sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cursos promovidos pela FEDERAÇÃO ESPÍRITA DE MATO GROSSO DO SUL no mês de Agosto de 2009

em Cassilândia-MS
CURSO DE CAPACITAÇÃO DE TRABALHADORES DO ATENDIMENTO ESPIRITUAL

Data: 8 e 9 Ago 2009
Local: Centro Espírita Amor e Caridade
Rua Manoel Tomaz da Silva, 554 - Centro

em Bela Vista-MS
CURSO DE CAPACITAÇÃO DE EVANGELIZADORES

Data: 8 e 9 Ago 2009
Local: Centro Espírita Assistencial Caminho de Luz
Rua José Lemes Bugre, s/n

ABRAME realizará o V Congresso Brasileiro dos Magistrados Espíritas

Magistrados de todo o Brasil reúnem-se em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, de 9 a 11 de outubro de 2009, em mais um congresso nacional, para pensar em um modo de ação que se harmonize com a realidade espiritual e multiexistencial revelada pelo conhecimento espírita.
O tema central será "O Juiz e os Desafios na Jurisdição, em Família e na Sociedade". Em pauta, os desafios que o julgador encontra em sua vida profissional, em família e no convívio social, além de questões outras que dizem com a tarefa e a responsabilidade do juiz.
José Carlos de Lucca, Clayton Reis, Kéops de Vasconcelos Vieira Pires, Íris Helena Medeiros Nogueira, Carlos José Martins Gomes, Mônica Neves Aguiar da Silva, Clarice Claudino da Silva, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, Eduardo Guilliod Maranhão, Roberto de Freitas Messano, Durval Augusto Rezende Filho, Rosemeire Lopes Fernandes e Pedro Aujor Furtado Júnior estão entre os expositores convidados.
O evento abordará os seguintes assuntos: "A desagregação da família e a responsabilidade do juiz", "A vocação para a magistratura", "O juiz, a jurisdição e o convívio familiar", "O juiz perante a realização da justiça e as exigências das forças atuantes na sociedade", "Os dilemas do juiz diante dos conflitos familiares", "Soluções alternativas dos conflitos", "A importância do conhecimento espírita para a vida profissional e familiar do juiz", "O trato das questões familiares à luz da justiça restaurativa", "O desafio do juiz ante a questão da produtividade e o compromisso com o justo", "Magistratura: desafio e oportunidade" e "A importância do conhecimento espírita para o equilíbrio emocional do juiz".
O Congresso será realizado nas instalações do Tribunal de Justiça, Av. Mato Grosso, Bloco 13, Parque dos Poderes, Campo Grande, MS.
Outras informações pelos telefones (61) 3328-0956 ou (61) 3326-8986, ou ainda no site da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas, organizadora do evento.
fonte: Espiritismo.net

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PALESTRA PÚBLICA "RELIGIÃO E CIÊNCIA AO ENCONTRO DO CRIADOR"

Palestrante: CARLOS AUGUSTO DE SÃO JOSÉ, da Federação Espírita do Paraná
Dia: 14 de agosto de 2009, sexta-feira, às 19h30
Local: Comunhão Espírita Casa de Scheilla
Rua Ourinhos, 297 – Vl Carvalho - Campo Grande-MS
Promoção: Federação Espírita de Mato Grosso do Sul

Carlos Augusto de São José é natural do Rio de Janeiro, ingressou no Espiritismo em 1966, na Federação Espírita Brasileira, e ocupou as funções de Diretor do DIJ e redator da revista "Reformador". Em 1978 fundou a revista "O Espírita", que circula até hoje.
Morou em Brasília-DF durante 40 anos, aposentando-se na Universidade de Brasília, como Pro-Reitor (decano) de Administração e Planejamento.
Transferiu-se para Londrina-PR, onde permaneceu por 6 anos (2000/2006). Trabalhou na União das Sociedades Espíritas de Londrina (USEL) e no Centro Espírita Nosso Lar.
Em 2006 mudou-se para Curitiba. Atualmente trabalha no Centro Espírita Antônio de Pádua,
em Curitiba, e na Federação Espírita do Paraná, onde é Assessor de Comunicação Social e redator do jornal "Mundo Espírita".
Realizou palestras espíritas em diversos Estados brasileiros.

SESQUICENTENÁRIO DE “O QUE É O ESPIRITISMO”

Mais uma obra de Allan Kardec comemora o seu sesquicentenário: o opúsculo O que é o Espiritismo, publicado pela primeira vez em Paris no mês de julho de 1859. Tinha, então, 104 páginas e era vendido a 60 centavos.
Em 1865 vem a lume a 6ª edição da obra, revista e consideravelmente aumentada pelo autor. Tinha 182 páginas e se tornou a edição definitiva do livro, o terceiro a ser publicado por Allan Kar­dec, logo depois de O Livro dos Espíritos, em 1857, e de Instrução Prática sobre as Manifestações Espíritas, em 1858. Este último era uma espécie de introdução à mediunidade, teve uma só edição e foi substituído em 1861 por O Livro dos Médiuns.
Qual teria sido a intenção de Allan Kardec ao publicar este e outros opúsculos que sairiam mais tarde, quase simultaneamente ao aparecimento das obras fundamentais da Doutrina Espírita?
Basicamente contribuir para a vulgarização do Espiritismo, que, então, dava seus primeiros passos, numa época dominada pelo materialismo e pelos preconceitos de toda ordem. Para alcançar esse objetivo, o Codificador apresentava os temas em linguagem mais simples, resumia os assuntos mais interessantes, evitava lançar mão de metáforas e vendia os opúsculos a preço de custo, quando não os subsidiava do próprio bolso, visando à sua mais rápida propagação. Vejamos, contudo, nas próprias palavras de Allan Kardec, o que ele diz no primeiro parágrafo do "Preâmbulo" do livro: “As pessoas que não conhecem o Espiritismo senão de modo superficial são, naturalmente, inclinadas a formular certas questões, cuja solução por certo encontrariam se o estudassem com mais profundidade. Falta-lhes, porém, o tempo e, muitas vezes, a vontade para se entregarem a observações contínuas. Antes de empreenderem essa tarefa, muitos desejam saber, pelo menos, do que se trata, e se vale a pena se ocuparem com ela. Pareceu-nos, pois, de real utilidade apresentar resumidamente as respostas a algumas das principais perguntas que nos são diariamente dirigidas; isto será, para o leitor, uma espécie de iniciação, e, para nós, ganho de tempo por nos dispensar de repetir constantemente a mesma coisa.”

