ganhasse na loteria. De fato é um sonho louvável, mas enquanto isso, os bancos de sangue vivem vazios, suplicando por doadores, e quase ninguém aparece para doar sangue. Por essa razão, o mal, representado por doentes necessitados e por baixos estoques de sangue, prospera. E prospera por quê? Por fraqueza dos bons, traduzida em preguiça, falta de interesse, medo da agulha... E eu falo isso de cadeira, pois sou doador de sangue.

Fiz meu primeiro curso universitário à noite no Rio de Janeiro, morando em Petrópolis. À época (1988 a 1992), os ônibus Rio-Petrópolis-Rio não possuíam ar condicionado. Nos dias quentes, era necessário abrir a janela para refrescar o ambiente. Só que havia janelas que não eram janelas, eram vidros fixos. Quem viaja muito em ônibus interurbanos sabe que, dependendo da poltrona comprada, senta-se ao vidro, e não à abertura da janela. Eu, como viajava sempre, já sabia quais assentos eram janelas e quais eram vidros.

Certa vez, num dia quente de verão, cheguei cedo à Rodoviária Novo Rio e comprei janela. Fui então lanchar. Quando embarquei no ônibus, havia um homem sentado no assento de janela que eu havia comprado. Em suma, ele comprou um assento que era no vidro, e não na abertura da janela, e sentou-se no meu lugar. Ele, então, de forma autoritária, despachando-me, disse para que eu sentasse no lugar dele, que era janela também. Eu sabia que não era, mas por covardia moral sentei-me e vim emburrado para casa, julgando-me o homem mais tolo do mundo. Não havia sido corajoso para lutar pelo direito de sentar no assento que eu havia escolhido. Deixei o mal, representado por um sujeito folgado e arrogante, me vencer.

O tempo passou, fui pegando idade, estudando a Doutrina Espírita e aprendendo a não ser omisso ante o mal nosso de cada dia. Por várias vezes, vi-me em situações parecidas com a que relatei e fiz, com educação e força moral, valerem os meus direitos.

Um belo exemplo aconteceu quando eu esperava para atravessar a rua na faixa de pedestres e um carro só faltou passar por cima de mim para estacionar... na faixa de pedestres! Como logo atravessei a rua, acabei não me manifestando, mas passei a ficar atento ao fato. Tempos depois, estava eu esperando para atravessar no mesmo local quando chegou um carro, encostou mais à frente e começou a dar marcha a ré para estacionar na faixa, onde eu aguardava para, no meu direito, atravessar a rua. Não arredei pé de onde estava. Fiz o motorista desistir de estacionar na faixa e sair em busca de outra vaga. Senti-me vitorioso; o mal da falta de respeito aos direitos do próximo na via pública havia sido derrotado por mim. Fiz valer o meu direito e o de muitos pedestres.

Em 2005, estava em Brasília, quando tive a oportunidade de assistir ao seminário Diretrizes para uma vida feliz, ministrado pelo médium e tribuno baiano Divaldo Pereira Franco. Foi um seminário de dois dias (sábado e domingo à tarde). No domingo de manhã, foi promovido um bate-papo de Divaldo com dirigentes dos centros espíritas da região, do qual também participei.

Uma das perguntas feitas a Divaldo versou justamente sobre se devemos ou não chamar atenção de algum companheiro de centro espírita que está fazendo algo errado. Divaldo disse que sim. Se a pessoa está errada, deve-se chamar-lhe atenção, claro que com respeito e carinho, mas precisa realmente ser advertida, a fim de não continuar cometendo o mesmo erro. – E se ela ficar chateada? – perguntou alguém. Resposta de Divaldo: – Se ela ficar chateada é problema dela. O que não podemos é deixar o mal triunfar por receio nosso.

Ele, então, aproveita a deixa e conta que, certa vez, depois de uma série de palestras, estava na fila do check in do aeroporto, a fim de voltar para Salvador, onde mora. Veio, então, um sujeito e furou a fila, postando-se à frente de Divaldo que então disse: – O senhor furou a fila. O homem retrucou: – Ah, mas eu estou com pressa. Divaldo rebateu: – As outras pessoas também. Foi por isso que elas chegaram antes do senhor. Qual é o seu destino? O homem respondeu: – Salvador. Divaldo finalizou: – O meu também. Por favor, para o fim da fila.

O homem então não teve alternativa a não ser procurar o fim da fila e lá esperar a sua vez.

Finalizando, Divaldo disse uma frase que nunca mais esquecerei e que levo comigo até hoje, a fim de fazer valer meus direitos e não ser omisso diante do mal: – Não confundam falta de energia com bondade.