O livro é dividido em três capítulos:
O primeiro, sob a forma de diálogos, encerra respostas às objeções mais comumente feitas por aqueles que desconhecem os princípios fundamentais da Doutrina, bem como a refutação dos principais argumentos de seus contraditores. Tal modalidade pareceu mais conveniente a Kardec, por não apresentar a aridez da forma dogmática.

O segundo capítulo é consagrado à exposição sumária das partes da ciência prática e experimental, sobre as quais, na falta de uma instrução teórica completa, o observador inexperiente deve fixar a sua atenção para poder julgar com conhecimento de causa; é, de certa forma, um resumo de O Livro dos Médiuns. Ora, como na maioria das vezes as objeções nascem das ideias falsas feitas, a priori, sobre aquilo que não se conhece bem, retificar essas ideias é prevenir as objeções que se possam fazer à mediunidade.

O terceiro capítulo pode ser considerado como o resumo de O Livro dos Espíritos. É a solução, pela Doutrina Espírita, de certo número de problemas do mais alto interesse, de ordem psicológica, moral e filosófica que diariamente são propostos, e aos quais nenhuma filosofia deu ainda resposta satisfatória. Procurem resolvê-los por qualquer outra teoria, sem a chave que nos fornece o Espiritismo, e verão quais são as respostas mais lógicas, quais as que melhor satisfazem à razão.

E, arremata Allan Kardec:
“Estes resumos não somente são úteis aos principiantes, que neles poderão, em pouco tempo e com pouca despesa, colher as noções mais essenciais da Doutrina Espírita, como também aos adeptos, pois lhes fornecem os meios para responderem às primeiras objeções que não deixarão de lhes apresentar, e, além disso, por encontrarem reunidos, em quadro restrito e sob um mesmo ponto de vista, os princípios que devem estar sempre presentes à sua memória.”

Finalmente, no "Preâmbulo" da obra que o Codificador afirma:
“O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, consiste nas relações que se podem estabelecer entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que decorrem de tais relações. Podemos defini-lo assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corpóreo.”
Para que os leitores de Reformador façam ideia de alguns dos assuntos tratados no livro O que é o Espiritismo, transcrevemos parcialmente, do seu sumário, os seguintes tópicos, dentre tantos outros de igual importância:
· Espiritismo e Espiritualismo
· Fenômenos espíritas simulados
· O maravilhoso e o sobrenatural
· Origem das ideias espíritas modernas
· Utilidade prática das manifestações
· Médiuns interesseiros
· Loucura, suicídio e obsessão
· Esquecimento do passado
· Comunicação com o mundo invisível
· Escolhos da mediunidade
· Charlatanismo
· Identidade dos Espíritos
· Consequências do Espiritismo
· Pluralidade dos mundos
· A alma
· O homem durante a vida terrena
· O homem depois da morte

Autor: Evandro Noleto Bezerra, artigo publicado na Revista Reformador, da FEB, de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Raul Teixeira em Campo Grande-MS - algumas alterações na Programação


Em Campo Grande o Seminário com Raul Teixeira será no Teatro Glauce Rocha.
Em Tres Lagoas só haverá o Seminário, das 15h às 19h30, no Grêmio da Fraternidade Espírita José Xavier, na Rua Zuleide Peres Tabox, 751.
Em Dourados, além da Palestra do dia 21, haverá um Seminário no dia 22, das 8h30 às 12h, no C. E. Amor e Caridade, na Av. Pres. Vargas, 796.
Em Nova Andradina a Palestra foi cancelada.

Espaço Chico Xavier - Agenda do dia 18/07/2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

CURSO DE CAPACITAÇÃO DE EVANGELIZADORES DE INFÂNCIA E JUVENTUDE - dia 18/07/09 - sábado, em Campo Grande-MS

Local: Centro Espírita Obreiros do Bem – Rua Albert Sabin, 2.193

Objetivos:
- Sensibilizar os Evangelizadores para a importância e necessidade da tarefa de evangelizar;

-Capacitar os Evangelizadores nos aspectos didáticos, pedagógicos e doutrinários, com vistas à melhoria do seu desempenho em sala de aula e à qualidade do trabalho oferecido pelo Departamento de Infância e Juventude;
- Garantir a unidade de propósitos e métodos de trabalho na evangelização infanto-juvenil.

Eixo Temático: Doutrina Espírita - Proposta de Educação Integral
Tema - O Homem de Bem.

PROGRAMAÇÃO
8h - Abertura e Prece – Centro Espírita Obreiros do Bem
8h10 –Socialização - Centro Espírita Obreiros do Bem
8h20 – Como se processa a construção do conhecimento em crianças e jovens - Ana Christina (Equipe FEMS/DIJ)
10h – Intervalo

Evangelizadores de juventude

10h15 – Oficina de literatura: Como trabalhar Poesia e Romance com os Jovens - Celso Catônio, Ana Christina e Regina Célia - (Equipe FEMS/DIJ)
Evangelizadores de infância
10h15 – Oficina de contação de histórias - Eliete Soares, Evelyn e Isis (Equipe FEMS/DIJ)

12h – Almoço

13h - Apresentação do coral- Maria José Maldonado (Equipe FEMS/DIJ)
13h15 – Trabalho em grupo – Montar plano de aula, inserindo o poema. Regina Célia e Ana Christina (Equipe FEMS/DIJ)
13h15 – Trabalho em grupo – Montar plano de aula, inserindo a história. Eliete Soares, Evelyn e Isis (Equipe FEMS/DIJ)
14h - Apresentação dos planos de aula: poesia e história
15h15 – Intervalo
15h30 - Levantamento e discussão de situações problemas vivenciadas pelos evangelizadores de juventude - Regina Célia e Carlos Augusto - (Equipe FEMS/DIJ)
15h30 - Levantamento e discussão de situações problemas vivenciadas pelos evangelizadores de infância – Eliete Soares e Ana Christina - (Equipe FEMS/DIJ)
16h15 - Oficina de Plano Anual de Atividades para Infância e Juventude – Carlos Augusto (Equipe FEMS/DIJ).
17h15 – Avaliação
17h30 – Encerramento

mais informações:
Federação Espírita de Mato Grosso do Sul
Av Calógeras, 2209 - Centro
Campo Grande - MS
CEP 79004-380
fone: (67) 3382-5571

Centro Espírita Obreiros do Bem
Rua Albert Sabin, 2193 -Vila Anahy
79090-160 - Campo Grande - MS

sábado, 11 de julho de 2009

Objetivo do Espiritismo e seu tríplice aspecto

de Celso Martins e Jayme Lobato Soares
publicado no Portal do Espírito

Na obra O Espiritismo na sua mais simples expressão Allan Kardec afirma:

O objetivo essencial do Espiritismo é melhorar os homens, no que concerne ao seu progresso moral e intelectual.

“O verdadeiro espírita não é o que crê nas comunicações, mas o que procura aproveitar os ensinamentos dos Espíritos. De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso, e não o torna melhor para o próximo”.

No livro O Que é o Espiritismo Kardec esclarece:

"O Espiritismo funda-se na existência de um mundo invisível, formado pelos seres incorpóreos que povoam o espaço e que não são mais que as almas daqueles que viveram na Terra, ou em outros globos, nos quais deixaram seus invólucros materiais. São os seres a que chamamos Espíritos, seres que nos cercam e incessantemente exercem sobre os homens sem que estes o percebam, uma grande influência, e desempenham papel muito ativo no mundo moral e mesmo, até certo ponto, no físico”.

Ainda em O Que é o Espiritismo Kardec faz as seguintes afirmações:

"O Espiritismo, como doutrina moral, só impõe uma coisa: a necessidade de fazer o bem e evitar o mal. É uma ciência de observação que, repito, tem conseqüências morais. que são a confirmação e a prova dos grandes princípios da religião; quanto às questões secundárias, ele as abandona à consciência de cada um”.

“O Espiritismo não descobriu nem inventou os Espíritos, como não descobriu o mundo espiritual, no qual se acreditou em todos os tempos; todavia, ele o prova por fatos materiais e o apresenta em sua verdadeira luz, desembarançando-o dos preconceitos e idéias supersticiosas, filhos da dúvida e da incredulidade”.

Em O Espiritismo na sua mais simples expressão Kardec ainda esclarece:

"'As instruções dadas pelos Espíritos de ordem elevada sobre todos os assuntos que interessam à humanidade e as respostas que deram às perguntas que lhes formulamos foram recolhidas e coordenadas cuidadosamente e constituem toda uma ciência, toda uma doutrina moral e filosófica com o nome Espiritismo. O Espiritismo é, pois, a doutrina fundada na existência, nas manifestações e no ensinamento dos Espíritos. Esta doutrina acha-se exposta de maneira completa no Livro dos Espíritos, em seu aspecto filosófico, no Livro dos Médiuns, em sua parte prática e experimental, e no Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu aspecto moral”.

Isto posto, vejamos a seguir, consoante as palavras do próprio Codificador, como se entende o tríplice aspecto do Espiritismo, ou seja, ciência, filosofia e religião.
I - Ciência

No Preâmbulo de O que é o Espiritismo, Kardec afirma que "O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal".

Na mesma obra, Kardec acrescenta:

"O Espiritismo tem por fim demonstrar e estudar a manifestação dos Espíritos, suas faculdades, sua situação feliz ou infeliz, seu futuro; em suma, o conhecimento do Mundo Espiritual.

"... Essa crença apoia-se sobre o raciocínio e sobre os fatos. Eu próprio não a adotei senão depois de meticuloso exame, o hábito das coisas positivas, sondei, perscrutei esta nova ciência nos seus mais íntimos refolhos; busquei explicar-me tudo, porque não costumo aceitar idéia alguma sem lhe conhecer o como e o porquê".

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo logo na Introdução, item II, Kardec declara:

"Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares”.

Também, no livro A Gênese (Introdução) diz:

"Generalidade e concordância do ensino, tal é o caráter essencial da doutrina, a própria condição de sua existência; do que resulta que todo princípio que não recebeu a consagração do assentimento da generalidade não pode ser considerado parte integrante desta doutrina, mas simples opinião isolada da qual o Espiritismo não pode assumir a responsabilidade”.

No prefácio do livro O Fenômeno Espírita Gabriel Delanne afirma: "O Espiritismo é uma ciência cujo fim é a demonstração experimental da existência da alma e sua imortalidade, por meio de comunicação com aqueles aos quais impropriamente têm sido chamado de mortos".

Na obra O que é a Mediunidade, de Celso Martins, consta o seguinte:

"O Espiritismo tem um aspecto científico porque estuda, à luz da razão e usando critérios científicos, com metodologia específica, os fenômenos mediúnicos, ou melhor, os fatos que colocam os homens em contato com os espíritos, ocorrências estas que nada têm de sobrenatural, porque estão dentro do contexto dos fatos naturais, nada apresentando de milagroso nem de superstições do povo crédulo e ignorante”.