Espero de coração que você, que lê estas linhas, tenha essa frase sempre em mente e não deixe prosperar o mal presente nas pequenas coisas do dia a dia.

por Marcelo Teixeira

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Construção da Saúde Integral: Amor e Ciência trabalhando juntos

Estão abertas as inscrições para o IX  Congresso Nacional dos Departamentos Acadêmicos das Associações Médico-Espírita e II Encontro das Associações Médico-Espíritas do Centro-Oeste.
Os dois eventos ocorrerão conjuntamente nos dias 01 a 03 de Maio de 2014, no Colégio Militar de Campo Grande-MS e terão como tema central: "Construção da Saúde Integral: Amor e Ciência trabalhando juntos". 
Serão três dias repletos de palestras destinadas aos profissionais da saúde, acadêmicos e público no geral, com enfoque na construção de uma Saúde ampliada, humanizada e espiritualizada. 
Confira abaixo alguns dos temas que serão debatidos do evento:
Uma nova saúde para um novo milênio
Auto-Descobrimento e Auto-Amor: movimentos de paz 
Evidências Científicas da Sobrevivência após a Morte 
O idoso e sua espiritualidade: impacto sobre diferentes aspectos do envelhecimento
Sexualidade e Desenvolvimento da Afetividade: promotores de Saúde
Oradores confirmados: 
Décio Iandoli Jr, Andrei Moreira, Irvênia Prada, Giancarlo Lucchetti, entre muitos outros!
Confira os cartazes com as informações referentes às inscrições e com a programação completa, como também no endereço: http://daame.com.br/.


Realização: Associação Médico-Espirita de Mato Grosso do Sul- AME-MS
Departamento Acadêmico da Associação Médico-Espírita do Brasil- DA-AME-BR
Associação Médico Espírita do Brasil- AME-BR

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Índice da Revista Espírita

A Federação Espírita Brasileira (FEB) disponibiliza o download de todos os exemplares da Revista Espírita, bem como do seu índice geral e um link para pesquisa online.
Veja mais no endereço:


terça-feira, 25 de junho de 2013

Clamor social: o clímax e a indiferença dos governantes

Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas...
Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.
O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.
Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.
A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.
É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.
Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.
O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas... porém, em ordem e em paz.
Divaldo Franco
Divaldo Pereira Franco é natural de Feira de Santana, Bahia, Brasil. É reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores espíritas da atualidade. 
Fundou, juntamente com seu fiel amigo Nilson de Souza Pereira, o Centro Espírita Caminho da Redenção e a Mansão do Caminho, que atendem a toda a comunidade do bairro de Pau da Lima, em Salvador, beneficiando milhares de doentes e necessitados.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Feira de Livros Espíritas: dia 9, 10 e 11 de maio, no Calçadão da Rua Barão do Rio Branco - Campo Grande-MS


Está sendo realizada, nos dias 09, 10 e 11 de Maio de 2013, uma Feira de Livros Espíritas, no Calçadão da Rua Barão do Rio Branco, em Campo Grande-MS. Os objetivos do evento são divulgar a Doutrina Espírita e ajudar na manutenção da Creche e Escola Espírita vinculados ao Centro Espírita Fraternidade Anália Franco, que atende em sua atividades múltiplas a mais de 400 crianças. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Palestra: Cairbar Schutel, o incansável divulgador da Doutrina Espírita


Neste sábado dia 23/02/2013 às 19h30min, a Fundação Chico Xavier realizará na sede do Instituto de Cultura Espírita de Mato Grosso do Sul a sua participação no Ciclo de Palestras com o tema: Cairbar Schutel, o incansável divulgador da Doutrina Espírita.
Apresentação: Jônia Garcia Gomes.
O ICEMS fica na Rua 26 de agosto850 - Centro, em frente ao SENAC Horto.
Esperamos você e seus familiares e amigos.
participe e ajude na divulgação.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pandemia depressiva


Somente a título de informação, pandemia, segundo o Dicionário Aurélio, é uma doença epidêmica amplamente difundida, sendo doença uma denominação genérica de qualquer desvio do estado normal, um conjunto de sinais e/ou sintomas que têm uma só causa. O caráter epidêmico se dá quando atinge um grande número de pessoas. A depressão sabemos é chamada de "o mal do século" ou "mal dos tempos modernos." O morbo que Joanna cita, é uma espécie de estado patológico, doença.
Muito interessante a forma para detectarmos estados depressivos em andamento ou já instalados em nós mesmos.

abraço a todos e boa reflexão.
Ronaldo


Pandemia depressiva
No momento, quando as conquistas libertadoras da inteligência alcançam elevados índices de superior tecnologia e de grandiosa compreensão científica em torno da vida e das suas complexidades, assim como do macro e do microcosmo, os desvarios da emoção fazem-se assinalar por angústias devastadoras nas existências vazias de significados...