Muito esclarecedor é o texto abaixo, constante de A Gênese, Cap. I - item 14, de Kardec:

"Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma maneira que as ciências positivas, isto é, aplica o método experimental. Fatos de ordem nova se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis, conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, partindo dos efeitos às causas, chega à lei que os rege, depois deduz as conseqüências e busca as aplicações úteis. O Espiritismo não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não se apresentam como hipótese nem a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; conclui-se pela existência dos Espíritos porque essa existência resultou como evidência da observação dos fatos; e assim os demais princípios. Não foram dos fatos que vieram posteriormente confirmar a teoria, mas foi a teoria que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. Rigorosamente exato, portanto, dizer que o Espiritismo é uma ciência da observação e não o produto da imaginação. As ciências não fizeram progressos sérios senão depois que os seus estudos se basearam no método experimental; mas, acreditava-se que esse método não poderia ser aplicado senão à matéria ao passo que o é igualmente às coisas metafísicas".

II - Filosofia

Diz Kardec, no Preâmbulo de O Que é o Espiritismo:

"O Espiritismo é, ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que dimanam essas mesmas relações”.

“A Filosofia Espírita é a interpretação dos fenômenos verificados e estudados pela Ciência Espírita. Esses fenômenos revelam ao homem a estrutura do Universo, que é a seguinte, como vemos em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec: Deus, Espírito e Matéria. Uma vez constatada essa realidade, e descoberto o mecanismo pelo qual o Espírito se manifesta através da matéria, cessa o trabalho da ciência, para começar a da filosofia”.

J. Herculano Pires, ainda acrescenta:

" Filosofia Espírita, como disse Kardec, pertence genericamente ao que costumamos chamar Filosofia Espiritualista, porque a sua visão do Universo não se prende à Matéria, mas vai até o Espírito, que considera como causa de tudo o que percebemos no plano material. Englobando na sua interpretação cosmológica a Ciência Espírita, e tendo como conseqüência a Religião Espírita, a Filosofia Espírita encerra em si mesma toda a doutrina. É por isso que O Livro dos Espíritos, obra fundamental da doutrina, não é propriamente um livro científico ou religioso, mas um tratado filosófico”.

Em Espiritismo Básico Pedro Franco Barbosa afirma:

"O caráter filosófico do Espiritismo está, portanto, no estudo que faz do Homem, sobretudo Espírito, de seus problemas, de sua origem, de sua destinação. Esse estudo leva ao conhecimento do mecanismo das relações dos Homens, que vivem na Terra, com aqueles que já se despediram dela, temporariamente, pela morte, estabelecendo as bases desse permanente relacionamento, e demonstra a existência, inquestionável, de algo que tudo ria e tudo comanda, inteligentemente - Deus”.

Assevera Celso Martins, em O que é a Mediunidade:

"O Espiritismo tem um aspecto filosófico porque, a partir dos fenômenos, dá uma interpretação da vida, isto é, responde àquelas perguntas que apresentamos (...) sobre o porquê da vida. De onde você veio e para onde você vai. A razão das desigualdades que observamos entre as criaturas. Trata-se de uma filosofia espiritualista porque admite, repito, com base nos fatos mediúnicos e anímicos, a existência de um princípio espiritual no Universo, além do princípio material. Equivale dizer que o Espiritismo vê no ser humano, não apenas o corpo material, de carne e osso, de vísceras e sangue, de nervos e hormônios, mas também aquilo a que as religiões, há séculos, deram o nome de alma.

“A filosofia espírita aceita que, acima destes dois princípios universais, o material e o espiritual paira Deus, o Criador de tudo, a inteligência primária da Natureza inteira, um Deus que é a suprema perfeição, um Deus que é Pai de Misericórdia e Bondade, de Justiça e Amor, que criou todos os seus filhos para todos, sem qualquer exceção, um dia, através de seus esforços, ao longo dos tempos, sejam, de fato, felizes”.

III - Religião

Há quem conteste o aspecto religioso do Espiritismo. Vejamos o que diz Kardec. No livro O Espiritismo na sua mais simples expressão, claramente ele assegura:

"Do ponto de vista religioso o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma, a imortalidade, as penas e as recompensas futuras, sendo, porém, independente de qualquer culto em particular. Seu objetivo é provar àqueles que negam, ou que duvidam, que a alma existe, que ela sobrevive ao corpo e que sofre, após a morte, as conseqüências do bem e do mal que praticar durante a vida corpórea: o objetivo de todas as religiões”.

Em Obras Póstumas - Primeira Parte - Manifestações dos Espíritos - Caráter e conseqüências religiosas das manifestações dos Espíritos, há a seguinte afirmação de Kardec:

"O Espiritismo, firmado no conhecimento de leis ainda não compreendidas, não vem destruir os fatos religiosos, mas torná-los mais aceitáveis, dando-lhes explicação racional. O que ele vem destruir são as falsas deduções daquelas leis, por erro ou ignorância”.

No Livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - Introdução, item I, Kardec esclarece:

"Esta obra é para uso de todos. Dela podem todos haurir os meios de conformar com a moral do Cristo o respectivo proceder. Aos espíritas oferece aplicações que lhe concernem de modo especial. Graças às relações estabelecidas, doravante e permanentemente, entre os homens e o mundo invisível, a lei evangélica, que os próprios Espíritos ensinaram a todas as nações, já não será letra morta, porque cada um a compreenderá e se verá incessantemente compelido a pô-la em prática, a conselho de seus guias espirituais. As instruções que promanam dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do céu que vêm esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho”.

Nessa mesma obra, Cap. I - item 7, Kardec dispõe:

"Assim, como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução”. Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas, desenvolve, completa e explica em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir e preparar a realização das coisas futuras. Ele é pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra”.

No Cap. I - item 16 de A Gênese, Kardec afirma:

"Do mesmo modo que a ciência propriamente dita tem por objeto o estudo das leis do princípio material, o objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual ...”.

No Cap. XII - item 18, acrescenta:

"Não é que o sobrenatural seja necessário às religiões, mas sim o princípio espiritual, que erradamente se confunde com o maravilhoso, e sem o qual não há religião possível’.

No discurso proferido na Sociedade Espírita de Paris, em 1º de novembro de 1868 e publicado na Revista Espírita de dezembro do mesmo ano, Kardec faz as seguintes declarações:

"Dissemos que o verdadeiro objetivo das assembléias religiosas deve ser a comunhão de pensamentos; é que, com efeito, a palavra religião quer dizer laço. Uma religião, em sua acepção nata e verdadeira, é um laço que religa os homens numa comunidade de sentimentos, de princípios e de crenças ...”

"O laço estabelecido por uma religião, seja qual for o seu objetivo, é pois, um laço, um laço essencialmente moral, que liga os corações, que identifica os pensamentos, as aspirações, e não somente o fato de compromissos materiais, que se rompem à vontade, ou da realização de fórmulas que falam mais aos olhos do que ao espírito ...”

"Se assim é, perguntarão, então o Espiritismo é uma religião? Ora, sim, sem dúvida senhores. No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos glorificamos por isto, porque é a doutrina que funda os elos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as mesmas leis da natureza.

"Porque, então, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Porque não há uma palavra para exprimir idéias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; desperta exclusivamente uma idéia de forma, que o Espiritismo não tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria aí senão uma nova edição, uma variante, se se quiser, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes se levantou a opinião pública”.

Como se vê, o Espiritismo não é religião no sentido tradicional da palavra religião.

Concluímos que o Espiritismo não tem culto material exterior nem sacerdócio organizado, como as religiões tradicionais; no entanto, possui um conteúdo moral, ligando os homens entre si e seu criador.
Leitura Complementar:

1. Espiritismo Básico - Pedro Franco Barbosa - FEB.
2. O que é a Mediunidade - Celso Martins - Leymarie.
3. Vida e Obra de Allan Kardec - André Moreil - EDICEL.
4. Recordando Deolindo Amorim - Celso Martins - Gráfica e Editora do Lar/ABC do Interior
5. Kardec, irmãs Fox e outros - Jorge Rizzini - EME.
6. O Mistério do Bem e do Mal - J. Herculano Pires - Ed. Correio Fraterno.
7. Ciência Espírita - J.Herculano Pires - Ed. Paidéia.
8. O Infinito e o Finito - Crônicas - J.Herculano Pires - Ed. Correio Fraterno
9. Evolução para o Terceiro Milênio - Carlos Toledo Rizzini - EDICEL.
10. Religião - Carlos Imbassahy - FEB.

Capítulo do Livro "O Espiritismo ao alcance de todos"

Influência Moral do Médium - Simpósio no ICEMS - 11/07/09 - 19:30hs

Simpósio sobre a conclusão do Capítulo Capítulo XX do Livro dos Médiuns: Influência Moral do Médium, questões 227, 228, 229 e 230 - com Coordenação de João Batista Paiva, psicólogo e os trabalhadores Afrânio Otta Ortega, Francisco Atílio Arcoleze, Vera Márcia Accetturi e Lucila de Almeida.
Local: INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA DE MATO GROSSO DO SUL - ICEMS
Rua 26 de Agosto, 850 - Centro
fone: (67) 3042-2770 - fax: (67) 3042-2771
Campo Grande-MS
CEP 79002-081
e-mail: icems@icems.org.br

quarta-feira, 1 de julho de 2009

ALMOÇO PROMOCIONAL EM PROL DA CONSTRUÇÃO DO “LAR DE RUY KREMER”

CRUZADA DOS MILITARES ESPÍRITAS – MT/MS
REUNIÃO DA FAMÍLIA MILITAR ESPÍRITA E AMIGOS
DIA 05 DE JULHO - DOMINGO
11:30h = PALESTRA PÚBLICA
12:00 às 13:30horas
ALMOÇO PROMOCIONAL EM PROL DA CONSTRUÇÃO DO “LAR DE RUY KREMER”
CARDÁPIO: FRANGO ASSADO AO LEITE, BATATA PALHA, ARROZ BRANCO E COM GUARIROBA, SALADA VERDE, PRATO SURPRESA
Ingresso: R$13,00 (CRIANÇA ATÉ 07 ANOS NÃO PAGA)
NÃO SERÁ SERVIDO MARMITEX
LOCAL: LAR DE RUY KREMER
RUA JABORANDI, 80 - Jd AEROPORTO
Campo Grande-MS
LIVRARIA JAYME ROLEMBERG DE LIMA ANUNCIA PROMOÇÃO IMPERDÍVEL DE LIVROS ESPÍRITAS (NOVOS), por R$ 5,00
LIVROS USADOS EM BOM ESTADO R$ 1,00

terça-feira, 30 de junho de 2009

CAPACITAÇÃO PARA TRABALHADORES DA ÁREA DO ATENDIMENTO ESPIRITUAL

dia 5 de julho de 2009 - domingo, das 8h30 às 16 horas
Local: Federação Espírita de Mato Grosso do Sul
Av. Calógeras, 2.209 - Centro
mais informações:
FEMS - fone: (67) 3324-8322 / Fax: (67) 3324-3757
e-mail: fems@fems.org.br