Qual morbo invisível, uma onda volumosa de desespero, silencioso em uns momentos e noutros gritante, toma conta da sociedade terrestre, dizimando as belas florações da esperança e atirando as pessoas desavisadas aos fundos poços do desinteresse pela vida e pelas lutas renovadoras...

A depressão pode ser superada, caso o paciente opte pela luta e a ela entregue-se com afinco. A concentração mental nos ideais do bem lentamente preenche o vazio existencial, estimulando os neurônios às sinapses, restabelecendo o ritmo e a produção dos neuropeptídios responsáveis pela alegria e dinâmica da existência.

Quando sintas o desânimo agravar-se no teu currículo de ações; quando fores vítima de contínuos episódios de insônia com pensamentos conflitivos; quando experimentes indiferença afetiva em relação às pessoas queridas; quando o mau humor em forma de distimia passe a caracterizar-te; quando a indisposição para qualquer atividade tornar-se freqüente; quando a irritação ou o desejo de isolamento social comecem a dominar-te, tem cuidado, pois que estás em processo depressivo.

Atenta para a renovação interior, busca o auxilio espiritual e o especializado, não te afastando do psicoterapeuta sublime, porque estás caminhando pela noite escura, a que se refere São João da Cruz... Liberta-te da sombra morbosa e inunda-te da luz do sol da alegria, rumando na direção da saúde que te aguarda.

Nasceste para conquistar o infinito,
e isso depende exclusivamente de ti.

Do livro “Entrega-te a Deus” de Joanna de Ângelis

Drogas: Causas, Consequências e Recuperação

Muito boa a entrevista de Maria Izilda Netto, do Programa Repensar, da TV Mundo Maior, com o Psicólogo Valci Silva, autor do livro Drogas: Causas, Consequências e Recuperação, publicado pela Editora EME.
Os efeitos e causas das substâncias químicas no indivíduo, de forma simples e direta.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Chico Xavier: A arte do amor - Dia 2/11 - Teatro Glauce Rocha, às 19 horas, em Campo Grande-MS


No dia 02/11/2012, Dia de Finados, comemorando a continuidade da vida, teremos o show Chico Xavier: A arte do amor, no Teatro Glauce Rocha, às 19 horas com a abertura pelo Grupo Arte Boa Nova e participação de Sueli de Almeida e Valter Dermidjan, Nildes Prieto, Coral Espírita Scheilla, Grupo Além das Vozes, Gilmar Borges, Grupo Espírita de Música de Câmara Sementes de Harmonia (ICEMS) e Santiago.
A produção é de Vander Ricardo e Adriano.
Ingressos: R$ 10,00 na Arte&Técnica e Centros Espíritas.
mais informações, fone: (67)3042-5907

domingo, 28 de outubro de 2012

Ante os que partiram - Mensagem de Emmanuel no Dia de Finados


Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.
Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.

Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.
Também eles pensam e lutam, sentem e choram. Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação.

Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram. Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.

Não nos é lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.

Mensagem de Emmanuel, recebida por Francisco Cândido Xavier, em reunião pública de 24-08-1959, na sede da Comunhão Espírita Cristã, Uberaba, MG. Transcrito do livro "Religião dos Espíritos", publicado pela Federação Espírita Brasileira – FEB.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Dora Incontri em Campo Grande-MS


Em comemoração ao Mês de Kardec, o Instituto de Cultura Espírita de Mato Grosso do Sul - ICEMS traz a Campo Grande, para o encerramento do mês de Kardec, a Educadora Dora Incontri, de São Paulo. Os eventos acontecerão dias 27 e 28 de outubro.

Dora Incontri é paulistana, nascida em 1962. Jornalista, educadora e escritora. Suas áreas de atuação são Educação, Filosofia, Espiritualidade, Artes, Espiritismo. Tem mestrado, doutorado e pós-doutorado em Filosofia da Educação pela USP. É sócia-diretora da Editora Comenius e coordenadora geral da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita. Docente de pós-graduação pela Universidade Santa Cecília.
Tem mais de 30 livros publicados. Livros sobre Educação, Filosofia, Espiritualidade; livros didáticos; livros psicografados.
Trabalha em prol do diálogo inter-religioso, milita por uma nova educação, que inclua interdisciplinaridade, espiritualidade, autonomina do educando, com mudança radical da escola tradicional. Inspira-se nos grandes clássicos da Educação, como Comenius, Rousseau e Pestalozzi, que tinham uma visão integral do ser humano.
Politicamente, se põe a favor de uma transformação social global em que o ser humano seja o valor principal e acredita que possamos fazer uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.