domingo, 28 de junho de 2009

Manoel Philomeno de Miranda

Mais conhecido como Philomeno de Miranda, foi, por muitos anos, destacado colaborador do Movimento Espírita da Bahia, culminando com a sua eleição para a Presidência da União Espírita Baiana, em substituição a José Petitinga, quando este retornou ao Pano Espiritual, em 25 de março de 1939, em Salvador.
Manoel Philomeno de Baptista de Miranda nasceu no dia 14 de novembro de 1876, em Jangada, Município do Conde no Estado da Bahia. Foram seus pais Manoel Baptista de Miranda e D. Umbelina Maria da Conceição.
Diplomou-se pela Escola Municipal da Bahia, hoje Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia, colando grau na turma de 1910, como Bacharel em Comércio e Fazenda. Exerceu sua profissão com muita probidade, sendo um exemplo de operosidade no campo profissional. Ajudava sempre aqueles que o procuravam, pudessem ou não retribuir os seus serviços. Foi tão grande em sua conduta, como na modéstia. Debilitado por uma enfermidade pertinaz, em 1914, e tendo recorrido a diversos médicos, sem qualquer resultado positivo, foi curado pelo médium Saturnino Favila, na cidade de Alagoinhas, com passes e água fluidificada, complementando a cura com alguns remédios da Flora Medicinal. Nessa época, indo a Salvador, conheceu José Petitinga, que o convidou a freqüentar a União Espírita Baiana. A partir daí Philomeno de Miranda interessou-se pelo estudo e prática do Espiritismo, tornando-se um dos mais firmes adeptos de seus ensinamentos. Fiel discípulo de Petitinga, foi autêntico diplomata na trato com o Movimento Espírita da Bahia, com capacidade para resolver todos os assuntos pertinentes às Casas Espíritas. A serviço da Causa, visitava periodicamente as Sociedades Espíritas, da Capital e do Interior, procurando soluções para qualquer dificuldade. Delicado, educado, porém decidido na luta, não dava trégua aos ataques descabidos, arremetidos por religiosos e cientistas que tentavam destruir o trabalho dos espíritas.
Mesmo modesto, não pôde impedir que suas atividades sobressaíssem nas diversas frentes de trabalho que empreendeu em favor da Doutrina. Na literatura escreveu "Resenha do Espiritismo na Bahia" e "Excertos que justificam o Espiritismo", que publicou omitindo o próprio nome. Em resposta ao Padre Huberto Rohden, publicou um opúsculo intitulado "Por que sou Espírita".
Dedicou-se com muito carinho às reuniões mediúnicas, especialmente às de desobsessão. Achava imprescindível que as Instituições espíritas se preparassem convenientemente para o intercâmbio espiritual, sendo de bom alvitre que os trabalhadores das atividades desobsessivas se resguardassem ao máximo, na oração, na vigilância e no trabalho superior. Salientava a importância do trabalho da caridade, para se precaverem de sofrer ataques das Entidades que se sentem frustradas nos planos nefastos de perseguições. É o caso de muitas Casas Espíritas que, a título de falta de preparo, se omitem dos trabalhos mediúnicos.
Importante conhecer-se como se deu o relacionamento do médium Divaldo Pereira Franco com esse amoroso Benfeitor. É o próprio Divaldo quem esclarece:
"Numa das viagens a Pedro Leopoldo, no ano de 1950, Chico Xavier psicografou para mim uma mensagem ditada pelo Espírito José Petitinga, e no próximo encontro uma outra ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. "Eu era muito jovem e, como é compreensível, fiquei muito sensibilizado. Guardei as mensagens, bebi nelas a inspiração, permanecendo confiante em Deus.
"No ano de 1970, no mês de janeiro, apareceu-me o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, dizendo que, na Terra, havia trabalhado na União Espírita Baiana, atual Federação, tendo exercido vários cargos, dedicando-se, especialmente à tarefa do estudo da mediunidade e da desobsessão.
"Quando chegou ao Mundo Espiritual foi estudar em mais profundidade as alienações por obsessão e as técnicas correspondentes da desobsessão.
"Fora uma pessoa que, no mundo, se dedicava à escrituração mercantil, portanto afeito a uma área de informações de natureza geral sobre o comércio.
"Mas, tendo convivido muito com Petitinga, que foi um beletrista famoso, um grande latinista, amigo íntimo de Carneiro Ribeiro - que também se notabilizou pela réplica e tréplica com Ruy Barbosa - ele, Miranda, houvera aprimorado os conhecimentos lingüísticos que levara da Terra, com vistas a uma programação de atividades para a Doutrina Espírita, pela mediunidade, no futuro.
"Convidado por Joanna de Ângelis, para trazer o seu contributo em torno da mediunidade, da obsessão e desobsessão, ele ficou quase trinta anos realizando estudos e pesquisas e elaborando trabalho que mais tarde iria enfeixar em livros.
"Ao me aparecer, então, pela primeira vez, disse-me que gostaria de escrever por meu intermédio.
"Levou-me a uma reunião, no Mundo Espiritual, onde reside, e ali mostrou-me como eram realizadas as experiências de prolongamento da vida física através de transfusão de energia utilizando-se do perispírito. "Depois de uma convivência de mais de um mês, aparecendo-me diariamente para facilitar o intercâmbio psíquico entre ele e mim, começou a escrever Nos Bastidores da Obsessão, que são relatos, em torno da vida espiritual, das técnicas obsessivas e de desobsessão".
A partir daí seguiram-se outros livros sobre o problema obsessivo, classificado por Philomeno de Miranda como "tormentoso flagício social". Nos seus livros, caracterizados e lidos como "romances", encontra-se meticuloso exame da mediunidade atormentada e das patologias obsessivas, em páginas de profundo teor didático que permitem ao leitor melhor compreensão da narrativa central.
Além de Nos Bastidores da Obsessão, ditou ao médium Divaldo Pereira Franco as seguintes obras: Grilhões Partidos, Nas Fronteiras da Loucura, Loucura e Obsessão, Trilhas da Libertação, Painéis da Obsessão, Temas da Vida e da Morte, Tramas do Destino, Sexo e Obsessão, Tormentos da Obsessão e Entre os Dois Mundos. Philomeno de Miranda foi amigo de Leopoldo Machado, patrocinando grandes conferências desse inesquecível trabalhador, que deixou um marco de luz em sua passagem pela Terra.
Exerceu na União Espírita Baiana, hoje Federação Espírita do Estado da Bahia, os cargos de 2º secretário, de 1921 a 1922, e de 1º secretário, de 1922 a 1939, juntamente com José Petitinga e uma plêiade de grandes trabalhadores. Em 1939, substituiu Petitinga. Ele já vinha no serviço ativo daquela Federativa por mais de vinte e quatro anos consecutivos, trabalhando na administração, no socorro espiritual como grande doutrinador, nos serviços da caridade, zelando sempre pelo bom nome da Doutrina, com todo o desvelo de que era possuído.
Sofrendo do coração, subia as escadas a fim de não faltar às sessões, sorrindo e sempre animado. Queria extinguir-se no seu cumprimento.
Sentia imensa alegria em dar os seus dias ao serviço do Cristo. Sobre as suas últimas palavras, assim escreve A. M. Cardoso e Silva: "Agora sim! Não vou porque não posso mais. Estou satisfeito porque cumpri o meu dever. Fiz o
que pude... o que me foi possível. Tome conta dos trabalhos, conforme já determinei." Era antevéspera da sua desencarnação, ocorrida no dia 14 de julho de 1942. Querido de quantos o conheceram - porque quem o conhecia não podia deixar de amá-lo -, até o último instante demonstrou a firmeza da tranqüilidade dos justos, proclamando e testemunhando a grandeza imortal da Doutrina Espírita.

Fontes: Antônio Souza Lucena, in "Reformador, de novembro de 1990" e A Obsessão: Instalação e Cura, organizada por Adilton Pugliese, LEAL, 1998, publicado na edição de novembro/dezembro de 2005, de O ESPÍRITA MINEIRO.

AS DROGAS E SUAS IMPLICAÇÕES ESPIRITUAIS

*Xerxes Pessoa de Luna

I – Introdução
Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo indiscriminado e, cada vez mais crescente, das drogas por parte não só dos adultos, mas, também, dos jovens e lamentavelmente até das crianças, principalmente nos centros urbanos das grandes cidades.
A situação é tão preocupante, que cientistas de várias partes do Planeta, reunidos, chegaram à seguinte conclusão: “Os viciados em drogas de hoje podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos ainda não nascidos”.
Diante de tal flagelo e de suas terríveis conseqüências, não poderia o Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentos da sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores, em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça.
O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.
Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, entender e atender aos apelos velados que estes amigos espirituais nos enviam com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.

II – A ação das drogas no perispírito
Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do viciado, atinge o aparelho circulatório, o cérebro, e as células, principalmente as neuroniais.
Na obra “Missionários da Luz” – André Luiz (pág. 221 – Edição FEB), lemos: “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual.” Em “Evolução em dois Mundos”, o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.
Comparando as informações destas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuroniais também refletirá nas regiões correlatas do corpo perispiritual em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que “o perispírito funciona em relação a este, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.
Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias, oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força.

III – A ação dos Espíritos inferiores junto ao viciado
Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado à regiões espirituais inferiores.
Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que irá variar, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente para saciar sua necessidade, valendo-se para tal recurso, ou da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.
Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de este ter suas funções alteradas, com conseqüente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, “o viciado ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daqueles, deixando o viciado enfermiço, triste, grosseiro, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos”.

IV – Contribuição do Centro Espírita no trabalho antidrogas desenvolvido pelos Benfeitores Espirituais
As Casas Espíritas, como Pronto-Socorros espirituais, muito podem contribuir com os Espíritos Superiores no trabalho de prevenção e auxílio às vítimas das drogas nos dois lados da vida. Com certeza, esta contribuição poderia ocorrer através de medidas que , no dia-a-dia da instituição ensejassem:
a) Um incentivo cada vez mais constante às atividades de evangelização da infância e da juventude, principalmente com sua implantação, caso a Instituição ainda não o tenha implantado.
b) Estimular seus freqüentadores, em particular a família do viciado em tratamento, à prática do Evangelho no Lar. Estas pequenas reuniões, quando realizadas com o devido envolvimento e sinceridade de propósitos, são fontes sublimes de socorro às entidades sofredoras, além, naturalmente, de concorrer para o estreitamento dos laços afetivos familiares, o que decerto estimulará o viciado, por exemplo, a perseverar no seu propósito de libertar-se das drogas ou dar o primeiro passo nesse sentido.
c) Preparar devidamente seu corpo mediúnico para o sublime exercício da mediunidade com Jesus, condição essencial ao socorro às vítimas das drogas, até mesmo as desencarnadas.
d) No diálogo fraterno com o viciado e seus familiares, sejam-lhes colocados à disposição os recursos socorristas do tratamento espiritual: passe, desobsessão, água fluidificada e reforma íntima.
e) Criar, no trabalho assistencial da Casa, uma atividade que enseje o diálogo, a orientação, o acompanhamento e o esclarecimento, com fundamentação doutrinária, ao viciado e a seus familiares.

V – Conclusão
Diante dos fatos e dos acontecimentos que estão a envolver a criatura humana, enredada no vício das drogas, geradores de tantas misérias morais, sociais, suicídios e loucuras, nós, espíritas, não podemos deixar de considerar esta realidade, nem tampouco deixar de concorrer para a erradicação deste terrível flagelo que hoje assola a Humanidade. Nesse sentido, urge que intensifiquemos e aprimoremos cada vez mais as ações de ordem preventiva e terapêutica, já em curso em nossas Instituições, e que, também, criemos outros mecanismos de ação mais específicos neste campo, sempre em sintonia com os ensinamentos do Espiritismo e seu propósito de bem concorrer para a ascensão espiritual da criatura humana às faixas superiores da vida.

Artigo publicado na Revista Reformador, da FEB, março 1998

terça-feira, 16 de junho de 2009

11ª SEMANA NACIONAL ANTIDROGAS, de 19 a 26 de junho de 2009

A UNIÃO REGIONAL ESPÍRITA DE CAMPO GRANDE URE apresenta a 11ª SEMANA NACIONAL ANTIDROGAS, de 19 a 26 de junho de 2009.
A “CAMINHADA PELA VIDA” acontecerá no dia 20 de junho de 2009, sábado, com a concentração na Praça Ary Coelho, às 15h e encerramento na Praça do Radio Clube, às 18h, com show.
PARTICIPE COM A FEMS EM DEFESA DA VIDA!
Informações pelo fone: 3324 8322 e e-mail: fems@fems.org.br
Promoção: Conselho Estadual Antidrogas (CEAD)
Parceria: Federação Espírita de Mato Grosso do Sul

CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA MONITORES DO ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA - ESDE

A UNIÃO REGIONAL ESPÍRITA DE CAMPO GRANDE realizará o CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA MONITORES DO ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA - ESDE
Dia: 17 de junho de 2009, quarta-feira, das 19 às 21h30
Local: Centro Espírita Maria de Magdala
Rua Jerônimo de Albuquerque, 2778 – Bairro: Nova Lima - Campo Grande-MS
Informações: fone: 3324 8322 - e-mail: fems@fems.org.br
Promoção: Federação Espírita de Mato Grosso do Sul

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Palestra pública: DROGAS, NÃO! com Alcir Kenupp Cunha

Palestra pública: DROGAS, NÃO!
com Alcir Kenupp Cunha - Juiz do Trabalho de 1ª Instância
Local: Teatro da MACE
Rua 26 de Agosto, 63 - Centro
Data: 27 de junho de 2009 - sábado, às 19h30
Realização: Federação Espírita de Mato Grosso do Sul - FEMS

ENCONTRO ESTADUAL DE TRABALHADORES DA ÁREA DA MEDIUNIDADE

Dias 27 de junho de 2009 - sábado, das 8 às 17h e
Dia 28 de junho de 2009 - domingo, das 8h30 às 12h
Local: Centro Espírita Caminheiros de Jesus - Chácara Estrela do Sul
Realização: Federação Espírita de Mato Grosso do Sul - FEMS

Palestra: EDUCAÇÃO DOS SENTIMENTOS, com Jason de Camargo, dia 19 de junho de 2009

Palestra pública: EDUCAÇÃO DOS SENTIMENTOS
com Jason de Camargo.

Local: Auditório da FIEMS
Av. Afonso Pena, 1.206 - Centro
Data: 19 de junho de 2009, sexta-feira, às 19h30
Realização: Federação Espírita de Mato Grosso do Sul - FEMS

Reproduzimos aqui, uma entrevista de Dora Rodrigues, de Parnaíba-PI, com Jason de Camargo, publicada em seu Blog

Jason de camargo é autor do livro "Educação dos sentimentos", é Bacharel em Química e Licenciado em Química, Física e Matemática., realiza conferências em vários Estados brasileiros.
Dora Rodrigues: Por que Educação dos sentimentos?
Jason de Camargo: Porque é a solução dos problemas humanos. Sem a educação dos sentimentos, o homem se perde naquele manancial apenas intelectual e mais árido. Jesus, numa conversa com Tiago, disse: "os homens não são felizes, porque estão aprendendo apenas a pensar. O homem, será feliz, quando aprender a sentir. Então, a educação dos sentimentos nos possibilita justamente esse processo de felicidade humana. Senão, há um desequilíbrio entre a razão e a emoção; entre a educação racional e a moral. Educação dos valores. O homem só é feliz, quando atinge esses valores. Tem o conhecimento, mas também, os valores morais com ele desenvolvidos, porque o psiquismo humano tem várias funções psicológicas: tem inteligência, instintos, mas tem também as emoções e os sentimentos. Então, a educação só é integral, quando ela privilegia todos esses elementos, não apenas a inteligência, mas também os valores, os sentimentos que dão o equilíbrio psicológico, e o indivíduo adquire a plenitude da sabedoria e da paz.

Dora Rodrigues: Eu li no seu livro que, atualmente, esse tema 'Educação dos sentimentos', faz parte da proposta de qualificação do trabalhador em sua região. Fale um pouco sobre isso!
Jason de Camargo: Acontece primeiro que, nós entramos na Doutrina Espírita e a Doutrina Espírita precisa entrar dentro de nós. Allan Kardec, quando aborda a questão da educação diz que, a educação racional cresceu, se desenvolveu, porque houve investimentos nessas áreas: da didática, da pedagogia, dos recursos. E que, se a educação moral não teve esse avanço, é porque não foi devidamente trabalhada; então, o trabalho voltado também para a educação moral, é que irá completar e oferecer uma consciência realmente espírita. Porque o Espiritismo só cresce com a união dos espíritas. E nós, só teremos espíritas mais unidos, com seus sentimentos mais burilados. Daí, a importância do trabalhador, porque quando nos juntamos num Centro Espírita, é imprescindível que não se leve apenas a Doutrina em nível de conhecimento; mas também, as vibrações que devem existir dentro do Centro, e essas vibrações auxiliam a milhares de pessoas encarnadas e desencarnadas. E só teremos vibrações de alta magnitude, com os sentimentos.

Dora Rodrigues: Então, essa proposta da Educação dos Sentimentos deveria ser uma proposta para o grupo trabalhar-se internamente?
Jason de Camargo: Nós que viajamos pelo Brasil, observamos hoje em quase todos os Estados brasileiros que, o livro 'Educação dos Sentimentos' está sendo estudado em grupos de estudos. Estão fazendo estudo dessa obra, justamente, para que o Centro comece a atuar nessa área, tenha mentalidade voltada para os valores morais, para a fraternidade, a solidariedade. Então, é importante que se trabalhe, " isso a gente vê no Brasil". As Casas estão estudando a obra pelos benefícios que ela trás para o indivíduo, e para o Centro que ele atua.